quinta-feira, 6 de abril de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x18: Be Still, My Soul



Nós nunca realmente sabemos o que vem a seguir.

Grey's Anatomy finalmente chegou ao ápice de sua temporada. Isso nem é uma tarefa tão difícil visto este décimo terceiro ano que não vem sendo nada além de medíocre. Depois de tantos erros, de tanto tempo desperdiçado e de tantas coisas que simplesmente não fizeram sentido, esse Be Still, My Soul recuperou o drama pelo qual todos estávamos ansiando. Acredite ou não, mas provavelmente esse é o primeiro episódio deste ano em que eu realmente derramei lágrimas, e olha, nunca tinha demorado até o episódio dezoito de nenhuma das outras temporadas.

Não sei o que deu na cabeça dos roteiristas, mas é claro que eles perceberam que alguma coisa andava muito errada com essa série. Basicamente o episódio trabalha dois grandes núcleos: Maggie e sua busca pela cura para sua mãe e os momentos finais da luta da matriarca. O roteiro conseguiu trabalhar estes dois lados muito bem, como já fizera em outrora. Tivemos então como conclusão um drama bem servido, regado a ótimos momentos, que por mais que apresentasse em alguns pontos situações que não pareciam convir, tudo se conectou de forma esplêndida e fez tudo valer a pena.



Kelly McCreary (Maggie) carregou muito bem todo o melodrama que era preciso carregar. A atuação da atriz foi magnifica e não ficou devendo em nenhum momento jamais. Temos que entender que ela é um dos mais recentes rostos na leva nova de atores e até então ela não tinha tido a oportunidade de mostrar todo seu poder de atuação. Pierce passou muito bem pelos estágios que os produtores queriam que ela passasse.

Sua total cegueira pela busca da cura, seu esgotamento emocional que acarretou em palavras duras e fortes contra Meredith, até a aceitação de que não havia mais nada a ser feito. Maggie transpareceu em todas as suas cenas os devidos sentimentos, através das suas falas, atitudes e principalmente do olhar. Nenhuma lágrima foi derramada em vão e todas se despejaram nos momentos certos. Não tivemos um drama escrachado e exagerado, bem pelo contrário, na maioria das vezes tudo parecia contido e muito mais por entre as linhas do que algo esfregado em nossas caras.

LaTanya Richardson Jackson (Diane Pierce) também soube carregar toda a dor e sofrimento pela qual sua personagem estava passando. Foi tristemente lindo ver como ela não se cansava de lutar, não por ela mesma, mas por sua filha, para que a mesma não tivesse que colher escuridão no seu coração. Seu texto foi impecável e em todos os momentos cumpriu ao que se propôs. É impossível não sentir as dores que Diane passava, em todas as cirurgias, efeitos colaterais do tal estudo, e principalmente a dor de ter que dizer adeus a sua filha tão amada. Não tivemos (diferente de quase todo o resto da temporada) tempo desperdiçado, mal utilizado, mal direcionado ou mal escrito. Aqui tudo funcionou como deveria funcionar.



Outro aspecto bastante importante ressaltado com enfase nesse episódio foi a relação de Meredith com sua mãe e com a sua mais nova irmã. O texto de abertura e de encerramento da principal protagonista exalta bem este tempo que muitas vezes perdemos com aqueles que amamos. As palavras não ditas, os momentos não vividos, até mesmo a raiva por aquela pessoa nos deixar tão cedo e sozinhos. Meredith não recebeu muito destaque (o que é mais que compreensível), mas sua presença foi crucial em todos os instantes em que esteve em tela. Suas palavras e seus ensinamentos, já que todos sabemos que de dor e perda, o Sol é a pessoa que melhor pode aconselhar.

Se o ritmo continuar assim teremos Grey's Anatomy de volta aos trilhos. Depois de bastante coisa desnecessária, este décimo oitavo capítulo veio para nos lembrar do que realmente esta série é feita: de um bom drama. Acertaram em tudo o que se poderia acertar, a luta que deveria ser transmitida foi de fato convincente e o adeus não dito de uma mãe para a filha no meio de uma conversa distraída apenas ressalta o quanto o show consegue seguir a risca a vida fora da TV, nós nunca realmente sabemos o que vem a seguir e basta virar as costas apenas por um segundo para sua vida mudar completamente.
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