terça-feira, 16 de maio de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x23: True Colors



Uma explosão de tensão, angustia e medo.

E podemos dar a largada para a season finale de Grey's Anatomy. Posso adiantar que acho que deveria ser um episódio duplo de duas horas e não divido em duas semana, porque tivemos muitas coisas tensas que anseiam de forma pertinente por respostas. Neste processo de final de temporada é óbvio que depois de dois anos seguidos sem um grande desastre (os dois casamentos do décimo primeiro e decimo segundo anos), Shonda vem novamente com aquele intuito de nos deixar sem ar a cada nova sequência de cenas e reviravoltas.

Não nos enganemos, não estamos nem perto dos grandes acontecimentos como o final do quinto, sexto ou oitavo anos, mas temos sim um potencial altíssimo na trama que já se instalou. Porém não podemos fechar os olhos para tudo e se temos expectativas altas, temos furos quase que nas mesmas proporções. O texto consegue na maior parte do tempo soar crível, mas em algumas situações derrapa em atitudes e ações nada convincentes e isso acaba por atrapalhar o andamento da carruagem. Felizmente esses "rombos", por mais que saltem aos olhos de uma forma bastante clara e persistente, não atrapalham a diversão final e o produto que nos é apresentado.



O texto será recheado de SPOILERS, então cuidado. Tivemos basicamente duas tramas como principais nesta pré season finale: Alex e sua busca pelo ex marido de Jo e o sequestro dentro do hospital de Stephanie por um paciente estuprador. Não vamos negar, as duas mostraram um potencial altíssimo e apenas uma delas ficou devendo em suma porque a outra nos tirou o folego do começo ao derradeiro final. Fora estas duas eventualidades, tivemos o andamento das tramas paralelas de uma forma mais sutil, mas bastante eficiente do mesmo jeito, principalmente do casal Meredith e Riggs. Os dois não me convenceram por muito tempo, mas agora consigo ver um futuro para os dois, de forma bastante sólida e natural, o que não soava até este ponto da temporada.

Vamos começar por Alex e sua busca. Não vou mentir, todas aquelas sequências de imaginação foram bastante cretinas, funcionais, mas cretinas. Desde os murros no abusador, até a morte de Jo, todos nós ficamos angustiados para saber o que realmente era verdade e o que realmente iria acontecer. Esta narrativa decepcionou um pouco porque no final nada de verdade aconteceu, apenas uma troca de olhares bastante desconfiada. Não sei qual o intuito do roteiro em introduzir agora e neste local o ex espancador, mas não acho que será a última vez que veremos o Sr. Schue (desculpem, não pude evitar). Ademais sejamos sinceros, de nada adianta introduzir um personagem com uma carga dramática bastante pesada na história se não for para utilizá-lo de fato, etão é bem provável que vejamos mais deste homem repugnante no próximo ano.



De volta ao hospital, tivemos o desenrolar de algo que ainda vai render muita dor de cabeça e pano para manga para os médicos e provavelmente para nós: a descoberta da irmã VIVA de Hunt. Olha, francamente não foi nenhuma surpresa a revelação de que estava viva a irmã perdida de Owen, uma vez que desde a introdução de Riggs no show levantou-se suspeitas sobre. Mas posso adiantar que estou bastante animado para o que vem a seguir. Sabemos do potencial de uma história dessas e espero que o roteiro saiba conduzir de forma adequada a progressão deste plot. - Mas vamos concordar, todo mundo tem um irmão perdido por aí no mundo de Grey's Anatomy.

Agora sobre o sequestro dentro do hospital. Não é a primeira vez que temos um paciente hostil dentro do Grey Sloan, mas é a primeira vez que a maioria dos protagonistas "mais importantes" e antigos não são o alvo principal do vilão. Achei que toda a trama de perdas e confusão para Edwards seria o motivo pela despedida da personagem, mas como Shonda adora uma reviravolta explosiva, não parece que é por aí que iremos. Tudo neste quesito girou em torno de tensão o que foi ótimo para o desdobramento do episódio.



Não podemos fechar os olhos para as falhas, como o enfermo estar bastante machucado, mas ainda poder ter controle total da situação, ou como Edwards não conseguiu se livrar de um bisturi, que apesar de cortante seria muito mais fácil de se evitar possíveis golpes. Ou mesmo o fato de Stephanie ao invés de dar uma cadeirada ou mesmo uns murros em seu sequestrador, achou mais inteligente incendiar o corpo do mesmo. É óbvio que temos que ter um drama quase novelesco, mas estes lapsos de bom senso soam bastante forçados. Mas que seja dita com sinceridade, após a explosão, todos queremos saber o que vai acontecer e se a médica e a outra refém conseguirão sair vivas do incidente - O que todos sabemos que provavelmente não irá acontecer.

Grey's vem mais uma vez com aquele toque que virou marca registrada da série: seasons finales de tirar o folego. Temos mais uma vez um quadro bastante preocupante para os médicos ainda sobreviventes dessa loucura que é o Grey Sloan Memoria Hospital, o hospital mais perigoso do mundo tanto para pacientes quanto para atendentes. Apesar de já vivenciarmos em outros anos situações de riscos bastante semelhantes (e até mais angustiantes), assistir mais uma vez a vida destes protagonistas em perigo nunca é uma tarefa fácil.
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