sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Crítica | Shadowhunters - 2x04: Day Of Wrath


No céu tem Shadowhunter? E morreu.

Gente, o que foi esse episódio?! Estou até agora sem acreditar. Mas antes de começarmos a falar do episódio, queria comentar algo que ocorreu essa semana e foi tão chocante quanto as mortes dessa semana. Como falei em reviews passadas, o showrunner da série seria trocado a apartir desse episódio, mas o que parecia ser apenas uma divergência entre Ed Decter e a emissora se mostrou algo bem maior. Na última segunda (23), Cassandra Clare, autora dos livros, deu uma entrevista sobre como enxergou a primeira temporada e descobrimos que Malec sofria homofobia por parte de Ed e que foi ideia dele sensualizar exageradamente Izzy. Vocês podem conferir toda a entrevista aqui e agradecer aos céus o fato desse homem ter saído da produção.

Mas voltando ao episódio, Day Of Wrath já estava prometendo por conta da declaração dos novos responsáveis pela série de que a temporada iria honrar ao título de sangrenta que recebeu. Só não sabíamos que eles estavam falando tão sério! Ainda não aceitei que Jocelyn foi morta assim, sem mais nem menos. A personagem seria tão importante para as revelações futuras que chega até a ser inacreditável. Particularmente, tenho a teoria de que ela não morreu e que foi sequestrada por Valentine, que jogou ali um capanga qualquer com aquela runa onde a pessoa assume a forma física de outro apenas para causar um atrito entre Clary e os Shadowhunters; mas teoricamente ao ser morta, a pessoa volte a sua forma própria, o que quebra esse pensamento. Enfim, foi tudo muito triste, principalmente Clary vendo o corpo da mãe e quando Luke e Jocelyn se beijaram, sem nem imaginar que seria o primeiro e último. Talvez no futuro, algum jeito para trazê-la de volta seja adicionado na série, mas para todos os efeitos, Jocelyn partiu dessa para uma melhor.

E junto com ela, foram Hodge e os Irmãos do Silêncio. São mortes que ocorrem nos livros, então apesar do choque, já eram esperadas. E é ótimo ver que já em seu primeiro episódio, a nova equipe inseriu cenas e referências à Cidade das Cinzas, o segundo, mostrando que não é obrigado seguir tudo à risca, desde que alguns momentos sejam homenageados. Nos livros, a morte de Hodge não ocorre pelas mãos de Valentine - nem no mencionado segundo livro -, mas foi chocante vê-lo com a faca cravada na testa, por mais que tenha sido uma cena rápida. A dos Irmãos do Silêncio não possuiu grandes mudanças e foi necessária para que o vilão conseguisse o segundo Instrumento Mortal. E além disso, Valentine ainda soltou um demônio pelo Instituto, que rendeu sequências fantásticas, como a de Izzy possuída. Até o momento, a personagem é a que está mais deixada de lado, então é sempre bom vê-la em ação - ou soltando suas frases icônicas.

Jace continua tendo todo o destaque da temporada para si e Dominic Sherwood está cada vez mais lembrando o tom do personagem nos livros no quesito de sofrimento - já que a série limou toda sua dose de sarcasmo -, e a cena onde ele tenta lutar contra o efeito da espada para esconder seus sentimentos por Clary foi ótima. E foi essa cena específica que deixou muitos fãs intrigados. Durante o julgamento de Jace, Aldertree fala a famosa frase "Amar é destruir", que é dito por Valentine quando este obriga Jace a matar seu pássaro (momento mencionado por Jace na temporada anterior), e muita gente acredita que ele possa ser, na verdade, Sebastian disfarçado. Talvez para quem veja apenas a série, a frase não faça muito sentido ainda, mas para quem já teve contato com os livros, a teoria faz sentido, além de que seria um ótimo plot twist.

As únicas tramas que passaram a impressão de estarem desconectadas com a principal foram as de Magnus e Simon. Sobre o primeiro, não é novidade que ele e Camille tiveram um relacionamento no passado, por isso ele foi peça importante para capturá-la e tentar dar um fim na guerra entre vampiros e shadowhunters que está prestes a explodir. Já foi mostrado na temporada anterior que Camille ainda queria ter um revival com Magnus - mais para manipulá-lo do que por sentimentos, verdade seja dita -, então imagina agora que o feiticeiro ajudou a capturá-la? Vem treta por aí, porque é quase óbvio que ela vai conseguir fugir uma hora ou outra. Mas algo que vem me incomodando nesse plot é o fato de Raphael jogar a culpa para Simon. De fato, ele teve sua parcela ao dar seu nome à Aldertree, mas todo esse tom ameaçador de Raphael que sempre insiste em prensá-lo contra a parede (literalmente!) já está ficando forçado.

No geral, foi um ótimo episódio e mostrou que a introdução de uma nova equipe foi uma decisão acertada, já que a antiga estava criando problemas não só para com a série como com a autora dos livros. Sempre foi deixado claro que Cassandra só teria a liberdade de dar palpites até o ponto que os criadores permitissem, porém respeito com os personagens criados por ela é bom e todos gostamos, não é verdade? Até o momento, Shadowhunters continua mostrando sua evolução em comparação com a temporada anterior. E que isso continue!
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