quinta-feira, 30 de março de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x17: Till I Hear It From You



Uma gota de bom melodrama no meio de um mar de más decisões.

Continuamos todos nessa montanha-russa que é acompanhar a atual temporada de um dos dramas médicos mais famosos da TV. Estou aqui mais uma vez para fazer aquela infelizmente habitual crítica cheia de uma enxurrada de apontamentos daquelas falhas que simplesmente não podem ser esquecidas. Acho que todos podemos concordar - em conversas que tive com amigos que também assistem e principalmente em reviews de outros portais - que não está sendo fácil assistir a famosa Anatomia da Grey e verdadeiramente não parece existir uma luz no fim do túnel de quando a trama retornará a ser aquele drama gostoso que todos gostamos de assistir.

Este episódio está longe de ser grandioso, mas também passa longe dos erros cometidos pelo seu antecessor. Apesar de várias coisas funcionarem no roteiro, muitas pontas soltas e sem sentido fazem questão de aparecer para acabar com qualquer bom ritmo que seja apresentado. Seja pelo romance apressado entre Meredith e Nathan, seja pelas decisões mal argumentadas do caso de Maggie e sua mãe, ou mesmo por histórias de pacientes que convencem cada dia menos.

Acho que o núcleo que mais se salvou esta semana foi o de Amelia e Owen. Não achei que iria viver para escrever isso: que a melhor coisa tinha sido esse casal, mas cá estou eu concordando que entre as menos piores, a dupla ocupa o topo da colocação. O romance dos dois nunca chegou a funcionar de fato, porque se alguma hora eles estavam de bem, puro romance, rendendo até boas cenas para nós espectadores, na semana seguinte começavam uma briga sem nenhum sentido que apenas servia para nos irritar. O problema é que os roteiristas quiseram construir um relacionamento baseado em conflitos, mas estes pouco convencem, pouco rendem algum bom melodrama e a maioria acontece sem nenhuma explicação plausível.



Apesar de tudo ter se montado da pior maneira possível, ora temos uma Amélia fujona diga-se de passagem, o diálogo dos dois foi excepcional, não podemos negar. Simplesmente A-D-O-R-E-I as verdades que Amelia jogou na cara de seu conjunge sobre pressão e expectativas e o ápice foi o momento em que ela ameaça ligar para Cristina para perguntar se tudo aquilo que ela relatava não era a mais pura, clara e crua verdade. Claro, entendo que Hunt merece no final das contas ser feliz, mas é um tanto muito patriarcal e machista achar que essa felicidade só será alcançada quando existir um filho legítimo em sua vida. Pelo amor de Deus, estamos em 2017 ninguém mais tem essa ideia de família perfeita com dois filhos e uma casa com cercado branco.

Do outro lado tivemos a correria que é o envolvimento entre Mer e Riggs. Apesar de ter achado lá no início que poderíamos ter um desenvolvimento satisfatório para os dois, não acho que cabe mais aqui ver eles como um casal. Primeiro que tudo foi bastante negligenciado, porque eles transaram e a partir daí parecia que o romance se instalou do nada, sem contar toda aquela coisa de não falar a verdade para Pierce sobre eles, parecendo tudo uma trama tirada de Malhação. Sabemos que o roteiro investirá nesse ship, mas se for para ser contado do jeito que está sendo, eu realmente prefiro que não.



Outro ponto que não tem muita coerência é o fato da mãe de Pierce não querer revelar para sua filha sobre seu câncer. Me parece bem premeditado e arriscado nos fazer acreditar que alguém gostaria de passar por tal situação sozinha sem apoio de ninguém realmente próximo. E vamos ser sinceros, estamos em Grey's e é bem provável que tenhamos uma morte neste núcleo já que felicidade não é algo que é vivenciado por todos neste hospital.

Apesar de apresentar uma trama mais coesa e melhor esclarecida nesta semana, Grey's Anatomy ainda tem muito o que melhorar. Já foi prometido uma season finale "quente", mas de nada adianta mais um desastre só para nos chocar se as coisas não vieram sendo bem orquestradas. Claro que no nosso mundo masoquista todos gostamos de um episódio com uma bomba ou um tiroteio, mas se não nos importarmos com os personagens de nada adianta utilizarem desse artifício, pois neste décimo terceiro ano vem sendo muito mais fácil torcer para alguma morte importante do que pelos próprios médicos.

P.s.: Não vou nem comentar aquela "revelação" de DeLuca sobre seus sentimentos envolvendo Jo porque não sou obrigada a concordar com essa barbaridade.
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