terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Crítica | Scream Queens - 2x07: The Hand



Quando você oferece a mão e a pessoa quer o corpo todo.

Faltando apenas mais três episódios para o final de sua segunda temporada (e quem sabe da série, uma vez que a audiência não apresenta bons números), Scream Queens não consegue entregar novamente uma trama coesa, que faça sentido, que empolgue e, o mais importante, que seja engraçada. Ryan não tem problemas em ser sarcástico e politicamente incorreto, como na verdade suas maiores falhas, em todos os seus shows, basicamente giram entorno do timing que muitas vezes não funciona.

Não é surpresa pra ninguém o quanto o time de roteiristas pode errar a mão na hora de distribuir tempo em tela, tanto para tramas como para cenas. Todos os shows que Titia assina em algum momento pecaram (e muitas vezes feio) na distribuição do tempo em si. Nesta sétima semana, depois de um bom início de temporada, o roteiro se perde mais uma vez em tramas paralelas sem muito sentido e sem muita graça. Seja no aprofundamento da mão viva de Dr. Gostosão, ou seja na relação de Cascade e Nº 3.

SQ não se passa no nosso mundo, isso todo mundo já entendeu desde o primeiro episódio da série quando as meninas afogaram e mataram uma empregada em óleo fervente. De lá pra cá as estórias e casos mostrados fazem questão de ressaltar que aquela realidade não é nem de longe a nossa, uma vez que as situações não são nada críveis, nem a personalidade dos protagonistas e muito menos as atitudes dos mesmos frente à crimes e um serial killer. Apesar disso, sempre houve uma crítica bastante evidente e persistente sobre o mundo em que vivemos, no consumismo, nas buscas incansáveis por likes, em como tentamos a todo custo inflar o nosso ego, etc.



Independentemente do show sempre ter acertado neste ponto crítico, algumas coisas fora da realidade não funcionam porque fogem ao extremo da proposta do show. Dr. Brock com sua mão viva até rendeu algumas risadas no começo deste segundo ano, mas ter o destaque que recebeu neste episódio simplesmente não é justificável nesta altura do campeonato. Nada ali funcionou, nada ali foi engraçado, e tudo o que os espectadores sentiram foi provavelmente uma vergonha alheia pelo o que era apresentado em tela, seja pela atuação de John Stamos que não é lá grandes coisas, ou pelo próprio fato de tudo ser mal explicado. Ora, temos uma mão transplantada basicamente viva que controla e conversa com o resto do corpo, alguns esclarecimentos deveriam ser dados obrigatoriamente.

Outro destaque nesta semana foi Chanel Nº 3 e Cascade. Já sabemos que Cassidy é um dos assassinos e ver sua relação e interação com a Nº 3 foi bastante interessante. Tanto antes dela saber da verdade, quanto depois, as cenas do casal foram um tanto divertidas. Billie Lourd como Chanel Nº 3 que não consegue sentir nada funciona porque a atriz realmente está com a mesma cara em todos os momentos e isto é impagável, ainda mais com aqueles protetores de orelha. Ainda sim, aqui o timing também foi um problema, uma vez que apesar de algumas passagens bastante cômicas, certas coisas simplesmente não funcionaram e por isso foi muito menos engraçado do que poderia ter sido.

Esta sequência de episódios fracos não é sustentável e precisamos urgentemente de doses cavalares de comédia. Inclusive, mais uma vez, temos Green Meanie em aparições pontuais demais - sabíamos quando e onde ele apareceria. E esta atitude de matar apenas figurantes em todo santo episódio já deu o que tinha que dar. Tivemos mortes importante anteriormente e está mais que na hora disso voltar a acontecer. Ainda que esta queda na qualidade seja significativa, não desistirei e nem perderei a esperança de sermos brindados com ótimas viradas no roteiro, mortes relevantes e bizarras, e um grand finale que valha a temporada por si só.
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