sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Crítica | The Vampire Diaries - 8x08: We Have History Together



A história de dois irmãos muito malvados.

The Vampire Diaries é uma série que sempre soube lidar muito bem com a maldade. Desde os protagonistas até os vilões, o show nunca decepcionou na hora de apresentar o mal como ele é. Independe das motivações dos personagens, ou da história dos mesmos, o mal representado dentro daquele mundo fictício sempre foi muito satisfatório, uma vez que qualquer que seja a temporada ou a qualidade das mesmas, tivemos histórias convincentes, apropriadas e interessantes da malevolência.

Esta semana, com a ausência de BonBon e Enzo (melhor ship ever), tivemos núcleos bem explorados e trabalhados, e respostas que talvez não necessariamente seriam dadas agora. Stefan e Damon com certeza tiveram destaque neste episódio, já que mais uma vez temos a dupla com a humanidade desligada servindo como mensageiros do próprio demônio. O conflito que se instalou entre os dois e as escolhas que os mesmos tiveram que tomar neste capítulo foram relevantes para a história, mas não pareciam necessariamente fazer muito sentido.

A dupla com esse lado humano desligado seguindo uma jornada juntos nunca foi algo explorado anteriormente. É importante relatar que apesar de funcionar em certo nível, muitas coisas incomodaram e isso é mais culpa do roteiro do que da dupla em si. Percebe-se o entrosamento dos atores, que por mais que seus personagens tenham sido vendidos no início como os extremos de uma mesma moeda, são mais parecidos do que eles próprios gostam de admitir. Desta vez inclusive não temos "o policial mal e o policial bom", os dois ali servem apenas para disseminar a morte e a perversidade, e por incrível que pareça, Stefan consegue se sobressair quando o assunto é crueldade. Isto não é surpresa pois sabemos de seu passado como estripador, mas pensei mesmo que os irmãos seriam palho um para o outro, mas nesta batalha o caçula Salvatore está levando a melhor, sendo irônico e principalmente brincando com os sentimentos quase nulos de Damon, estes sempre envolvendo a falecida Elena. Até soa cansativo em certo ponto, mas não deixaram a desejar nas referências, nas nostalgias e em como fazer Damon sofrer.



Agora não tem para ninguém. Sybil é pura ruindade e malvadeza e todo mundo adora isso. Claro que ela não é uma Katherine, mas consegue segurar as pontas de um jeito único. Sua classe é o que mais chama atenção, porque não importa se ela está botando fogo em vinte crianças ou ameaçando as filhas de Caroline e Ric, sua cara sarcástica é impagável. Entendemos um pouco mais sobre suas fraquezas e suas motivações, e a ter ainda como um personagem importante funciona mais do que o desejado para a trama. Não há como negar, entre o trio vilanesco principal deste último ano, Sybil leva fácil a medalha de ouro. O que me choca é que por lógica ela é a melhor pessoa, ou melhor, a menos pior entre os três (Seline e Cade), mas até então ela é ímpar quando o assunto é antagonismo. Sinceramente estou louco para ver quando Seline ocupará o posto de irmã malvada e quando Cade finalmente mostrará seu tridente.

Não é surpresa para quem acompanha as minhas críticas que estou muito satisfeito com os caminhos que TVD está seguindo neste último ano. Existem sim pontas a serem amarradas, e pontos a serem melhorados, mas depois de tantas decepções e dramas defasados que a série apresentou em suas últimas temporadas, ter aquela adrenalina e ansiedade de volta é algo impagável. Com mais metade da temporada ainda por vir, o roteiro tem tempo de sobra para concluir sua trama, finalizar o ciclo dos personagens e trazer de volta Elena, porque por mais que ela nunca tenha sido uma protagonista pela qual tive muito apreço, não estou aqui a tanto tempo para não saber qual vai ser o final deste triângulo amoroso que sempre foi o ponto de partida para a história dos Diários do Vampiro.
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