segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Crítica | Dead of Summer - 1x09: Home Sweet Home



Os verdadeiros vilões sempre seremos nós mesmos: as pessoas.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Finalmente fomos capazes de ver uma luz no fim do túnel. Depois de oito semanas com um milhão de perguntas nas nossas cabeças, Home Sweet Home foi capaz de esclarecer alguns dos questionamentos, apesar de apresentar falhas absurdas envolvendo a mitologia e relação dos personagens.

Inicialmente este episódio basicamente deixou de lado a apresentação dos campistas (finalmente) para aprofundar o mistério e o terror em si, o que funcionou apesar de mostrar algumas falhas. Acho que a maior delas envolve a amizade repentina dos jovens. Eles se conhecem a pouco tempo e estabelecer a amizade dos mesmos nunca foi uma preocupação do roteiro, ou seja, pensar que alguém se sacrificaria ali por puro amor soa um tanto quanto forçado.

Jessie carregou possivelmente a maior carga dramática dos quarenta minutos e a menina se virou bem na bagunça que é o enredo de DoS, já que o exorcismo proposto parece ser algo fácil, onde qualquer um poderia realizar na primeira vez que encontrasse um demônio de verdade. Pelo amor dos santos roteiristas, onde já se viu alguém achar que vai exorcizar uma pessoa apenas com uma lida rápida nas páginas de um livro? Falhas estas que temos que engolir para não atrapalhar a diversão final.

Depois de todo o mistério envolvendo a culpa de algum dos protagonistas, aprendemos no final do dia, que os verdadeiros vilões sempre serão as pessoas. Claro que um capiroto se apoderar do seu corpo é um problema e pode te forçar e realizar as coisas mais absurdas, mas entendo no final das contas que Amy sempre procurou aquilo tudo, que ela sempre foi a psicopata da história e mesmo que não estivesse possuída, seria capaz de matar quem quer que fosse para alcançar seu objetivo.


O problema é que no primeiro episódio Amy foi a primeira a ser atormentada pelo seu passado, o que mostra certa culpa que a menina sente, o que acaba sendo contraditório com a personalidade de Amy que conhecemos neste capítulo. Mas verdade seja dita, nos minutos finais tivemos uma bela homenagem aos filmes oitentistas, já que por mais que que as mortes tenham acontecido em offscreen, foram brutais o suficiente para chocarem, ainda mais pela personagem que foi assassinada, mostrando mais uma vez que os produtores não estão com medo de se desfazerem dos rostinhos das fotos.

Agora temos toda a trama estabelecida para a season finale e o que posso dizer é que pela promo teremos mais mortes, gritaria, perseguições e machadadas. Espero que nos próximos quarenta minutos não seja perdido tempo em tela com coisas desnecessárias, já que o último episódio equivale aos vinte minutos finais dos filmes de terror, onde temos comumente o embate entre os sobreviventes e o antagonista e corpos sendo arremessados contra janelas. Sabemos que Amy está possuída e feri-la não será uma tarefa fácil, mas também sabemos que ela quer aquilo, ela quer derramar sangue, ela quer ser livre ao modo dela.

Sendo fácil o ápice da temporada, temos a partir de agora o terreno pronto para um último episódio de matar. Apesar dos erros encontrados, o roteiro soube orquestrar até aqui o que promete ser um ótimo encerramento, com ótimas homenagens e com aquela sensação de nostalgia. Apesar da série ser limitada no gore e no sangue, tenho esperança de vermos um ótimo resultado final. Amy é basicamente o Jason da história (ela não morre fácil) e só isso já garante uma certa expectativa para a correria do final.
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