terça-feira, 4 de outubro de 2016

Crítica | Scream Queens - 2x02: Warts and All



O monstro verde vai te pegar e ele não perdoa ninguém.

Não há como negar: Ryan Murphy e sua equipe continuam acertando a mão. Após ambientar muito bem a trama desse segundo ano no primeiro episódio, o ritmo continua frenético nessa semana, com aquelas habituais pitadas de sarcasmo, humor ácido e claro, a quantidade acertada de sangue. Scream Queens pode até não ser o sucesso esperado (por se tratar de Ryan), mas com toda a sua alegoria consegue cativar a cada nova cena.

Não podemos esquecer também que Titia tem um dos maiores problemas que atinge grande parte dos roteiristas, estes sendo de sucesso ou não, que é a péssima mania de criar saídas fáceis para situações "complicadas" no roteiro, ou seja, aquela cena da season finale de Oberlin sendo atacada por um Red Devil não passou de uma pegadinha armada por Chad, que está de volta às nossas vidas. Claro que a cena de perseguição foi muito boa, mas as explicações dadas para o ataque no hospício chegam a incomodar um pouco já que sabemos que se a série tivesse continuado como uma antologia (como foi vendida inicialmente) provavelmente nada disso teria a conclusão que teve.

Reitora Munsch chega para mostrar também que é a final girl absoluta tendo peito suficiente para duelar com o Green Meanie apenas com uma pasta de arquivo de papel, enquanto o mesmo se encontrava com um belo de um facão. Possivelmente o passado da atriz (digamos a scream queen original) influenciou na montagem da personagem, uma vez que todos sabem o trabalho no cinema de Jamie e como ela conseguia sempre se safar do assassino no final de tudo. A sequência da luta é simplesmente impagável, e óbvio que no momento da retirada da máscara algo interromperia a grande revelação, ora estamos recém no episódio dois.



Querendo ou não, a partir de alguns flashbacks fomos capazes de entender que o assassino está ligado de alguma forma a chacina ocorrida no hospital décadas atrás. Enquanto no início minhas suspeitas giravam entorno de apenas um psicopata que gostou do passado do hospital e decidiu usar uma fantasia igual, agora entendo que existe algo bem mais profundo e obscuro nesse mistério. A médica Ingrid Hoffel (Kristie Alley) aqui aparece como aquela suspeita perfeita para o público, já que fazem questão de não revelar nada sobre o passado da mesma e ela é sempre vista com aquele olhar de "eu sou culpada de alguma coisa".

Chanel Nº5 vem recebendo, muito felizmente, um destaque absurdo neste início de temporada. Sua trama de aceitação e segundos interesses com aquele personagem com uma doença muito rara foi muito intrigante. O vídeo que a mesma fabricou para arranjar fundos para curar o menino ou mesmo o ataque a dois idiotas em um restaurante mostra o quanto a decisão de torná-la mais importante para o show foi acertada.

Denise esteve de volta apenas para comprovar que é a melhor personagem da série, pelo menos a mais engraçada. Seus diálogos com todo o resto do elenco foram ótimos e ela é responsável por sempre roubar a cena. Lea Michele também deu as caras, por mais que saibamos que ela não vá ficar a temporada toda presa, ver ela pagar por seus crimes, mesmo que por pouco tempo, é agradável. Mas a verdade é que todos nós queremos que ela tenha mais tempo em tela com o restante dos personagens e que possa ir e vir por vários núcleos.

Com um ótimo segundo episódio, que serviu para esclarecer algumas coisas e começar a desenvolver o mistério, Scream Queens continua afiada e por mais que não seja para todos os públicos, aqueles que acompanham a série e entendam sua essência conseguem se satisfazer com tudo o que é apresentado. Agora, como Chanel mesmo disse, não restam mais dúvidas que temos um novo assassino nas mãos.
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