segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Crítica | The Vampire Diaries - 8x11: You Made a Choice to Be Good



Fênix: aquela que renasce das próprias cinzas. 

Estamos cada vez mais perto do grande final. Até então, essa ficha ainda não tinha caído e esse parecia só mais um ano comum e ordinário para TVD, com erros e acertos. Mas a realidade é que estamos na final season, na última chance que os produtores e roteiristas tem para nos mostrar o seu potencial. A última chance de nos trazer ensinamentos e tramas coesas e consistentes. A última chance de nos mostrar um final feliz ou um trágico. Após este episódio é que finalmente a maioria dos telespectadores compreenderam que agora é tudo ou nada, qualquer artifício e jogada do roteiro é válido, qualquer coisa pode realmente acontecer, desde um grande acerto até o mais doloroso dos erros. Mas a verdade é que ainda não é possível ver no final do túnel se TVD vai nos presentear com um final digno para corrigir inúmeros problemas do drama nos últimos anos, ou terminará com aquele gosto amargo e dúvida se realmente valeu a pena acompanhar por tantos anos a história de um triângulo amoroso milenar.

Tivemos esta semana embates muito importantes, confrontos que foram saborosos de serem assistidos, mas ao mesmo tempo, grandes furos que não podem ser ignorados, certas situações que não tinham porque existir. Mas não vamos negar, este capítulo pode ser considerado muito facilmente um dos melhores deste oitavo ano, porque houveram reviravoltas inesperadas que nos deixaram tensos e tristes ao mesmo tempo. Aqui tivemos aquela nostalgia do tempo em que a história conseguia nos prender na cadeira segurando a respiração por mais de quarenta minutos, e isso é uma vitória para a produção já que fazia bastante tempo que não presenciávamos tantos momentos choque de monstro como vimos neste episódio.



Provavelmente um dos problemas desta temporada vem sendo os vilões. Apesar de termos um time bem definido, centrado e um tanto quanto coeso, falta um toque de carisma. Sem contar que temos mais antagonistas do que mocinhos. Por exemplo, tivemos Sybil e Seline no início da trama, e uma delas até que funcionou enquanto esteve presente. Apesar de alguns furos e falta de motivação, Sybil conduziu bem a parte vilanesca. Após as sereias, foi introduzido o próprio diabo e foi aí que os aborrecimentos começaram. Cade não tem carisma, não tem apelo e não convence jamais. Ele é basicamente o rei de seu próprio inferno, mas precisa (inexplicavelmente) de lacaios para fazer o seu trabalho sujo, sem falar que ainda não se sabe para que ele quer tanta gente no inferno. O.K isso até contribuiu para o desenvolvimento de Damon e Stefan mais uma vez com a humanidade desligada e por consequência as devidas redenções, mas Cade não bota medo em ninguém, e isso é bastante problemático.

Tentaram fazer um capiroto com uma certa leveza ao seu redor. Cade não passa qualquer tipo de empatia com o seu pseudo sarcasmo que não é nem de longe ácido ou convincente. Ele não é impositor, ele não tem uma personalidade que o defina bem, ele não chega em lugar algum e todos mostram ter medo dele. Não seja por isso que nesta semana ele teve bastante tempo em tela com os outros protagonistas e nenhum deles tremeu na base, ora os personagens estavam na presença do próprio diabo, alguma angústia e inquietação deveria existir. Fato comprovado é que os roteiristas não conseguiram desenvolver bem a persona que o grande mal deveria representar para o show, no final das contas ele parece só mais um vilão dispensável que não mete medo em ninguém. Vamos concordar que Klaus, Kai e até mesmo Katherine assustam bem mais que o demônio Cade, sem contar que são muito mais carismáticos.

Apesar dessas falhas, muitas outras coisas funcionaram. Elena como motivação principal dos mocinhos e vilões nem me incomoda mais, já que desisti de ter esperança de que os roteirtsas sejam capazes de encontrarem um fio condutor novo para a trama, mas não vou mentir isso cansa e bastante. Felizmente dessa vez a objetificação de Elena teve exito ao modo que foi utilizada. Apesar de achar "a cura" algo defasado para ser utilizado mais uma vez, no entanto as razões para fazer parte do núcleo da correria de todos os protagonistas fez-se uma decisão acertada, já que se os vampiros quiserem realmente acabar com Cade eles precisarão de algo para diminuir o seu poder.



Não podemos deixar de comentar aquela grande reviravolta envolvendo três grandes personagens: BonBon, Enzo e Stefan. Acho que ninguém esperava que o caçula Salvatore voltaria a ser humano nesta altura do campeonato, palmas para este momento. Enzo ser morto até não é uma grande surpresa, já que sempre se foi falado em um final não tão feliz para todos e se eu fosse apostar em alguma morte importante seria a dele, já que Bonnie, por seu histórico, é a mais propensa a terminar a série na desgraça e infelicidade plena. A parte boa disso tudo (se é que se pode ser visto assim), é que o falecimento de Enzo desencadeou a volta da magia de BonBon, e agora temos o regresso da bruxa master da série. Estou louco para ver como ela lidará com esse baque, com a magia correndo por suas veias novamente e como encarará Stefan e os outros.

The Vampire Diaries nem sempre entrega o melhor de si, mas quando entrega faz tudo valer a pena. Apesar deste último ano não estar apresentando o máximo que o show já conseguiu nos entregar, temos de volta um sentimento que muito havia se perdido. Todos nós estamos ansiosos pelo encerramento da série, por ela já ter errado de mais, mas também será com um aperto no coração que assistiremos a series finale, porque para o bem ou para o mal, muito dessa história de amor épica nos fez ficar aflitos e apreensivos sobre o que vinha a seguir.

P.s.: me nego a falar sobre Matt e como ele acha que sabe tudo sobre todos os assuntos, inclusive aqueles que ele não vive, por exemplo, como é ser um vampiro.
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