segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Crítica | Scream Queens - 2x01: Scream Again (Season Premiere)



Welcome back, idiot hookers.

Estamos de volta para mais uma temporada de muito sarcasmo, críticas ácidas, humor politicamente incorreto, mortes mirabolantes e muito Chanel. Scream Queens inicia seu segundo ano quebrando o que Ryan tinha prometido no primeiro, que era uma história fechada por temporada. Enquanto isso pode ser uma decisão acertada, já que nos apegamos aos sobreviventes do primeiro ano, é um tanto arriscado, já que podem existir problemas de continuidade, furos no roteiro e/ou o desperdício de novas tramas.

Partimos de um salto temporal onde as Chanels foram inocentadas no final de tudo, com Hester sendo presa pelas brutalidades que cometeu no passado. Ela e Denise tiveram apenas alguns minutos em tela, o que é algo negativo se considerarmos que as duas comprovadamente são as personagens mais engraçadas no show. Apesar de pouco tempo, as cenas foram muito divertidas.

Do outro lado temos as Chanels ainda juntas, apesar de não serem mais ricas ou amadas. Algumas pontas são deixadas soltas quando as reencontramos; se lembram que a Chanel foi atacada pelo Red Devil da última cena da temporada anterior? Ou ainda por que depois de tudo, sem dinheiro, as Chanels 3 e 5 continuariam sendo meras seguidoras de Oberlin, tendo em vista que ela era a rainha da KKT e agora não passa de uma menina malvada e mimada sem nenhum tipo de prestígio? Até faria sentido se elas tivessem uma amizade calorosa e bem construída, mas todos sabemos que Chanel fazia da vida da Nº3 e Nº5 um inferno.

Sobre o mistério da temporada ainda temos poucas pistas; apenas sabemos que há um novo assassino, que ele escolheu a pior fantasia possível e que tudo tem ligação com um crime do passado cometido por um médico e uma enfermeira. Por falar nisso, se no primeiro ano ainda existiam pitadas de realidade na personalidade e no mundo apresentado pela série, aqui tudo é quebrado e todos já entendemos que o exagero será a maior aposta por parte dos roteiristas.



A Reitora Munsch e Zayday foram provavelmente as personagens que tiveram mais tempo em tela. Jamie Lee continua impecável, apesar de nunca entendermos em ponto algum as motivações de sua personagem. Zayday, que tinha grande potencial desde a estreia, aqui serve como o balanço entre o mundo real e o mundo da série, já que ela provavelmente se mostrará como a sã da história. Desde o início esperava que ela fosse minha personagem preferida, o que não aconteceu, já que a comédia dela não consegue superar os exageros dos outros protagonistas.

Entre as novas adições ao elenco, temos Taylor Lautner, como Cassidy Cascade, e John Stamos, como Brock Holt, dois médicos cujas motivações ainda não foram esclarecidas. Neste primeiro momento conhecemos um pouco da história do Dr. Holt, que é algo um tanto quanto trágico e engraçado, e é óbvio que aquela mão transplantada criará vida em algum momento, já prometendo altas risadas quando acontecer. Em contrapartida "o Viagra para mulheres" foi bastante ofuscado, tendo poucas frases de efeito, e evidenciando a falta de carisma do ator. Mas não vou mentir, já estou shippando a Chanel Nº3 com ele.

Não posso deixar de exaltar meu amor por Chanel Nº5, que até então era a que eu menos gostava, mas que apenas com esse episódio subiu para o topo e se tornou a minha favorita. Ela teve as tiradas mais engraçadas, com os melhores comentários e ações. Todos sabem que ela não morreu ao término do episódio e espero do fundo da minha alma que continuem investindo em comédia para a personagem. Outro ponto acertado é a ambientação, pois apesar de um hospital não ser um local tão interessante quanto uma fraternidade, ainda pode render ótimas perseguições e sustos nos corredores úmidos e escuros.

Com uma estreia que se preocupou em montar o cenário para a trama, Scream Queens consegue entregar um ótimo retorno, recheado de momentos engraçados, exagerados e com a quantidade de sangue e gritos adequada. Temos que torcer para que nesta segunda temporada Ryan e sua equipe tenham mais coragem de se desfazer dos personagens, porque ninguém merece mais doze episódios de apenas figurantes sendo mortos a cada novo episódio.
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