quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Crítica | Shadowhunters - 2x03: Parabatai Lost



Se correr, o lobisomem pega. Se ficar, o lobisomem come.

Eu estava bastante ansioso por esse episódio. Ele era um dos mais esperados até por Dominic Sherwood, que disse que era seu favorito desta primeira parte da temporada. Algo que me faz preferir a adaptação de livros para série de TV e não filme é a possibilidade de trabalhar mais tramas além da que os livros trata - algo que um filme não tem tempo para fazer. E, sem dúvidas, ver mais sobre o laço Parabatai dos personagens era algo que eu queria, pois nem nos três primeiros livros da série que li até agora, ele recebeu tanto foco.

As cenas envolvendo o plot, principalmente os flashbacks de como Alec e Jace se conheceram, foram bem feitas. A conversa inicial dos dois ainda criança foi bem fofa, pois sabemos que crianças realmente fazem amizades de uma hora para outra. E conforme eles amadureciam, os problemas começaram a aparecer, principalmente por Alec nutrir sentimentos por Jace. O medo do garoto de ligar-se ao amigo, pois Parabatais não podem se envolver romanticamente, foi bem transmitido pelo ator adolescente, que soube manter-se no tom do personagem, que não gosta de expor seus sentimentos. Mas no fim, ele realizou a cerimônia, evidenciando ainda mais o ponto que a série quer mostrar: o laço de companheirismo é mais forte e Alec sempre o ajudou, mesmo contrariado. Dominic esteve muito bem essa semana e conseguiu transmitir todo o desespero de Jace para ajudar Alec a retornar do coma. Foram, de longe, suas melhores cenas na série até agora.

Além disso, Parabatai Lost ainda introduziu Maia, uma lobisomem que possui atrito com Jace por considerá-lo culpado pela morte da lobisomem que Valentine matou episódio passado. Nos livros, a personagem é ponta de um triângulo com Simon e Izzy, mas parece que os roteiristas resolveram inseri-la em um com Jace e Clary. Achei essa mudança bem desnecessária, até porque já existem dois triângulos com eles - um com Simon e outro com Aline, personagem que deve aparecer futuramente -, mas talvez essa mudança seja benéfica para Sizzy, que já não começará com o famigerado clichê. Agora sobre a personagem em si, a achei bem forçada. Ela não me convenceu com toda essa sede de vingança sobre Jace, mas espero que isso mude com o passar do tempo - o que acho bem difícil, pois de todos os seres apresentados na série, os lobisomens são os que eu menos gosto, por todo esse egocentrismo exagerado.

Foi interessante ainda o roteiro ter separado Clary e Jace na fuga do barco, pois ainda há mais dezessete episódios e juntá-los agora seria apressado. Quanto mais tempo separados, mais ambos lutarão para se reconectar e o público torcerá pelos dois - mesmo que seja um relacionamento impossível. E falando em Clary, a série continua acertando em mostrar que, por mais que os laços de Shadowhunter sejam importantes para ela, sua amizade com Simon é tão quanto. Foi ótimo ver ela desistindo de achar Jace nem que por alguns minutos em prol de ajudar o amigo com seus problemas. E o apoio que a personagem recebeu de Izzy para ir só mostrou que Clizzy também é outro sistp que se fortalece cada vez mais.

Izzy, inclusive, mostrou todo seu girl power dominando aquele lobisomem. Só espero que a personagem não se prejudique com toda a perseguição que está recebendo de Aldertree. E isso foi outro ponto que lembrei de comentar aqui esta semana, pois sempre esquecia na hora de escrever as reviews. Vocês perceberam a forma que ele a olha? É extremamente parecido como Klaus olhava para Caroline em The Vampire Diaries, como se ela fosse uma presa e ele, um predador. Não creio que Izzy será capaz de envolver-se com ele, mas caso ele tente futuramente não será uma surpresa para mim. E para não passar em branco já que Alec passou todo o episódio em coma, rolou um selinho Malec. Nada de novo, mas a gente shippa, então a gente gosta!

E vocês vão me matar se eu disser mais uma vez que Simon foi o alívio cômico do episódio? É a terceira semana que repito isso, mas é a simples verdade. Só em olhar para o personagem, já sinto vontade de rir e ele aumenta isso, soltando umas pérolas como "Meu telefone morreu, entre outras coisas", referência implícita ao seu estado atual. O único defeito foi o roteiro ter esquecido completamente da irmã dele, pois ela não é mencionada quando ele volta para casa, muito menos em seu reencontro com a mãe - e essa cena me pareceu um final temporário para o lado humano de Simon, e que agora os roteiristas vão focar mais na guerra que começará em breve envolvendo os vampiros. Ou seja, Simon's sister abduzida.

No geral, foi um ótimo episódio e vem mostrando o acerto da produção em todo um conjunto. Os cortes estão melhores, assim como os efeitos e atuação; além do bom desenvolvimento em trabalhar o passado e o presente dos personagens ao mesmo tempo. Se continuar assim, Shadowhunters se beneficiará cada vez. E nós agradecemos!
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