terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Crítica | The Vampire Diaries - 8x09: The Simple Intimacy of the Near Touch



O mundo é da Elene e nós só vivemos nele, e isso não é uma coisa boa.

Um dos maiores problemas de The Vampire Diaries sempre foi Elena, a sua protagonista. Não adianta, o maior fio condutor das tramas que a série já apresentou não é nem a "história do amor verdadeiro". A bem verdade é que durante as seis temporadas em que a Nina Dobrev esteve na série ela foi fator decisivo, pertinente e mais importante em todos os dramas apresentados. E mesmo depois de sua partida permanente da série (pois não importa se a personagem está em um sono profundo, a atriz saiu sim do projeto), ela continuou sendo uma das partes mais importantes do show. E olha, isso não é uma coisa muito boa.

Independente da história que foi montada, TVD se viu, após o seu sexto ano, em um dilema: evoluir seus personagens e estórias a partir de um novo ponto de vista ou continuar agindo como se nada tivesse jamais mudado. Os roteiristas por alguma razão acreditaram que era viável ter Elena como o centro do universo mesmo sem a sua presença, ou seja, todos os protagonistas continuaram tomando atitudes e ações baseadas no melhor dos interesses para a Bela Adormecida e isso é uma coisa muito preocupante. Isso só mostrar as limitações criativas dos produtores, uma vez que, sem sua protagonistas master, eles continuaram investindo em um drama meloso envolvendo amor épico mesmo não tendo o que era necessário: a outra ponta da corrente.

É obvio que isso é um modo de mostrar respeito pelas outras temporadas e pelo o que veio sendo contado, mas o infortúnio é que não conseguiram largar o osso e evoluir quando mais tiveram a chance. Neste episódio fica claro que não importa onde esteja, em que ano for, todos os personagens sempre farão as coisas pensando na falecida, e por mais que este artifício narrativo pudesse soar crível, o exagero é grande de mais. Se apenas Damon carregasse essa nostalgia e esperança dentro de si, tudo soaria melhor, mas não, temos Caroline, Bonnie, Stefan e até mesmo Sybil agindo contra ou a favor de Elena. Não seja por isso que ainda temos em quase todo episódio alguém escrevendo algum diário para quando ela acordar. Não vou mentir, eu desisti de TVD na quarta temporada porque não aguentava mais aquele melodrama Stefan-Elena-Damon e só voltei a assistir depois que fiquei sabendo que Elena saia no término da sexta temporada.



Mas calma gente, eu não odeio a personagem, só sempre achei forçação de barra como os roteiristas a idealizavam. Felizmente neste episódio, independente da menina Gilbert ser o mais importante, tivemos grandes passos no desenvolvimento da trama no geral. Finalmente, sem nenhuma explicação, tivemos Damon no controle de suas próprias ações, deixando Sybil para trás. Claro que tudo se resumiu ao amor puro e verdadeiro dele por Elena, e tudo se mostrou um tanto rápido porque até algumas semanas atrás ele não conseguia dizer não para a sereia. Apesar de alguns furos no roteiro, este capítulo mostra a qualidade que este oitavo e último ano vem mostrando, apostando em referências e nostalgia.

Não podemos negar também que todo aquela produção do baile e os conflitos que se instalaram foram muito bem dirigidos e tomaram a direção que todos nós queríamos. Matt e sua história de família (apesar de bem forçada, temos Matt como algo importante dentro do núcleo do drama) Stefan contra Caroline e seus princípios, Enzo e BonBon e o dilema do vampirismo, Damon recuperando sua humanidade. Temos a partir de agora a introdução de novas tramas que provavelmente perdurarão até o final da série, uma vez que Damon e sua redenção possivelmente tomarão bastante tempo em tela.

TVD não gosta de arriscar, não gosta de inovar; TVD gosta de se manter em seu lugar seguro, na sua zona de conforto. TVD apresenta basicamente mais do mesmo com um novo olhar, com uma nova narrativa. Isso até convence os fãs mais assíduos, mas talvez seja por isso que o show só se afundou de algumas temporadas para cá: o fato de não mostrar coragem jamais. E quando digo coragem, não é só se desfazer de personagens importantes ou algo assim, coragem na hora de desenvolver seus personagens e tramas de alguma forma diferente com algum fio condutor diferente, e isso jamais aconteceu, porque independente de quem seja, das atitudes que tome, do caminho a seguir, Elena estará lá como um das razões resolutivas, seja você o seu amor épico ou o vilão que quer sua cabeça.
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