terça-feira, 2 de agosto de 2016

Crítica | Andron


Direção: Francesco Cinquemani
Ano: 2015
País: Itália | UK | Malta
Duração: 100 minutos
Título original: Andròn: The Black Labyrinth | Andron

Crítica:

Apenas um sobrevive.

Se por acaso eu começar a falar sobre um filme que gira em torno de um futuro distópico marcado por jogos de sobrevivência que têm como objetivo distrair e controlar a população enquanto o governo do mal fica cada vez mais rico e poderoso, qual filme viria à mente de vocês? Devo acreditar que algum de vocês pensaram em Andron? Porque na minha obviamente veio Jogos Vorazes. Essa cópia barata – literalmente – sequer se esforçou para criar o seu próprio universo futurístico, ou pelo menos fingir ser diferente ao separá-lo em castas ou facções, como Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Qualquer semelhança com outras produções do gênero é mera coincidência, é claro.

Na trama, que se passa no ano de 2154, um grupo de 10 jovens, homens e mulheres, é preso em um obscuro e claustrofóbico labirinto. Eles não lembram como ficaram presos ali, mas precisam aprender a decifrar códigos e entender sinais para vencerem testes do Labirinto Escuro de ANDRON. Enquanto eles formam por necessidade um vínculo para sobreviver, as pessoas do mundo exterior os observam e apostam nos seus destinos. Agora, alianças serão formadas em um jogo que apenas um poderá vencer, o que consequentemente irá moldar o destino da população em si. Quem vai ser o sobrevivente do labirinto?

Apesar do plágio óbvio, decidi dar uma chance a este filme justamente por ser uma produção de baixo orçamento. Sem ser controlada por um grande estúdio, haveria uma maior liberdade para apresentar mais violência – algo que franquia que serviu de fonte de inspiração carece. Infelizmente, nada se salva aqui. O roteiro é extremamente estúpido, introduz um milhão de coisas e, enquanto metade não faz sentido, a outra é completamente dispensável. O próprio conceito do jogo não está claro. Chamados “Jogos de Redenção” – reparem na cara de pau –, pouca coisa é explicada no decorrer do filme. Em geral, temos um grupo aleatório de pessoas andando por um prédio abandonado. Ao contrário do que se pode esperar, eles não lutam por suas vidas, eles não começam a se matar. Eventualmente aparecem uns ninjas completamente estranhos que em nada têm a ver para movimentar o “jogo”.

O fato é que provavelmente nem os roteiristas sabiam o que estavam criando. Parece que eles assistiram meia dúzia de filmes sobre futuros distópicos, jogaram todas as informações no liquidificador e ainda introduziram alguns novos elementos aleatórios só para chamar de “original”. Até mesmo o plot de Uma Noite de Crime faz mais sentido do que as medidas tomadas nesse filme para reduzir o número da população. Simplesmente não faz o menor sentido! Isso sem contar todas as complicações extras envolvendo memórias implantadas, que nunca levam a lugar algum e não trazem qualquer benefício ao jogo em si. Parece até que eles estavam tentando criar o jogo mais entediante do século. E não podemos esquecer que a ideia do labirinto foi clonada diretamente de outra franquia atual, Maze Runner.

E eu nem posso começar a falar sobre a miséria que toma conta da grande maioria da população, mas que ainda assim tem atenção à tecnologia avançada. É como se não tivessem como tomar banho, mas tivessem acesso às câmeras exclusivas do Big Brother Brasil (!!). No terceiro ato eles ainda desenterram uma reviravolta do nada, criando um novo antagonista para acabar com o excesso de personagem ainda vivo. Mas, se a gente nem sabia o que estava acontecendo antes, muito menos depois da “super revelação”. E para que ficar mostrando aquela mulher-programação andando pelos corredores como se fosse uma assombração? O roteiro só precisava jogar um bando de desconhecidos por lá e falar “matem-se e ganhem sua liberdade”.

O desfecho fica aberto para possíveis sequências que provavelmente nunca irão acontecer, deixando a possibilidade para a construção de sua própria franquia (!). Enfim, esse filme é péssimo, não serve nem para se divertir com a sua tosquice. Se leva muito a sério para o nível do roteiro que eles estão apresentando. E, como se o jogo não fosse entediante o suficiente, a edição insiste em pará-lo o tempo inteiro para acompanhar as desnecessárias cenas dos personagens interpretados pelo Alec Baldwin e Danny Glover, dois atores que já tiveram muito sucesso, mas atualmente estão obviamente em fim de carreira. Não recomendo a ninguém, melhor passar para a próxima opção, porque esse futuro não parece promissor. #GameOver


Trailer:

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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. Muito ruim uma mistura sem sentido de Made Rummer e Jogos Vorazes... Dormi metade do filme e a outra metade cochilei.....

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  2. Tinha começado a assistir, dei pause, li a crítica e desistir do filme, pois os primeiros 10 min foram uma tortura

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  3. Tinha começado a assistir, dei pause, li a crítica e desistir do filme, pois os primeiros 10 min foram uma tortura

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  4. Pensa em um filme ruim. Pensou? Multiplica pela fusão do kamehameha aumentado dez vez com o bijuu bomb da Raposa. Então, esse não serve. Horrível, ridículo, grande enorme desperdício do meu tempo. Achou a resposta complicada, assiste o filme.

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