sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Crítica | The Walking Dead - 7x04: Service



Depois de dois episódios mostrando novos núcleos, a trama volta a focar no grupo principal, sendo o primeiro episódio após a apresentação brutal do Negan. Para pular o drama, o sofrimento e a readaptação dos personagens, o roteiro tomou a liberdade de saltar alguns dias para apresentar um grupo mais "recuperado" – mas não menos debilitado. Rick havia feito um acordo com o diabo no primeiro episódio dessa temporada, e agora o diabo veio buscar o que havia sido combinado. Service pode ter incomodado muitas pessoas, porque de fato foi um episódio tenso de se acompanhar, especialmente quando vemos nossos personagens favoritos de forma tão passiva, mas foi extremamente eficiente em estabelecer o novo cenário do grupo; algo que deve durar por um tempo considerável.

Toda vez que o Negan aparece na tela, é impossível não pensar que alguém pode morrer a qualquer momento. E foi justamente essa sensação que me deixou tenso durante todos os minutos desse episódio. Negan chegou cheio de autoridade antes do previsto, e o grupo em geral ainda não está "domado" como o Rick, o que consequentemente ainda trouxe algumas resistências. Tirando a sequência da Rosita, todas as outras formas de resistência foram impulsivas, mal pensadas e fadadas ao fracasso. A pior delas foi o Carl, que teve até coragem de apontar a arma para o Negan. Durante todo esse episódio ficou essa sensação de que o Negan perderia a paciência em algum momento, então acabou sendo uma surpresa que ninguém seu vítima de suas ações lunáticas.

A mulher que tomava conta das armas quase levou a pior, mas o Rick conseguiu encontrar as armas que faltavam no último momento. The Walking Dead pode ser uma série brutal, mas ainda consegue nos passar esses momentos de esperança – Judith está aí para provar isso. Particularmente, eu gostaria de ter visto mais diálogos com o Negan – apesar dele já ter dominado basicamente todo o episódio. Fiquei na expectativa de uma conversa entre ele e a mulher que ele prometeu matar, mas em nenhum momento o roteiro focou na dupla – deixando para a imaginação o nível de terror psicológico que ele pode ter infligido sobre ela. De qualquer forma, achei interessante quando ele disse que não gosta de matar mulheres, o que explica, de certa forma, que todas elas conseguiram se safar da Season Premiere.

Quando o Negan perguntou sobre a Maggie, meu coração gelou. O padre Gabriel foi surpreendentemente esperto ao inventar um destino trágico para a personagem, mas só o Negan falando sobre a possibilidade de levá-la para sua comunidade já assustadora. Obviamente não acreditei em momento algum que a Maggie realmente poderia estar morta, e no final do episódio é confirmado que ela não só está viva, como está em Hilltop, sendo cuidada pelo médico da comunidade. Atualmente, a série parece estar cada vez mais se aproximando das narrativas do seu material de origem, então é de se esperar um grande arco para a personagem daqui para frente. E essa possibilidade me deixa bastante animado. A Maggie esteve um pouco apagada nas últimas temporadas, mas agora que o Glenn morreu, ela pode renascer com um plot forte.

Nós precisamos reservar um momento para falar sobre o... Eugene (i know, right?). Ele sempre foi o medroso que todos esperavam que fosse morrer mais cedo ou mais tarde – até mesmo eu estou esperando isso –, mas o personagem parece que terá grande importância nesta temporada. No ano anterior, além de morder um pênis com bastante ferocidade, ele também começou os seus trabalhos no desenvolvimento de munição. Em tempos de apocalipse zumbi, quem sabe fazer munição... É rei. Bem, não vamos exagerar. Mas ele certamente será uma peça importante, o que é um choque.

Por curiosidade, eu dei uma lida nas narrativas das HQs e espero que a série continue fazendo um trabalho ao tirá-la do papel. Há algumas mudanças irreversíveis, como personagens vivos que nas HQs estão mortos e vice-versa, mas os roteiristas parecem estar preenchendo essa carência, fazendo uma transferência de tramas – como é o caso da Carol ao lado do Ezekiel. Enfim, continuo muito empolgado com este sétimo ano, e um dos grandes responsáveis por isso atende pelo nome de Negan. Ele tem tanto carisma que poderia facilmente se passar como um anti-herói, mas qual seria a graça se ele não rachasse a cabeça das pessoas só para provar um ponto, não é verdade?

PS. O que a Michonne vê queimando no final do episódio são os colchões que os Salvadores pegaram de Alexandria, provando que eles não precisavam de nada daquilo; mais uma vez, através da perda, eles provaram mais um ponto.
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário