sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Crítica | Scream Queens - 2x04: Halloween Blues



Todos são suspeitos ao passo que também são potenciais vítimas.

Indignado. Essa é a palavra que melhor me definiu após assistir a este episódio. Não porque a série degringolou ou se perdeu, bem pelo contrário, continua ácida como amamos e sarcástica na medida certa. Estou indignado por Ryan cumprir (finalmente, mas muito infelizmente) o que prometeu: teremos mortes importantes na segunda temporada. A partir de agora, NINGUÉM está seguro e Green Meanie deixa Red Devil no chinelo.

Cuidado com spoliers, mas tenho que dizer que se desfazer de Denise nesta altura do show é uma atitude um tanto quanto arriscada. E isso é uma coisa boa, já que na primeira temporada o maior problema da série era apenas matar figurantes e personalidades sem grande importância. Neste segundo ano Ryan deixou claro que iremos aos poucos nos despedindo dos personagens mais relevantes e apesar de isso ser uma decisão mais que acertada, não me conformo que Denise já tenha que nos dar adeus no quarto episódio.

Denise era com certeza a protagonista da comédia dentro da série. Seu texto foi bem construído e de encontro com a interpretação de Niecy Nash que sempre teve uma ótima expressão em tela. Muito provavelmente outra atriz não seria capaz de nos fazer rir no nível em que Nash fez por ela saber conduzir tão bem e soar tão natural com suas falas um tanto quanto exageradas. Entendo perfeitamente e sou a favor de matarem os protagonistas e sobreviventes do primeiro ano, só não esperava que fosse a vez de Denise logo agora, uma vez que ela é quem carrega a maior parte cômica de Scream Queens.



Hester que eu achei que logo seria solta para adentrar em diferentes núcleos evidencia que continua mais pirada do que nunca e pelo que fica estabelecido ela continua odiando as Chanels (o ataque à Oberlin foi de tirar o fôlego com ótimas referências ao clássico Halloween e Michael Myers) e é bem capaz de trabalhar em conjunto com o monstro verde. Essa pra mim até então se mostra como a medida mais desnecessária no roteiro, pois gostaria muito de ver Chanel Nº 6 como uma potencial vítima e não como assassina mais uma vez. 

Chanel teve que lidar com várias situações pesadas nestes quarenta minutos. Após ver seu noivo despencar morto bem em frente aos seus olhos, ela teve que enfrentar o fato de continuar pobre, já que a herança da família Radwell foi toda deixada para Munsch; fora isso, descobriu que seu falecido noivo amava mais Denise, tudo enquanto sua pele se encontrava na cor azul. Ufa. Chanel tem sofrido bastante no mundinho dela e Emma Roberts continua entregando a melhor interpretação possível vivendo a "pobre" Oberlin.

Não podemos esquecer da festa de Halloween que foi responsável por ótimas cenas. Quase nos despedimos de Chanel Nº 5 também, mas não acho que os roteiristas matariam duas personagens tão importantes numa mesma semana. Após algumas brincadeiras envolvendo as eleições presidenciais nos EUA, no ataque da Nº 5 compreendemos que Hester de algum modo não tem medo de se tornar uma possível vítima, apresentando a teoria de que ela realmente sabe quem está por trás da fantasia verde. Só espero que ela seja introduzida no enredo de outra forma do que até agora, quero que ela tenha medo por sua vida, e de suas (não tão) amigas. 

Se na primeira temporada Ryan nos deixou com mais da metade do elenco principal vivinho da silva, tendo prometido poucos sobreviventes, neste segundo ano ele já deixou esclarecido que iremos ter várias mortes de rostos importantes. Isso pode ter sido uma jogada interessante, já que com vários personagens deixados vivos no ano um, tivemos mais tempo para nos apegarmos as suas personalidades e as mortes agora serão muito mais dolorosas e difíceis de aceitar. O roteiro continua acertando em cheio sobre a história e agora verdadeiramente e comprovadamente ninguém está seguro. 
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