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Crítica | Dynasty - 1x10: A Well-Dressed Tarantula



Midas e seu toque que não faz nenhum sentido.  

A Dinastia esta de volta só para nos lembrar que ainda é um show com um retalho de tramas que não parecem jamais fazer algum sentido quando conectadas. O roteiro do drama é simplesmente uma bagunça e todos os núcleos que os roteiristas insistem em introduzir na série nunca são exaustivamente explorados, como na verdade são quase que esquecidos na maioria das vezes. No meio disso tudo, o programa continua a perder seu telespectador, que não é convencido jamais que assistirá alguma coisa realmente relevante.

Apesar disso tudo, essa semana Dynasty conseguiu entregar (mas só nos minutos finais) algo que saísse, nem que minimamente, do lugar comum onde se encontra. Não se engane, no decorrer de todo episódios tudo parecia se encaminhar para um desfecho comum, ordinário, clichê e previsível. Diferente disso, por mais que o roteiro tenha abusado destes mesmos clichês, ele conseguiu subverter algumas coisas e surpreender, mesmo que um pouco, até os mais atentos. Infelizmente até a conclusão do capítulo semanal, foi uma tortura ter que acompanhar tudo o que era nos apresentado em tela.



Dois tópicos são importantes a serem ressaltados aqui: a vingança e a competição feminina. Mais uma vez teclo nessa tecla porque parece que a série não consegue entregar nada que não envolva duas mulheres se odiando e competindo entre si por qualquer que seja a razão. Enquanto os personagens masculinos são basicamente deixados de lado ou não fazem tanta diferença, as mulheres estão lá mais uma vez para criarem intrigas entre si, saírem no tapa quando possível e apontarem dedos uma na cara da outra na hora de dizer que alguém é uma vagabunda, uma cachorra ou uma oportunista. Aqui não foi diferente, pois a trama brincou principalmente com o núcleo feminino e entregou mais do mesmo: alfinetadas sem sentido, pensamentos misóginos e machistas, e um discurso patriarcado ao extremo. Apesar das mulheres terem maior tempo em tela, elas são sempre um objeto nos planos dos homens, seja Fallon que está caindo nas artimanhas do Colby ou Cristal sendo usada na vingança de seu cunhado.



Falando em vingança, séries com essa proposta adoram trazer personagens dados como mortos para atazanar a vida dos protagonistas. Aqui tivemos o pai de Sammy Jo, que abusava dele e de sua mãe, anteriormente dado como morto voltando para a vida dos mesmos, agora como um importante mafioso. Claro que seu objetivo era ferrar com os Carringtons e por um momento todos acreditamos que ele iria conseguir. Seu discurso não soou convincente em nenhum momento, e termos a irmã de Cristal, não apenas voltando, mas ajudando seu ex abusador em uma vingança furada reforça ainda mais os erros narrativos que a série apresenta. Felizmente, no final de tudo, a família, que tenta se destruir sempre que possível, se uniu para combater um inimigo em comum. Nem todos os problemas se resolveram, mas parece que tudo se encaminha para isso. Não posso mentir que também AMEI assistir a interação amistosa entre Fallon e Cristal, onde fica óbvio que essa "amizade" deveria ser melhor explorada.

Com aquele final bastante anti-clímax onde temos Fallon sequestrada, resta saber qual será a conclusão de mais um plano maquiavélico mirabolante destes. Sejamos sinceros, não dava para acreditar que após uma derrota daquelas, os derrotados sairiam saltitantes da vida dos Carringtons. Pela promo do próximo episódio teremos mais babado, confusão e gritaria o que era de se esperar. Enquanto isso, temos que admitir que Dynasty já se encontra com seus dias contados, porque mesmo se for renovada (e pelos números da audiência eu duvido muito), acho bem complicado que muitas pessoas voltem para uma segunda temporada dessa bagunça dramatúrgica.
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