sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Crítica | Shadowhunters - 2x20: Beside Still Water (Season Finale)



"Quando se traz alguém de volta, sempre há uma consequência."

A Season Finale de Shadowhunters finalmente chegou e, felizmente, tivemos um ótimo episódio para encerrar a segunda temporada. E como um fim de temporada digno de uma guerra, cabeças rolaram em Beside Still Water.

Começando pelo mais importante, todo o plot de Valentine em busca do controle do submundo, agora que possuía todos os instrumentos mortais. Toda a sequência foi bem dirigida e todos estiveram ótimos em cena, principalmente Katherine McNamara. Não era segredo para ninguém que ela era uma das mais limitadas do elenco, mas entregou uma ótima atuação na cena, que possuiu vários elementos da original presente em Cidade de Vidro, o terceiro livro da série.

A mudança de Clary como assassinada de Valentine foi muito bem vinda, pois bem mais impactante do que o assassino original dos livros, afinal, apesar de não terem o real sentimento, eles ainda continuam pai e filha. Ele, inclusive, esteve bem parecido com o personagem nos livros, que sempre fazia questão de dizer que amava os filhos, apesar da forma torta de demonstrar e causou realmente essa impressão. Apesar disso, houveram pontos negativos, como o esquecimento de Jocelyn por parte de Clary quando Raziel a concedeu um pedido. Por mais que fosse escolher Jace, óbvio, uma indecisão momentânea poderia ter lhe ocorrido. Mas ainda assim não deixou de ser uma linda cena Clace, depois de tantos desencontros e cu doce dela durante a temporada.

Já Simon terminou a temporada aliando-se a Rainha Seelie, para proteger Maia. Não vejo qual é o real interesse dela no personagem, nem uma grande duração para esse plot, então só nos resta acompanhar. Minha especulação para Simon no terceiro ano é que, pelo menos inicialmente, o usarão para um novo triângulo amoroso, desta vez com Maia e seu ex, Jordan, já confirmado como um personagem regular. Podiam jogá-lo logo pra Izzy, não é? Podiam! E falando na personagem, não tivemos nenhum gancho para ela na terceira temporada, então também acho que vão continuar insistindo em sua "relação" com Raphael. Sono define!

Magnus e Alec, como previsto, fizeram as pazes e estão de boas, já que os roteiristas são fracos demais para mantê-los separados por mais de dois episódios. Assim como Izzy, eles não tiveram nenhum plot twist, então seguem assim, in love. E por fim, mas não menos importante, Sebastian dominou o fim do episódio, pedindo ajuda à mamãe, que foi socorrer o filhinho. Foi uma cena bem macabra e que, particularmente, me deixou em dúvidas com duas possibilidades: se será a mesma pessoa mostrada nos livros ou uma Jocelyn demoníaca? Confesso que queria muito ver a segunda opção, talvez até mais do que a original dos livros, mas esta não chega a ser ruim, então seria ok seguirem mais esse elemento da mídia original. E a volta de Sebastian já afetou Jace, deixando-o sentir fortes dores e um dos melhores ganchos para a próxima temporada.

No geral, apesar de alguns deslizes, a segunda temporada conseguiu ser superior à primeira. Os atores estão mais seguros em seus papéis e Will Tudor conseguiu torná-la mais atrativa desde que Sebastian chegou a trama, sendo um dos grandes acertos do ano; o que realmente continua um problema é o roteiro, que acaba errando muito quando cria coisas novas ou insere rapidamente elementos dos livros, não conseguindo causar impacto por conta disso. Entretanto, vamos ver no que isso vai dar na terceira temporada que, assim como essa, terá vinte episódios, que devem começar a ser exibidos em janeiro de 2018. No mais, obrigado por acompanharem as reviews por mais esse ano e até breve!
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