terça-feira, 1 de novembro de 2016

Crítica | Grey's Anatomy - 13x06: Roar



Até onde uma mãe iria para proteger a sua cria?

O nome do episódio logo me remete ao rugido de uma leoa e essa é exatamente a proposta dele. Aprofundando em todos os aspectos a relação maternal nesta semana, Shonda utiliza de mães e filhos para contar sua história. Tudo se baseou na exploração do tema e todos os casos contados partiram do mesmo ponto: o que uma mãe faria para proteger sua cria. Os casos semanais, a vida dos médicos e as dúvidas dos mesmos giraram entorno dessa mesma premissa e situação.

Não é a primeira vez que este tipo de trama dá as caras em Grey's Anatomy, isso é verdade, mas poucas as vezes foram em que o roteiro pegou de forma tão exploratória e delicada este tipo de relacionamento. O interessante é que não nos foi apresentado apenas acontecimentos onde os pares são ligados por sangue, mas sim aqueles onde uma relação recíproco de amor verdadeiro maternal existe.

Não é no entanto que Miranda e Alex tiveram bastante tempo em tela. Desde o início nossa saudosa Nazi se mostrou uma das personagens mais complexas da série. Todos nós começamos a amá-la no momento em que ela entra em cena, na sua primeira fala e provavelmente ela foi a primeira personagem que realmente gostamos quando começamos essa jornada que é acompanhar o show. A médica sempre teve um gênio forte e difícil, mas ao mesmo tempo era a responsável por proteger com unhas e dentes os seus filhos (os internos), com o maior coração de todos os tempos.



Ver seus filhos desenvolverem-se e se rebelarem não deve ser uma tarefa muito fácil. Ela é a mãezona de todos que viu os internos crescerem, amadurecerem, errarem, acertarem, derraparem, se superarem partirem por um breve adeus ou por culpa da própria morte e isso nunca será uma tarefa fácil para uma mãe. A verdade é que ela sempre esteve ali pra eles e por mais que suas atitudes às vezes fossem questionadas por seus filhos e por nós mesmos espectadores, no final das contas entendemos que ela sempre procurou o melhor para suas crias.

Sua relação com Alex foi muito bem explorada esta semana e foi curioso ver a luta interna dos dois, principalmente de Bailey. Ela sabe dos erros de Karev, sabe de sua índole e seu gênio forte e por mais que ela passe por complacente, ela o defenderá até o fim. Os desentendimentos dos dois no decorrer do episódio e como ela lidou e o defendeu mesmo discordando de suas atitudes, mostra o quanto ela acredita em seu potencial e como ela o vê como um profissional de excelência, por mais que ele tenha uma personalidade complicada.

Mas o destaque desse Roar vai mesmo para Amelia. Como relatei anteriormente não assisti PP, mas depois dos últimos acontecimentos, das revelações do passado da personagem e da atuação impecável de Caterina Scorsone provavelmente me obrigarei a fazer uma maratona. A atriz tem mostrado sua evolução e como ela está conectada à sua personagem. As revelações, medos, dúvidas que a mesma vem trazendo e como ela consegue diferenciar cada um de seus sentimentos é realmente incrível, porque basicamente ela transparece em suas lágrimas verdade e são verdades diferenciadas, pois entendemos apenas pelo choro o que ela realmente está passando.

Recuperando muito bem a boa forma, Grey's Anatomy não decepciona, como na realidade surpreende por saber contar sua estória de forma crua, sensível e tocante. Explorando relações maternais, vemos aqui que nem todos tem a "sorte" de ser feliz. Shonda e sua equipe de roteiristas mantém um excelente nível e evidenciam que Grey's só continua no ar em sua décima terceira temporada com ótimos números de audiência porque tem realmente algo para passar aos telespectadores.
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