quarta-feira, 22 de março de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x16: Who Is He (And What Is He To You)?



Mediocridade, o que é até uma coisa boa. 

Grey's Anatomy continua sua jornada oscilando entre episódios medianos e ruins e nesta semana não foi diferente. Mais uma vez fica comprovada a teoria de que as tramas não conectadas com Minnick e Richard são mais interessantes, rendendo melhores momentos do que as brigas de egos. Já sabíamos que teríamos um episódio centrado em April e Jackson (assim como na temporada passada) e por mais que tenhamos vários acertos, tivemos também lacunas, perguntas não respondidas e grandes erros que simplesmente não podem ser ignorados.

Desta vez decidiram investir na dupla fora do ambiente hospitalar que os dois estavam acostumados. Foi bastante interessante imaginarmos que a série sairia do lugar comum levando dois de sues mais importantes personagens para um lugar completamente diferente do que o habitual, o Grey Sloan Memorial. Leigo engano, já que toda a trama envolvendo a paciente do caso da semana poderia facilmente se passar em Seattle, mas entende-se essa saída de campo já que muito da história girou entorno de Avery e seu passado.



Entre as coisas que me agradaram, com certeza aprofundar o passado de Jackson foi o maior acerto. Poxa, temos o médico na série desde a sexta temporada e só agora, na décima terceira, é que percebemos que não sabemos de fato toda a sua história como pessoa fora do uniforme de cirurgião. Apesar de me parecer bastante forçada a ideia de que ele procuraria seu pai logo agora, gostei do envolvimento dos dois atores em cena, principalmente por aproximarem novamente April de seu ex marido.

Infelizmente o texto pecou bastante em detrimento da relação de April e Avery. Primeiro que até metade do episódio tudo o que eu conseguia pensar era que estava mais que na hora de termos mais uma baixa no elenco, porque não estava conseguindo lidar com o temperamento infantil e imaturo de Jackson. Apesar de em quarenta minutos termos um claro desenvolvimento de sua personalidade, gostaria muito que April tivesse dado um soco na cara do cirurgião plástico, o que infelizmente não aconteceu.



Outra coisa que me incomodou bastante foi essa promessa falsa de que teríamos um caso centrado em Japril, já que na verdade, por mais que os dois personagens sejam os principais aqui, todo seu núcleo foi bastante divido aprofundando bem pouco o casal em si. Tivemos sim um envolvimento em cima dos dois, mas acho que todos esperavam por mais, o que não foi entregue. E sejamos sinceros, esse décimo terceiro ano tem apenas se baseado em promessas jamais cumpridas, apenas criando expectativas em cima de nós espectadores, que jamais são realmente sanadas.

No final das contas, nesta semana tivemos um saldo positivo se comparado com os péssimos momentos que fomos obrigados a acompanhar. Esse saldo positivo não necessariamente signifique alguma coisa boa, já que para ser melhor do que antes não precisava de muita coisa e é exatamente isso o que recebemos: um episódio mediano, nada além disso. Espero que tenhamos algo bom agora com a trama de volta a Seattle e que principalmente consigam salvar uma pontinha do drama deste ano terrível. Já sabemos que a season finale promete pelas entrevistas dos atores mas sinceramente não coloco mais a mão no fogo por Grey's Anatomy.
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