quinta-feira, 11 de maio de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x22: Leave It Inside



A Anatomia da Grey de volta à boa forma. 

Grey's Anatomy continua entregando uma leva de episódios muito bons, superiores à aqueles terríveis que tentaram embasar brigas em argumentos nulos. Desta vez tivemos a exploração de casos da semana de uma forma bastante íntima, com ligação direta a tramas ou futuras tramas dos nossos amados médicos. Infelizmente o roteiro ainda insiste em erros que apenas incomodam por não fazerem jus a toda jornada da vida destes personagens. Apesar de alguns momentos vergonha alheia, o episódio foi ótimo, entregando um drama agridoce que a série tinha deixado pelo caminho deste décimo terceiro ano.

Vamos começar pelas partes ruins. Arizona e Minnick. Ninguém merece acompanhar este casal, sejamos sinceros. As duas tem química? Até que sim, o único problema gira em torno do texto das duas e de como esse casal se formou. Alguém se lembra de algum flerte mais direto entre elas? Com certeza não e neste capítulo me pareceu que as duas passaram a season toda trocando olhares e galanteios, o que não aconteceu. As cenas das duas foram realmente vergonhosas, não por causa da relação em desenvolvimento, mas pela preguiça do roteiro de realmente mostrar o crescimento da dupla no campo amoroso. A verdade é que há poucas semana Arizona duelava contra a outra médica e agora diz que fica pensando nela quase que vinte e quatro horas do dia. Isto simplesmente não existe.



O que realmente incomoda é o fato do texto esquecer de mostrar várias coias importantes para o futuro casal, assim como Stephanie e Warren. Pelo amor de Deus, me inventaram agora uma situação onde a Edwards é um tanto quanto insana com seus pacientes, se apegando de mais ou de menos à eles. Verdade é que nos últimos tempos os roteiristas tem investido em dramas que não dão certo para a médica, mas soou forçado toda essa história de que ela está quase fora de controle. Entende-se isso porque a personagem provavelmente não retornará para o décimo quarto ano já que a atriz está indo para uma série da HBO, mas me respeitem e criem algo digno para dizermos adeus. Isso está me lembrando muito a despedia porca de Callie na temporada passada com aquele amor imediato e mágico (inexistente) com a Penny.

Sobre Warren, não sabem mais uma vez o que fazer com sua persona. Temporada passada ele abria pacientes com pedaços de pranchetas no meio dos corredores ou fazia o parto de April em cima da mesa de jantar de Mer e agora o mesmo está feliz em fazer suturas e atender casos fáceis como Weber e Eliza bem apontaram. Mais uma vez este conteúdo não soa crível porque não recebeu o devido destaque para mostrar este lugar comum em qual o médico se encontra. Apenas neste episódio é que os telespectadores notaram e entenderam do que Eliza estava falando e isso é um problema porque assim não conseguimos nos importar com nada mostrado em tela, uma vez que não recebemos as informações necessárias previamente.

Mas em questão bom melodrama Grey's não decepcionou. Ao apresentar dois casos bastante interessantes e comoventes, o relato conseguiu ligar a vida pessoal dos médicos ao seus enfermos de forma bastante satisfatória mais uma vez. Trazendo Alex de volta aos holofotes quebrando regras, nos faz questionar mais uma vez por onde as tramas dele irão se encaminhar, mas é impossível não se comover pela luta do menino que rezou, rezou e Deus o deixou de lado. Felizmente, a Anatomia da Grey conseguiu mais uma utilizar da religião dentro dos temas propostos de uma forma esplendida. O mesmo para o caso da mulher que quer viver a vida adoidado com um tumor inoperável. Bastante pertinente o envolvimento de Maggie neste caso e sua luta incensante pela salvação da mulher.



Do outro lado, em menos quantidade e intensidade, tivemos os primeiros passos (digamos verdadeiros) de Mer para deixar o McDreamy realmente partir. Digamos que no mundo da série faz mais de dois anos que Derek faleceu e agora parece o momento certo para aprofundarem a superação completa do luto do nosso Sol. Nada forçado como de uma hora para outra ela desistir de seu antigo amor e mergulhar de cabeça num relacionamento com Riggs. Bem pleo contrário, estamos vendo tudo na mais santa calma, com olhares, desapegos de coisas materiais que remetem ao seu amor verdadeiro, mas em porções homeopáticas, o que torna tudo mais natural e crível.

Felizmente Grey's recuperou a boa forma como todos almejávamos. Restando apenas dois episódios para o término da temporada, sabemos pelas promos e spoilers que vem coisa boa por aí e felizmente o roteiro conseguiu nos fazer importarmos-nos novamente com a história e mais importante, com os personagens. Não vamos apostar tudo ainda porque vai saber se alguma coisa não vai sair do trecho na reta final, mas até aqui, conseguimos nutrir aquele sentimento únicos novamente pelo show.
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Comentários
1 Comentários

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1 comentários:

  1. Gente... Mas e a historia de April e Jackson? Estava ansiosa pelo desenrolar dos dois e até hoje não teve nem mais uma cena deles nem se esbarrando no hospital

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