terça-feira, 28 de março de 2017

Crítica | The Originals - 4x02: No Quarter



São apenas consequências de seus próprios atos.

Já começo dizendo que adorei demais esse episódio. Não que eu não tenha gostado da Premiere, mas é que algo me diz que essa temporada pode ser bem inferior às anteriores. Claro que pode ser apenas uma impressão - e estou rezando para que seja - e a temporada se mostre excelente, mas enfim, foi o que eu senti. Entretanto, No Quarter foi responsável por agilizar ainda mais o processo do plot central envolvendo Hope e Klaus e preparar o terreno para o que virá a seguir.

Não poderia começar por outro personagem a não ser Marcel. Sim, ele não é santo e quer ter poder, mas não podemos negar que quando ele quer, consegue deixar todos os Mikaelson no chinelo, expondo o que eles já fizeram; afinal, por mais que gostemos da família, eles também não são santos e já fizeram muita coisa errada. Simplesmente adoro quando Marcel joga na cara dos irmãos que eles matam pessoas sem pensar duas vezes usando a desculpa "é pela família", mas fazem de tudo para dizer que é errado quando o mesmo é feito com algum deles, mostrando o quanto eles são hipócritas. Como Marcel mesmo disse, eles mataram Davina sem pensar duas vezes e não tiveram nem a decência de pedir desculpas, mesmo que isso não fosse diminuir o ocorrido. Tivemos também sua interação com Rebekah, mostrando que ainda há um sentimento mútuo guardado. É óbvio que essa atração virá à tona uma hora ou outra, mas agora não, principalmente pelas magoas que um cuspiu no outro durante a briga no cemitério.

E além de Rebekah, Kol também retornou essa semana, que dizia a todo momento que queria ir embora o mais rápido possível da cidade, provavelmente por ainda estar abalado pelo que houve com Davina. Apesar de gostar bastante do personagem, ele realmente não tem um grande plot longe da garota, que até agora não sabemos se vai voltar - o que eu espero que aconteça. Por mim, poderiam colocá-lo em alguma tentativa de trazê-la de volta, o que deveria causar uma atrito maior com o tal poder maligno que Vincent descobriu e quase o fez borrar as calças. Ele, inclusive, disse que seria o responsável pela vinda disso para New Orleans, mas continuamos no escuro sobre as proporções que isso pode causar. E não sei vocês, mas eu desconfio muito daquela bruxa que ele está interessado e que teve o filho sequestrado por esse poder - ainda não guardei o nome dela, desculpa. Sabemos que esses figurantes nunca são confiáveis, principalmente bruxos.


O novo namorado do Josh também é outro que está na minha lista de suspeitos, porque realmente me recuso a aceitar que vão colocar ele na história somente para fazer casal ou morrer futuramente e Josh ficar na fossa de novo. Já tentaram isso com Aiden e sabemos o desastre que foi, pois Josh não tem química com ninguém. Inclusive, espero mesmo que ele tenha algum tipo de serventia nessa temporada, pois se for pra ser só ajudante do Marcel e DJ nos horários livros naquele bar flopado não acrescentará em nada, já que nem mandar uma mensagem (ou disfarçar isso) ele consegue. Até aquela ajudante do Alistar conseguiu fazer mais que ele nesse quesito, quando manteve a Rebekah desmaiada por algumas horas.

E por fim, mas não menos importante, tivemos os últimos momentos de Klaus preso, e que foram os mais reveladores. Com a ajuda de Camille, ele assumiu que preferia ficar ali do que sair e ter que ver a vida de Hope em risco por conta das burradas que ele fez no passado. Já sabíamos o quanto ele se sentia culpado por deixar a filha nessa situação, mas ver que ele prefere ser torturado foi pesado. Quero só ver como será a interação dele com Hope, mas algo me diz que não teremos tempo para momentos fofinhos, com essa ameaça cada vez mais perto. E óbvio que adorei a participação de Leah Pipes no episódio, pois além de gostar e muito da Cami - e de Klamille -, suas conversas com Klaus sempre expõem medos e dores do personagem, algumas já conhecidas por nós ou não; além de mostrar o quanto os dois se importam um com o outro. Espero que ela volte para mais episódios, pois até hoje acho a morte da personagem um exagero, por mais que entenda a necessidade.

Apesar de gostar muito do episódio, acho que ele foi mais um encaixamento de peças e nada "grandioso" aconteceu ainda na temporada - as coisas talvez venham a esquentar mesmo a partir do próximo. É o que eu espero, afinal teremos apenas treze episódios nesse ano (desculpem pela informação errada de ser dezesseis na crítica anterior), então as coisas precisam ser aceleradas. Apesar disso, The Originals não está perdida como The Vampire Diaries esteve em suas últimas temporadas, e ainda pode nos surpreender e muito ao longo desse arco.
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