quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Crítica | Grey's Anatomy - 13x10: You Can Look (But You'd Better Not Touch)



Bad bitches gone wild.

Ninguém estava esperando por isso. Depois de uma primeira parte de temporada bem abaixo de qualquer expectativa, Grey's retorna com uma boa forma invejável. Tudo neste episódio funcionou: a tensão, o drama, o desenvolvimento dos personagens, as histórias e com certeza os ensinamentos de vida. Com um núcleo bem mais ponderado e fechado, e podendo ser visto como um capítulo quase filler, este You Can Look (But You'd Better Not Touch), mostra que independente dos erros que Shonda possa cometer, ela é capaz de consertar quase tudo em quarenta minutos.

Apesar de estarmos ansiosos para acompanhar o que se sucedeu com Alex e por consequência com a equipe médica, ver outros horizontes sendo explorados foi algo bastante relevante. Ou seja, não tivemos quase nada de informação nova sobre Karev e o fato dele aceitar ou não o acordo da promotoria, na verdade, somos deixados no escuro sobre essa trama, sendo apenas citada ao término do episódio. Para falar bem a verdade, todo esse enredo foi muito mal construído no decorrer da primeira parte da décima terceira temporada, e ora achávamos que consequências viriam para os personagens, ora pensávamos que os roteiristas já haviam se esquecido de tudo. Sem grande interferência destas outras histórias, Shonda conseguiu mostrar o porque de Grey's Anatomy continuar a tanto tempo no ar. De fato nem nos preocupamos com Alex com tudo o que foi apresentado.

Três personagens foram bastante importantes esta semana, cada uma apresentando suas personalidades, ideologias e vertentes bastante convergentes. Miranda, Jo e Arizona mostram três faces diferentes, três modos de encarar a situação em que se encontravam. Todas elas amadureceram em tela, por mais que alguma demorasse mais do que as outras. Basicamente temos um caso onde uma pessoa se vê em um momento conflitante com seus próprios ideais e assume uma postura onde analisa todos os fatos que são expostos, ou continua cega acreditando naquilo que vive fora daquela circunstância. Bailey é o exemplo mais fiel a isso, já que a personagem nem sempre mostrou ter medo das coisas e aqui ela parecia bem acuada pelo ambiente em si. Felizmente ela conseguiu analisar aquilo tudo de dentro e não apenas continuar com seus pensamentos (um tanto quanto extremos) como se ainda estivesse de fora.



Arizona e aquela sua mania de forçar a empatia levou dois tapas na cara para aprender que nem todos são obrigados a gostar de como a médica trabalha. Claro, amo a Arizona, mas foi impagável assistir como a paciente a tratou e a confrontou sobre sua personalidade. Jo com certeza foi a que teve mais momentos com a "K-10" por quem sabe ter uma aproximação maior com sua história. As atitudes que a mesma tomou foram bastante coerentes com o passado que a mesma diz ter e sus diálogos mostram que uma das maiores virtudes de Jo é o fato da mesma conseguir superar obstáculos e dificuldades que muitos nunca imaginariam ter que enfrentar.

Outro ponto bastante relevante abordado foram obviamente problemas sociais, culturais, e muitos preconceitos tanto explícitos quanto velados, tanto por parte da equipe médica quanto por parte das detentas. O texto é afiado e consegue trabalhar muito bem a paciente como uma vilã que nunca jamais deixa explicitada por quais motivos se encontra na prisão de segurança máxima. Sua carinha de anjo e seus padrões são bastante explorados mostrando que ninguém nunca necessariamente é que parece ser. O envolvimento da mãe no caso e sua distância ao mesmo tempo são vistos como algo mal pelas doutoras e pelos próprios espectadores mas verdade seja dita, não sabemos o que a menina fez e não sabemos os motivos pelos quais a mãe não quer ver sua própria filha, então não cabe a nós julgarmos. Shonda é mestre em drama e garanto que sua intenção era mesmo causar este desconforto do público com a persona mãe, mas ao mesmo tempo mostrar que se não sabemos do quadro geral, se não temos todas as informações, como podemos nós, meros mortais, dizer quem está errado ou não?

Com um retorno triunfal, Grey's mostra que sabe bem como contar um bom melodrama. Se seguirmos assim, teremos uma segunda parte da temporada excepcional, bem diferente da primeira, mal direcionada. Torçamos para que o roteiro continue trabalhando dessa mesma forma estes núcleos que precisam receber os devidos cuidados e atenções. A partir de agora teremos provavelmente o desenvolvimento de Alex como um presidiário ou não e estamos todos bastante ansiosos para ver o que vai acontecer.
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