quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Crítica | Open Water 3: Cage Dive



Primeiro você encontra os tubarões,
depois eles te encontram.

Depois do sucesso inesperados de filmes como Águas Rasas e, mais recentemente, 47 Meters Down, parece que os tubarões estão em alta novamente. Para não perder a oportunidade de faturar em cima do tema, a Lionsgate adquiriu um filme independente e o lançou como parte da franquia Mar Aberto. Os filmes não têm nenhuma ligação entre si, unidos apenas de forma canastra pelo título. De fato, o segundo exemplar da franquia foi nomeado Pânico em Alto-Mar no Brasil, restaurando o status independente de cada projeto. Então digamos que vai ser interessante ver como eles lançarão esta terceira parte por aqui.

A trama gira em torno de três amigos que decidem gravar um vídeo de audição para participar de um reality show extremo. Para se destacarem, eles resolvem filmar a si mesmos enquanto mergulham com tubarões na segurança de uma jaula. No entanto, quando uma onda enorme vira o barco, os três jovens se veem sem proteção em um mar infestado de tubarões. Sem recursos ou esperanças, o trio tem apenas sua câmera para gravar o que pode ser os seus momentos finais...

Já tem bastante tempo que o subgênero found footage encontra-se saturado – e não há sinais no horizonte que ele possa voltar tão cedo a ser popular. Fomos bombardeados com tantas produções independentes (e de grandes estúdios, é claro) filmadas em primeira pessoa que os espectadores não demoraram muito para se cansar dela; principalmente pelo fato da maioria seguir a mesma fórmula, o que ajudou ainda mais no desgaste geral do estilo. Open Water 3 chega atrasado, e o fato de seguir fielmente todos os clichês deste subgênero certamente não o ajuda. Muita gritaria e câmera tremendo são as únicas coisas que esta "sequência" tem a oferecer. É até irônico que um filme que se passa em mar aberto possa ser tão... raso.

Como sempre tento ver o ponto positivo, há algumas coisas que possam ser destacadas nesta produção. Primeiro que os efeitos estão surpreendentemente bem feitos, e há uns ataques que conseguem impressionar. Infelizmente, o trailer já havia mostrado as melhores cenas, o que torna a experiência de quem o viu um pouco mais vazia. Há alguma tentativa de tensão, mas as cenas são cortadas demais e a direção também não ajuda. Ao invés de ficarmos tensos com a possibilidade de um ataque surpresa, ficamos, na maior parte do tempo, entediados, enquanto os três personagens flutuam na água e reproduzem algum diálogo desinteressante.

Acredito que o ponto mais baixo deste filme gire em torno dos seus personagens. Há apenas três deles, e, para o bem do roteiro, era necessário que nós nos importássemos com eles. Porém, muito pelo contrário; eles são alguns dos piores e mais burros personagens que eu já acompanhei no gênero (e isso não é um exagero). O roteiro introduz uma subtrama de traição e força um triângulo amoroso que em nada acrescenta à trama além de começarmos a odiar esses personagens. Em pleno terceiro ato a última coisa que nós esperamos é ver brigas sobre fidelidade, deixando os tubarões e a tensão lá no fundo do oceano. Além disso, o enredo apresenta uma das maiores burrices que eu já vi em filme. É algo tão chocantemente estúpido que eu não sabia o que sentir. Não acredita em mim? Apenas espere uma certa cena na barraca e tire suas próprias conclusões.

Open Water 3: Cage Dive é um enorme retrocesso, não só em torno de filmes envolvendo tubarões e found footage, como também na própria franquia a qual foi arbitrariamente inserido. É de longe o mais fraco dos três – e o segundo sequer tem tubarões (!!). Tirando algumas cenas que o trailer faz questão de exibir, não há muito mais que valha a pena por aqui. Espero que isso não afete a crescente atenção que os tubarões têm recebido ultimamente, e que este filme afunde no mar de esquecimento que merece. Para quem gosta do tema, respirem tranquilos, porque teremos em 2018 teremos Meg, estrelando Jason Statham. E há apenas uma palavra para definir este próximo lançamento: GRANDE.
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