terça-feira, 23 de maio de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x24: Ring of Fire (Season Finale)



"Ninguém acorda pensando, 'Meu mundo vai explodir hoje.'"
Uma ótima season finale numa temporada apenas regular.

Então finalmente chegamos a não tão aguardada season finale de Grey's Anatomy. Tivemos sim um excelente episódio onde fomos obrigados a dar adeus mais uma vez a um dos personagens um tanto quanto queridos pelos fãs, assim como vimos novamente o poder de criatividade dramática de Shonda e sua equipe o já conseguimos sentir o sabor das novas tramas que vem por aí no próximo ano. Não podemos exagerar e eu chegar aqui dizendo que foi o maior e melhor desastre que já vimos, porque não foi, longe disso. Mas diante do possível tivemos tensão, angústia e superação na maior parte dos quarenta minutos, que soube distribuir bem o tempo entre os vários núcleos explorados. Entre acertos e erros (absurdos), este Ring of Fire soube fechar bem o que era necessário ser fechado.

13 temporadas e depois de 24 episódios podemos constatar que tivemos de fato um dos piores anos da Anatomia da Grey. Não podemos fechar os olhos para as inúmeras inconsistências deste ano, assim como as várias falhas e furos no roteiro, também como as decepções que muitas tramas nos trouxeram. A temporada começou relativamente bem, regular diga-se de passagem, mas se viu presa em tramas sem sentido, mal embasadas, argumentadas, exploradas e contadas. Não há a possibilidade de esquecer todo o erro que foi Alex e sua agressão e a total falta de respeito do roteiro para com os personagens e os telespectadores. Não há como se esquecer também de tudo extremamente forçado que foi Meredith e Riggs e Minnick e Richard, mas finalmente, na season finale vimos uma luz no fim do túnel para todos esses dramas mal construídos.



O episódio basicamente focou-se em Stephanie e sua despedida iminente. O que fomos obrigados a assistir foi de tal sensibilidade sem precedências. Como em um filme de terror da franquia Premonição (Final Destination), tudo o que tinha para dar errado, de fato deu e Edwards se viu em situações extremamente pessimistas, tanto para sua vida como para a sua mais nova paciente, a garota também feita de refém semana passada. Mas o mais importante, o que assistimos não foi a aceitação de uma morte certa, nem mesmo a acomodação de se esperar por socorro; o que vimos foi uma mulher negra, forte, determinada, inteligente e sagaz apesar de todos os obstáculos (que não foram poucos).

De verdade, na base do possível quase que testemunhamos uma super heroína disposta a tudo para salvar a si e aqueles que dependessem dela. Jerrika Hinton deu um show de interpretação, tanto nos momentos de tensão em meio às labaredas quanto no momento em que a adrenalina já havia passado e ela se viu bastante debilitada e machucada em decorrência das chamas. Felizmente no final, com um diálogo lindo de despedida, demos adeus a uma das residentes mais queridas pelo público. Não foi a morte que a levou, mas sua própria consciência de que está na hora de cuidar de si e colocar sua vida em primeiro lugar. E se por um instante este texto pudesse soar egoísta para qualquer outro personagem dos novatos, aqui cabe em todas as palavras e medidas pela história da médica.

Do lado de fora contemplamos o desenrolar de tramas paralelas convincentes e outras nem tanto. Primeiramente Maggie e Jackson. Não sei o que Shonda quer fazer, mas espero que a ideia desse casal não se concretize. Faz algumas semanas que os dois tem cenas que os aproximam e até mesmo April sentiu as faíscas entre os dois, mas por mais que tudo possa funcionar, todos sabemos que no final April e Jackson tem que ficar juntos. Vamos concordar que está mais que na hora de darem uma trama sólida e consistente para Pierce que não envolva pares amorosos fracassados ou impossíveis. A cardiologistas tem potencial para trazer mais dramas do que apenas como a ponta de um casal.



Por fim, Meredith e Riggs. Agora que sabemos que a irmã de Owen e antigo amor de Nathan está mais que viva, não sabemos por onde este casal em desenvolvimento irá. Quem não se lembra da cena épica da chegada de Addison ao hospital ao término da primeira temporada? Apesar de sentirmos que já vimos isso antes, aqui as circunstâncias são completamente diferentes e propositais. Como Grey mesmo falou, se fosse o Derek ela não pensaria duas vezes em ir até onde seu amado está, então acho que se houver um distanciamento entre os dois pode ser bastante proveitoso para a trama. A cena dela vendo Nathan indo até o Hospital Militar foi de cortar o coração, uma vez que a médica já teve que dizer adeus infinitas vezes para aqueles que ama sem nenhuma chance de reencontro. Sentimos genuinamente a felicidade em seus olhos por seu novo envolvimento ter encontrado alguém amado a tanto perdido, mas também sentimos a tristeza transmitida da ocorrência não estar acontecendo igualmente com ela.

Depois de tantos erros e uma temporada bastante irregular, Grey's nos dá um breve adeus até setembro, quando sua décima quarta temporada retorna. Apesar de nos sentirmos bastante confusos e verdadeiramente mal com tantas coisas deixadas simplesmente pelo caminho, ainda temos aquele sentimento de que a renovação logo retornará, com uma história que realmente valha a pena ser contada. A temporada de número 13 trouxe sim muito azar, mas não somente com desastres para os personagens, ademais com um roteiro fraco para nós telespectadores. Torçamos agora para o retorno triunfal e que a equipe criativa entenda o que dá e o que não dá certo dentro da série. Por enquanto, até a próxima temporada.

P.s.: Finalmente demos adeus (espero que definitivo) para Eliza Minnick.
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