sábado, 15 de abril de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x19: What's Inside



Superação em sua forma mais encantadora, pura e simples.

É tão bom ver aquela série que você ama voltando aos eixos depois de algumas decepções que simplesmente não podem ser ignoradas. Não vamos nos enganar e achar que tudo mais uma vez está maravilhoso e que mais nada pode dar errado, porque essa décima terceira temporada tem sido a prova de que quando as coisas parecem que não podem piorar, elas pioram sim. Acho que finalmente a equipe criativa acordou (ou leu algumas críticas) e entendeu que fã de Grey's Anatomy gosta de drama, gosta de chorar até não poder mais, gosta de ver as relações humanas mais íntimas chegarem aos seus extremos, gosta de sentimento puro, verdadeiro cru e o mais real possível; e finalmente o roteiro conseguiu nos entregar tudo o que precisávamos e ansiávamos por.

Esta semana (desculpem pelo atraso) tivemos uma linda história que trabalhou muito bem o luto e a superação. Maggie esteve no centro das atenções, até porque o falecimento de sua mãe é bem recente, mas nem por isso foram deixados de lado outros núcleos também muito importantes. E essa é a parte mais saborosa e que mais me deu satisfação. Fazia tempo que a série não conseguia equilibrar bem tudo o que tinha para contar, além de tramas bastante ruins capengas, o tempo não era bem distribuído e víamos coisas desnecessárias demais enquanto outras importantes nem ao menos eram citadas devidamente.



Se Maggie conseguiu transparecer muito bem os sentimentos pelos quais passava, seus colegas receberam um destaque que em nenhum momento deixou o episódio ser pesado pelo caso do luto. Pierce foi responsável pelos melhores momentos dramáticos e todo o caso envolvendo o paciente mostrou uma linda analogia pela situação que a mesma passava. Não é novidade esse artifício de pacientes que tem ligação direta com as tramas dos médicos, mas é lindo ver que depois de tantos anos Grey's ainda consegue fazer tão bem quando se propõe. Nada muito megalomaníaco ou fora da casinha, o caso semanal esteve na medida certa com as entrelinhas da tragédia pessoal da médica. Também é muito bom ver o show respeitando toda sua jornada e legado com aquela dança de Mer, Amelia e Pierce nos momentos finais.

Por outro lado tivemos o desenvolvimento (assertivo, graças a deus) do relacionamento de Riggs e Meredith. Eu não sei como os roteiristas conseguiram de uma hora para outra me envolver com esse novo ship. Ainda não morro de amores pelo casal que inevitavelmente irá se formar, mas acho que se seguir nos moldes desse What's Inside pode funcionar. Não me entendam mal, Meredith tem algumas coisas para mudar no modo que vem agindo, mas os diálogos dos dois foram até engraçadinhos e fofos, tirando aquele nos minutos finais que quase me fez desistir de novo.



Apenas algumas coisas me incomodaram um pouco neste décimo nono capítulo, que envolve ainda o não abandonamento por completo da briga de egos. A guerra simplesmente foi esquecida, temos que aceitar. Isso me incomoda porque todas as tramas tidas como principais (Karev vs. DeLuca e mais recentemente Minnick vs. Richard) parecem ter sido deixadas de lado por completo de uma hora para outra sem nenhuma conclusão satisfatória, plausível ou mesmo respeitável. Ninguém quer ver essa briguinha infanto-juvenil, isto é verdade, mas merecemos no mínimo assistir uma conclusão para isso. Não faz sentido começar um texto e carregar como a base de vários episódios tido como principal carro melodramático se não for para ter um fim, um encerramento, mesmo que fajuto.

Estamos todos aqui novamente para aplaudir na base do possível o retorno (espero que triunfal) de Grey's Anatomy. Ainda tem muita coisa que pode dar errado, mas depois destas duas últimas semanas torço para que continue assim, um drama sustentável e coeso que encha os olhos de nós espectadores. Temos mais um punhado de episódios até o final da temporada e se por um lado já foi prometido uma season finale "quente" de tirar o fôlego, ainda existe aquela ponta de dúvida se teremos algo realmente significativo até lá. Por enquanto continuo aqui semanalmente acompanhando essa montanha-russa que se tornou Grey's Anatomy torcendo para que a história se encontre sempre na parte mais alta do brinquedo.
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