quarta-feira, 1 de março de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x14: Back Where You Belong



Um bom episódio no meio de uma temporada ruim.

Numa temporada com mais erros do que acertos, Grey's Anatomy finalmente conseguiu entregar um episódio com um drama coeso que empolga como muito não o fazia. Diante de tudo o que está sendo apresentado e por assim dizer o núcleo da trama, percebemos e constatamos que histórias paralelas com personagens bem construídos e que não tem ligação nenhuma com Minnick e Richard são muito mais interessantes e gostosos de serem assistidos.

Não acho que esse ritmo vá continuar. Apesar das minhas esperanças percebo que Shonda deve insistir mais um pouco nas coisas que simplesmente não estão funcionando. Notamos isso porque nos diálogos que se conectavam diretamente a guerra de egos, algumas coisas ainda deixavam bastante a desejar. Meredith e sua teimosia infantil tomou um rumo até que satisfatório, mas com grandes percalços que evidenciam a fragilidade do roteiro nesta parte da atração. Apesar das resoluções, todos sabemos que por mais algum tempo teremos que acompanhar situações mal roteirizadas, defasadas em argumentos sem sentido que desrespeitam o histórico dos personagens e nós telespectadores.



Neste capítulo tivemos dois grandes focos: os residentes e seus voos solos, e a interação bem planejada entre alguns atendentes. Atirem quantas pedras quiserem, mas após a entrada de Eliza para o drama médico tivemos um destaque maior para personagens que nem sempre receberam os holofotes, os residentes. Temos este time de novatos desde a nona temporada, mas parece que só agora eles receberão algum destaque na parte da prática médica e isto é mais que válido. Não me entendam mal, não morro de amores pela nova médica e acho que a relação dela com Arizona, além de premeditada é bastante presunçosa, mas não podemos negar que sua adição abriu novos horizontes para as histórias e por mais que eu ache a trama dela contra Richard bastante ruim, não posso negar que termos estes novos realces torna a experiência de aprendizado muito mais crível.

Entretanto os problemas ainda são muitos. Jo, Stephanie e o transplante dos rins com certeza se sobressaíram esta semana. Stephanie sempre teve meu apreço e provavelmente da maioria dos fãs, já Jo começou relativamente bem, mas depois só se viu afundar numa personalidade inconstante, mal construída e chata. Aqui tivemos a oportunidade de conhecermos mais ela como profissional e entendermos que o lado pessoal sempre será uma parte importante e influenciável na hora da tomada de decisões. Apesar de achar um pouco problemático algumas de suas escolhas, entende-se completamente o porque delas, baseado em seu passado conturbado. Eu sinceramente pensei que em algum momento ela apanharia do pai abusador e violento, mas percebi que Shonda ainda não quer pegar neste outro lado e é até melhor deixar que se isso aconteça, que seja mais pra frente.



Do outro lado tivemos Maggie e Riggs em um bom envolvimento junto à uma paciente esquizofrênica. Apesar de menos tempo em tela, tudo ali funcionou, desde a chegada da personagem até o desenvolvimento com os pais da mesma. Não vejo uma grande química ali, é verdade, mas não podemos esquecer que, infelizmente, ainda temos um pseudo triângulo amoroso mal resolvido Mer-Pierce-Nathan. Não acho que dê para tirar muito leite dessa pedra, mas como essa temporada tem se baseado em más decisões e momentos um tanto quanto ruins, não me surpreenderia que tenhamos de acompanhar este drama infanto-juvenil muito em breve. Claro que poderiam de alguma forma acertar, mas depois do que nos foi apresentado no início deste décimo terceiro ano não duvido nada que seja apenas mais um emaranhado de grandes erros e resoluções equivocadas.

Grey's melhorou e melhorou bastante, estava mais do que na hora, mas ainda está muito longe de nos transmitir o que um dia já transmitiu. Tivemos um excelente episódio? Tivemos se comparado ao que nos veio sendo mostrado e apesar de isso ser uma coisa boa, foi tanta coisa ruim que não dá nem para se elogiar muito. Nesta atual fase, o que podemos concluir com toda certeza é que treze realmente não é um número de sorte, nem para os personagens nem para nós fãs fiéis que defendemos apesar de tudo. Pode melhorar? Muito. Tem chance de piorar? Com toda certeza. No quadro geral, acho que é bem mais possível que a segunda hipótese chegue a se concretizar.
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