terça-feira, 11 de outubro de 2016

Crítica | Grey's Anatomy - 13x03: I Ain't No Miracle Worker



O milagre da vida.

Trabalhar a religião nunca foi problema para Shonda. Ela sempre soube permear assuntos polêmicos sem grandes problemas entre medicina e religião. Após a entrada de Kepner, personagem abertamente (e quase fanaticamente) devota, o texto soube levantar outras questões que envolvessem crença, mas sempre respeitando a veracidade de sua história.

Milagres são algo que já aconteceram em Grey's anteriormente: quem não se lembra de Izzie com seus 5% de chance de sobreviver, ou mesmo a queda do avião onde houveram apenas duas baixas (Sloan e Lexie). Apesar de não serem referenciados, estes são casos, sim, milagrosos. Apesar da boa conduta nesta terceira semana, o sentimento que me ficou foi que eu já havia visto aquilo antes. O fator surpresa outrora tão bem utilizado, aqui é quase inexistente.

A partir deste terceiro episódio também sou capaz de formar uma opinião mais concreta sobre Mer e Riggs: não estou gostando do que estou vendo. Não me entendam mal, as cenas e os diálogos dos dois são excelentes, mas as atitudes quase que infantis de Mer envolvendo Maggie incomodam de uma forma pertinente. A verdade é que Grey sempre foi uma personagem com motivações claras, ao mesmo tempo que suas atitudes as vezes se mostrassem imaturas, e aqui apenas entendemos que apesar de tudo pelo que ela passou, Mer pode agir feito uma adolescente quando o assunto é amor.

Arizona também esteve de volta, após uma viagem para visitar a filha e só nos lembrar da falta que Callie faz. Sua pequena discussão com Karev foi algo um tanto quanto deixado de lado, não tendo tanto destaque em tela, mas proporcionou aquela nostalgia de quando a relação dos dois era destaque no drama algumas temporadas atrás. Ela escolheu o lado certo (DeLuca) apesar de ter uma grande amizade por Alex. A médica até tentou dar um sermão, mas como Alex mesmo disse, não existe nada que ele já não tenha ouvido.



Nesse núcleo também foi interessante perceber como Andrew sente uma ponta de culpa pelo que aconteceu, relevando aquele sentimento onde a vítima de agressões deste tipo sentem-se culpados de alguma forma. Pelo menos Arizona deu um abraço no residente, mostrando que entende de algum modo pelo o que ele está passando e mostrando também que única e exclusivamente Karev é o culpado de tudo.

Amelia e Maggie tiveram várias cenas engraçadas, mostrando que o trio que se formou na temporada passada (Mer inclusa) foi uma decisão sábia dos produtores. As três irmãs tem uma química invejável e enquanto Pierce não descobre das mentiras de Mer, essa trupe pode render ótimos momentos. Mas já sabemos que em algum momento existirá uma cisão, já que felicidade não é algo que dure muito em Grey's.

Grey's Anatomy no final das contas consegue impressionar pelas ótimas histórias transmitidas, mas evidencia com este terceiro capítulo que vinte e quatro episódios por temporada é algo mais que desnecessário. Amo a série e vou defende-la até o final, mas uma temporada com uma média de dezoito episódios era mais que o suficiente. Esta semana sentimos (depois de muito tempo) aquela necessidade de preencher um ano muito longo. A trama andou a passos de tartaruga, mostrando situações um tanto quanto repetitivas, mas mesmo assim a série consegue de algum modo não deixar a desejar jamais.
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