terça-feira, 14 de novembro de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 14x07: Who Lives, Who Dies, Who Tells Your Story



Uma carta de amor aos fãs.

Não tem como definir esse episódio se não como um verdadeiro presente à todos os fãs que continuam firmes e fortes acompanhando a jornada de desventuras de Meredith Grey e sua trupe. Simples assim, temos definitivamente o melhor capítulo destas duas últimas temporadas (o que para a décima terceira não é tarefa difícil), banhado à bons momentos, nostalgia e acima de tudo amor e respeito aos seus fãs. Grey's Anatomy entrega tudo aquilo que um dia qualquer fã almejou e para isso nem foi preciso o retorno de alguém do elenco que já deixou o show.

Este Who Lives, Who Dies, Who Tells Your Story vem para nos lembrar de toda a jornada das últimas quatorze temporadas, relembrando não somente os personagens mais queridos que já partiram, mas também o porque de estarmos tanto tempo aqui. O foco em cima de Meredith já era obviamente expectado, mas acho que ninguém esperava pelo o que realmente ia acontecer. Não tivemos apenas uma carta de amor aos fãs, tivemos uma carta de amor à Ellen Pompeo e todos da equipe, do elenco à produção.

Termos aqueles rostos tão semelhantes e todas as citações dos que já se foram não soou em nenhum momento oportuno ou deslocado. Claro, foi um pouco estranho em uma única semana praticamente todos que já morreram serem mencionados, mas aqui tudo coube na medida certa, desde Sloan à Lexie. Tudo se encaminhou naturalmente, sem passos apressados, sem tentar jogar na cara do público que aquilo era um evento especial. Estávamos assistindo à um episódio de Grey's Anatomy que apenas nos lembra de seus tempos áureos e que faz referências aos que fizeram desse show um grande sucesso, uma linda história de amor, uma caminhada com percalços que já rendeu lágrimas e muitos sorrisos.



Há de se destacar algumas cenas. Primeiramente aqueles filhos de Cristina, George e Izzie serviram para impulsionar movimentações no hospital que a tempos não presenciávamos. Todo o discurso de Alex mexeu com nossos corações, porque afinal de contas sabíamos que seu final feliz era com Izzie, fato que não pode se concretizar muito mais por problemas internos de Katherine Heigl e Shonda do que porque qualquer outro motivo. Ouvir da própria boca de Alex o que ele "sabe" sobre sua amada foi magnífico, pois nem sempre temos a oportunidade de ver esse lado mais frágil do médico. E todo esse diálogo com Jo ainda soou bastante natural, em razão de que sua companheira poderia ficar com ciúmes, mas na verdade só temos a confirmação de que por mais que sua grande história de amor já tenha acontecido, o tempo passa e temos que viver as nossas vidas.

Outro ponto que devemos aplaudir de pé foi a interação de Zola e Maggie. Meu deus do céu, que criança maravilhosa. Nunca tivemos muita oportunidade de lidar com a perda dos menores dentro de Grey's, coisa que o roteiro muitas vezes negligenciou. Sabermos da pequenina que ela sente saudades de seu pai foi muito doloroso, mas sadio de alguma forma. Assim como Mer, Zola e seus irmãos tem que lidar com a perda, só que de modos completamente diferentes porque todos se encontram em etapas distintas de suas vidas. Zola entende que seu pai teve que partir, ela sofreu por isso, mas com a ajuda do Sol ela está ali para nos lembrar que aqueles por quem realmente nutrimos o sentimento de amor em sua forma mais pura, jamais nos deixarão completamente, independente de quanto tempo passe e de onde estivermos.



Temos que encerrar falando evidentemente do discuros de Jackson para Meredith. Não que eu tenha achado muito certo a escolha deste personagem, mas isso não cabe aqui. Jackson foi responsável por ser o interlocutor daquilo que todos nós já sabemos a anos: Meredith é o sol. Essa parte, além de evidenciar tudo o que há de melhor no próprio show e em sua principal protagonista, também é direcionado a todos nós que não largamos esse osso chamado Grey's Anatomy jamais. Mer não é o Sol porque seu nome é o título da série, Mer é o Sol por ter transformado, mesmo que sem querer ou indiretamente, toda sua dor, sofrimento, perdas e lágrimas em algo que ela pudesse usar à seu favor. Tudo isso não reflete apenas sua personalidade, mas também importantes ensinamentos de vida que todos nós viemos obtendo no decorrer destes anos. E termos finalmente Ellis aplaudindo de pé sua filha mostra o quanto o Sol apenas amadureceu e cresceu nesta jornada, assim como sua audiência. Ellis não estava ali apenas para aplaudir sua filha quase renegada, ela estava ali para aplaudir todos nós.

Grey's Anatomy com 300 episódios já exibidos mostra acima de tudo sua força. Não só como um show premidíssimo que em sua décima quarta temporada continua arrastando multidões para a frente da TV e fãs a cada novo dia, mas mostra também o poder de sua história e deixa mais que evidente o porque de estar tanto tempo no ar. Grey's já deixou claramente sua marca na TV, mas acima disso deixa sua marca também em todos os corações a quem ela já alcançou. Grey's não é uma simples série que apenas sentiremos saudades quando encerrada, Grey's mudou de alguma forma em diferentes proporções muitas coisas em nossas vidas por ser o tipo de programa que vai muito além do entretenimento. Quem vive, quem morre, quem conta essa história?
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