quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Crítica | The Vampire Diaries - 8x04: An Eternity of Misery



A gêmea boa, a gêmea má e o diabo em pessoa.

É minha gente, estou muito satisfeito em dizer que: TVD vem mostrando uma trama bem construída e orquestrada como à muito não fazia. Depois de praticamente duas temporadas sem muita coisa para se salvar (a quarta e a quinta), uma que elevou o nível, mas ainda deixava um pouco a desejar (a sexta) e outra que não soube o caminho que queria seguir e se perdeu em meio a subtramas numerosas e vilões muito mal aproveitados (a sétima); a oitava parece que recuperou a boa forma que muito os fãs almejavam.

Meu maior medo para essa última temporada era justamente a introdução de um novo vilão, por saber que necessariamente sua história e mitologia teriam que ser aprofundados em algum momento. Partindo do ponto em que isso leva tempo e estamos no último ano com um número de episódios reduzidos a minha maior preocupação era que o roteiro não soubesse administrar o tempo e pecasse, ou nas explicações, ou no ciclo de encerramento dos protagonistas.

Felizmente até aqui, não tivemos tempo perdido como na verdade nesta quarta semana soubemos bem mais da origem de Sybil, sua irmã maluca e o próprio mal em pessoa: o diabo. Claro que seria arriscado trabalhar a personificação bíblica do capiroto, então o time de roteiristas acerta na decisão de evidenciar um inferno mais particular, um lugar que foi criado não à muito tempo, mas que todas as pessoas más vão para lá. Ou seja, o que sabemos é que estamos lidando com o maior mal já visto pelo time dos vampiros, mas não mexer com Deus e religiões foi a coisa mais sábia que vimos até o momento.

The Vampire Diaries adora contar seus casos e o passado dos personagens através de flashbacks e esse artificio não é novo ou tão pouco revolucionário dentro do show, mas a série sempre soube lidar bem com este tipo de narrativa. O embate entre Sybil e Stefan e as dúvidas sobre qual gêmea ele era, a boa ou a má, foram bastante pertinentes e reveladores. Nós espectadores sempre soubemos e acreditamos que Stefan era o lado bom da força, em contrapartida Damon seria a maldade, mas a realidade, que já sabemos faz algum tempo é que Stefan foi o causador do mal e da maldição dos Salvatore, tudo por um amor doentio e obsessivo. Ver ele encarando os fatos e sabendo que apesar dos pesares Damon ainda não o perdoou, levanta questões que provavelmente serão trabalhadas futuramente. Infelizmente Paul Wesley não é nenhuma maravilha de ator, então quando o texto exigiu dele muita carga emocional, ficou evidente suas limitações como intérprete.



Tivemos o retorno de Donovan só para nos lembrar que um dia ele existiu. Sua participação foi até importante e existe uma ligação direta entre ele e a trama central. Fazia tempo que os roteiristas não o conectavam tão bem com o núcleo da estória e espero que ele tenha uma participação ativa e determinante na ação, porque convenhamos, ele está lá há oito anos e pode se considerar quase um mártir por ser o único humano que durou tanto no meio dos chupadores de sangue.

Julie Plec já declarou que é possível que tenhamos um final trágico para a série, justamente por ser o final onde tudo é possível. Não sei de imediato o que isso significa para a vida dos protagonistas, mas como Damon vem agindo pode evidenciar que não teremos a redenção do bad boy. Isso pode ser até algo válido, mas imagino que é complicado acompanhar um programa de TV por oito anos e no final seu personagem preferido terminar como começou: um vilão. Este não seria o meu caso, pois Damon não é nem de longe meu personagem preferido, mas a verdade é que gostaria de ver um final feliz para todos, independente das barreiras no decorrer destes anos.

The Vampire Diaries chega ao seu ápice no quesito vilania. Temos nesta última temporada o rei do inferno como principal vilão e isso parece algo acertado para o último ano. Com uma fluidez magnífica, pontas amarradas, mitologias aprofundadas; o roteiro sabiamente aproveita de seu tempo, mostrando em quarenta minutos informações relevantes e que tem importância determinante para a trama. Estou muito feliz em dizer que se continuar assim, teremos um ótimo final.

P.s.: Katherine está realmente no inferno, mas espero ver ela novamente.
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário