quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Crítica | Grey's Anatomy - 13x07: Why Try to Change Me Now



Antes da tempestade, vem a calmaria. 

Conflitos internos. Acho que isso é o que melhor define Grey's Anatomy neste início do seu décimo terceiro ano. Alex vs. DeLuca, Meredith vs. Riggs, Meredith vs. seus próprios sentimentos, Bailey vs. suas dúvidas e decisões, Amelia vs. Owen e sua vontade de ter um filho, etc. Até então, com os mais variados temas, com as conclusões mais diversificadas, o roteiro tem basicmanete trabalhado em cima de conflitos e posso dizer, está maravilhoso.

O drama de Grey's tem basicamente sua estrutura baseada em convergentes tipos de divergências. Ora personagens brigam, ora brigas internas com algumas decisões que todos tem que tomar. A bem verdade é que desde o início o melhor drama que já nos foi apresentado é quando esta tensão se instala, o que agita de forma formidável e inevitavelmente a trama.

Nesta semana tivemos a abertura de um novo conflito que se instalará: Bailey vs. Richard e sinceramente não pensei que fosse viver para ver isso. Os dois sempre tiveram uma relação bem próxima dentro do show, sempre foram uma dupla bastante dinâmica que entregavam em suas cenas verdadeiras lições de vida. Não é no entanto que após Meredith e Cristina eles possuem uma das amizades mais longas e bem trabalhadas dentro da série.

Após a volta de Catherine (sinceramente essa personagem só se afunda mais quando toma novas decisões) ficou estabelecido exclusivamente por ela que o problema com o programa de internos e residentes é culpa de Webber e óbvio que quando a bomba caísse ela não estaria lá para tomar o controle da situação. Miranda entrou de acordo com as ideias da médica, mas não senti firmeza na opinião da mesma sobre haver ou não um culpado pelo programa.

Após as duas decidirem chamar uma especialista para quem sabe ser a nova diretora, Catherine nem deus as caras para auxiliar a chefe de cirurgia com os devidos avisos prévios e possíveis represálias que sofreria da equipe médica, o que só mostra que a médica aparece, cria confusão, vai embora e deixa o pepino para os outros resolverem. A Dr.ª Eliza Minnick, que foi confirmada para mais alguns episódios (e acredito que seja o novo interesse de Arizona), fez o que qualquer pessoa faria para conquistar um aluno: transformá-lo em um professor.



Apesar de achar seu método interessante e até bem trabalhado dentro da trama junto aos residentes, não me conformo que ela tenha colocado uma paciente em risco para testar um dos tutelados da equipe. Entenderia se ela tivesse comunicado os atendentes antes sobre o teste, mas ela simplesmente fez acontecer, o que por mais que ela diga que não, coloca sim a vida de um ser humano em risco, não importa quantos médicos experientes estejam dentro da sala de operações.

Após todo o burburinho implantado depois da chegada da nova médica, percebe-se que essa é a primeira vez dentro do show que temos o perigo concreto de haver uma briga entre Bailey e Webber e que o médico acabe sendo afastado de sua profissão, pelo menos do cargo de diretor. Provavelmente nem todos sabem, mas na renovação dos contratos dos atores Chandra Wilson e James Pickens Jr. houveram alguns problemas e seria uma saída cabível e crível se Richard se aposentasse, apesar de não querer que isso aconteça por agora. Mas se o ator realmente estiver querendo se afastar do projeto, esta seria a melhor medida para oque o mesmo não seja cortado pela morte (Shonda).

Não podemos esquecer de outra trama que já se instalou definitivamente: Amelia vs. Owen. Todos nós sabemos que Hunt quer uma família grande, com vários filhos, coisas que também sempre soubemos que Cristina não poderia lhe dar. Agora com o casamento de Shepherd e Hunt, os fãs provavelmente esperavam que, pela lógica, o médico finalmente teria uma família. Então com essas revelações que Amelia não quer filhos, temos que esperar um melodrama recheado a boas brigas, o que os dois entregam desde que começaram a ser um casal, e isso vai ser uma coisa ótima, não vou mentir.

Com uma ótima crescente em sua qualidade, Grey's Anatomy entrega aquele drama agridoce que todos amamos, capaz de nos deixar grudados na frente da TV durante uma hora inteira como se apenas houvesse passado cinco minutos. Perto do término da primeira metade da temporada, o roteiro cria expectativas e tramas consistentes e interessantes que prometem continuar com o bom trabalho que veio nos sendo apresentado.
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