segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Crítica | Scream Queens - 2x03: Handidates



Chanel Nº5 é a assassina. 

Temos que admitir desde agora: esse segundo ano consegue ser melhor que o primeiro. Claro que é muito cedo para tomar conclusões definitivas, mas estes três capítulos iniciais conseguem superar os três da primeira temporada. Isso pode ser por inúmeros fatores: a trama já está estabelecida, já entendemos a estrutura da série, já conhecemos e nos importamos com os protagonistas, já nos acostumamos com as alegorias, situações e diálogos inverossímeis. A verdade é que por acertos no roteiro, a trama vem se mostrando bastante interessante.

O mistério nessa segunda temporada vem sendo muito mais intrigante do que o da primeira. Sabíamos que no ano um os crimes estavam diretamente relacionados às moradoras da Kappa Kappa Tau, e entendíamos que os protagonistas todos tinham motivações obscuras, passados mal esclarecidos e o crime de 1995 poderia dizer respeito a qualquer um deles. Aqui, o que se entende é que o assassino não tem ligação direta com os sobreviventes do primeiro ano, parece que todos apenas tem muito azar em ter que enfrentar outro maníaco, uma vez que nenhum dos que viveram anteriormente, tem ligação aparente com os crimes que vem acontecendo, e isso é muito mais interessante e intrigante.

Mas infelizmente um dos maiores problemas vem se repetindo nessa segunda temporada: a morte de caricaturas dispensáveis. Provavelmente o que mais me incomoda é que a todo novo episódio temos novos personagens sendo introduzidos para simplesmente serem assassinados em seguida, o que já se tornou parte da estrutura da série. Infelizmente isso faz com que o elenco principal seja poupado em demasia (assim como Scream) e querendo ou não, Scream Queens apresenta características de filmes slasher e vermos apenas figurantes sendo mortos é um tanto quanto cansativo. Estamos aqui para ver o banho de sangue dos personagens principais e espero que isso aconteça no decorrer das semanas.



Chanel Nº 3 e Cassidy tiveram ótimas cenas neste terceiro episódio. Taylor Lautner até que convence como o médico morto-vivo e Nº 3 nunca decepciona com seu texto e linguagem corporal. Suas caras são definitivamente as melhores e toda aquela história de não sentir torna tudo mais engraçado. Chanel Nº 5 continua me surpreendendo a cada nova semana e espero que o destaque que ela vem recebendo continue pois ela está muito melhor do que já esteve.

Chanel Oberlin é ótima, Emma Roberts é ótima e ela é única em interpretar aquela bitch que todos amamos, já que basicamente o currículo da atriz são papéis nesse estilo. Infelizmente, entre todas as Chanels ela é possivelmente a com menos apelação do público, não me entendam mal, ela é engraçada, seu texto é afiado, sua interpretação é perfeita, mas no final das contas são Chanel Nº 3 e Chanel Nº 5 que se destacam.

Denise e Hester continuam dando o ar da graça, e por mais que estejam sendo deixadas para escanteio neste início de temporada, as duas sempre roubam a cena, principalmente Denise. Ela tem com todas as certezas O MELHOR texto, e a interpretação da atriz ajuda e muito na hora de fazer comédia. Chad e Chanel quase se casaram também, mas tudo foi interrompido pela maior surpresa do episódio. Entendemos aqui que Green Meanie não está para brincadeiras e apesar de não compreendermos suas motivações, o monstro está aqui para acabar com a equipe médica e com os pacientes do CURE.

Ryan continua acertando o tom, surpreendendo pelas referências a cultura pop e continua a fascinar pelo texto afiado que apresenta. Após a morte mais choque de monstro da temporada, espero que o show continue (aos poucos) se desfazendo de seus protagonistas, aqueles das fotos de divulgação.
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