segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Crítica | The Vampire Diaries - 8x01: Hello Brother (Season Premiere)



"Olá de novo, maninho."

Estamos de volta para finalmente a última temporada de The Vampire Diaries. Eu comandarei as críticas semanas deste último ano da série e espero me encontrar semanalmente com vocês. Tenho que começar falando que minha experiência com TVD sempre se baseou numa relação de amor e ódio. Vou começar expondo minhas principais opiniões que tive no decorrer destes longos anos para que assim vocês conheçam melhor o porque de algumas críticas e alguns desapontamentos: a) nunca fui fã do trio principal e com certeza não sou nem Delena nem Stelena b) o personagem que menos gostei desde sempre foi a Elena e c) desisti de TVD na quarta temporada e retomei só quando a sétima já estava em produção por saber que Nina Dobrev tinha se afastado do projeto.

Querendo ou não e para o bem ou para mal, The Vampire Diaries é uma das minhas séries preferidas e depois que voltei para ela não me via desistindo outra vez. Estamos aqui para falar a verdade então temos que concordar que o show foi muito bom, tanto no romance, quanto no suspense, até a terceira temporada e quando tudo ficou a cargo de Julie Plec (Kevin saiu no término do terceiro ano) a trama desandou de um modo absurdo.

Sempre entendi que a história girava entorno dos três personagens centrais Elena, Stefan e Damon, mas sempre tive problemas em relação como a protagonista era tratada dentro do drama. Ora mocinha indefesa precisando ser salva todo episódio, ora vampira insuportável com a humanidade desligada. Tudo isso enquanto o universo girava ao seu redor, uma vez que TODOS os personagens estavam dispostos a matar ou morrer por ela, em inúmeros sacrifícios no decorrer das seis temporadas em que a personagem esteve presente (Bonnie sabe bem do que estou falando).

Então logo após a despedida da atriz, com novos horizontes, num mundo sem a Elena e Damon e Stefan tendo que se virar para encontrar algo interessante para contar para nós espectadores, a sétima temporada veio com um gosto meio amargo. Pode ser pelos vilões mal aproveitados, pode ser pelo rumo mal conduzido, ou pode ser por Elena mesmo depois de adormecida ser ainda o fio condutor das ações e atitudes de grande parte dos protagonistas. Não entendam mal, o sétimo ano não é nem de longe a pior temporada (a quarta ganha disparado), mas também não se aproxima das melhores.

Depois da última season finale repleta de suspense e até alguns sustos, sabíamos todos que a série se aproximava do final, ainda mais após as declarações de Kat Graham e Ian Somerhalder. A verdade é que os fãs sensatos (graças a Jeová eu me incluo) entendem que nenhuma série deve durar mais do que tem estória para contar, ou seja, tanto a produção quanto a base de seguidores deve entender que em algum momento não existe mais nada para ser transmitido e que fechar a trama é algo mais que necessário. TVD passou do tempo, isso é verdade, mas tenho esperanças de que esta última season feche adequadamente e estória no final das contas.



Mas não vamos mentir, neste primeiro episódio basicamente somos deixados no escuro sobre o que será contado a seguir. Isso seria até uma decisão acertada se os quarenta minutos não fossem apenas mornos, sem nada que realmente empolgasse. Damon com a humanidade desligada é algo que já vimos e cansamos de ver, só espero que futuramente os roteiristas tenham coragem de mostrá-lo como o "servo" disposto a tudo e não deixem ele apenas como alguém que procura redenção após sair desse efeito hipnose.

Enquanto isso tivemos Bonnie, Stefan, Caroline e Ric (que ainda não entendi qual a serventia depois que voltou do outro lado) buscando pela dupla sumida sedenta por sangue controlada por algo até então misterioso. Essa parte melodramática do show sempre foi algo que nunca deixou a desejar e ver os protagonistas unidos ao mesmo tempo que esgotados e sem esperanças foi muito interessante. O diálogo entre BonBon e o caçula Salvatore veio como algo mais que válido, uma vez que acentuaram o quanto Bonnie se esforça e não desiste por aqueles que ama e Stefan independente de tudo sempre amará seu irmão com toda a sua alma.

Agora temos que falar sobre o possível vilão de pelo menos metade dessa temporada: UMA SEREIA. Olha, com tantos seres presentes na mitologia da própria série, não sei porque cargas d'água decidiram incluir mais um. Claro que o desconhecido é sempre interessante, mas eu quero ver uma história centrada e que encerre adequadamente o ciclo dos personagens quando o último episódio terminar. Com essa nova adição necessariamente explicações terão que ser dadas e a mitologia dessa possível sereia terá obrigatoriamente que ser aprofundada, o que leva tempo e pode acabar sendo tudo mal explicado.

Com uma season premiere relativamente abaixo das expectativas, os vampiros estão de volta, mesmo que a febre já tenha passado. Apesar de ótimos momentos nostálgicos, o roteiro se perdeu um pouco na hora de esclarecer adequadamente por onde os próximos quinze episódios irão. Com novos desafios à vista e a promessa de conhecermos o próprio mal, esperemos agora que tudo o que viemos assistindo no decorrer dos anos se encerre da forma mais digna possível.
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