segunda-feira, 18 de julho de 2016

Crítica | Dead of Summer - 1x03: Mix Tape


Nunca entre no lago no meio de uma tempestade de raios.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Não saber por qual caminho seguir. Esse é o atual e o maior problema de Dead of Summer. O show que contará com apenas dez episódios (os confirmados até agora) não consegue em sua terceira semana deixar claro e evidente o que quer contar e apesar de ainda apresentar uma história e mistério cativante e interessante, peca em entregar uma ideia absoluta de onde quer chegar.

Percebemos neste terceiro episódio que a série tem uma estrutura um pouco batida para os espectadores. Como sabemos, os criadores são os mesmo envolvidos em Lost e Once Upon a Time, que tinham em sua essência apresentar e contar uma história para determinado personagem, fazendo desse o centro das atenções naquela semana. O problema é que Lost tinha mais de vinte episódios por temporada, o mesmo para Once Upon a Time que usou mais desse artifício em seu primeiro ano para depois aprofundar em outros pontos com histórias fechadas a cada metade de temporada, assim tivemos as felizes 3A, 3B e assim sucessivamente. Com o tempo reduzido, investir nesse mesmo artifício nunca será o bastante para desenvolver corretamente as tramas que deveriam ser centrais.

Apesar de achar interessante e importante a apresentação adequada dos personagens, numa série de terror com uma temporada encurtada, não temos tempo suficiente para apresentar todos do elenco (muitas vezes com muitos rostos já que devemos ter um número considerável de mortes) um por episódio, fazer um bom mistério e ainda ir se desfazendo dos personagens em mortes que devem acontecer. Além do mais, não se sabe ainda qual é o verdadeiro perigo no acampamento: o culto, os fantasmas ou o próprio passado dos protagonistas que sempre volta para assombrá-los.

Cricket foi a estrela deste Mix Tape e soube muito bem cumprir o seu papel. Como já havia dito, aqui a temática de personagens caricatos funciona porque esta é a proposta. O passado da mesma foi bem explorado e isso cria inevitavelmente um vínculo com o público que nutre uma empatia por todos aqueles que conseguem apresentar suas personalidades de forma adequada. Felizmente a série tem sido inteligente em criar um enredo que ao mesmo tempo é clichê mas nunca fica no lugar comum, fugindo da zona de conforto.


O caso da menina gordinha que emagrece e se torna popular não é nenhuma novidade, mas funciona aqui por o roteiro saber medir as investidas e saber contar e transparecer uma história real e sensível, sem tornar forçado tudo o que é encenado. No meio disso tudo tivemos até mesmo algumas cenas de susto e perseguição (Scream tá precisando aprender isso), que por mais que se passem em sonhos (ou não) conseguiram convencer.

Mas a partir de agora a série precisa saber por onde seguir, desenvolver o núcleo do culto, as motivações daqueles que estão envolvidos e fortemente decidir se os fantasmas são reais e principalmente se estão lá como amigos ou inimigos. Até então não se tem certeza de nada, já que todos passam por momentos de tensão mas sem deixar claro se tudo aquilo é coisa da cabeça deles ou se existe alguma força sobrenatural intensificando este passado conturbado dos protagonistas, e principalmente se aquilo pode feri-los fisicamente ou somente psicologicamente.

Não podemos esquecer dos pontos ainda positivos, como o figurino e a trilha sonora, que continuam impecáveis e condizentes com a época. Aquela mão no fundo do lago também é algo a se ressaltar, por já deixar meio que claro que Jason não está mais entre nós. Cricket assumindo suas curvas e sua beleza natural também fez o ciclo de apresentação da mesma ser condizente e realista, assumindo que a personagem sabe que é bonita e sensual sem a aprovação de personagens masculinos, por mais que no decorrer dos quarenta minutos as situações sejam outras e essa "autodescoberta" só aconteça nos momentos finais.

Com um terceiro episódio que não responde muitas perguntas, como na verdade levanta outras questões, Dead of Summer não consegue deixar claro onde quer chegar, mas convence na medida certa para que nós espectadores voltemos para ver o que vai acontecer. A partir de agora a série tem que ir se desfazendo dos protagonistas, investir em sustos e perseguições e deixar as apresentações de lado, porque com o elenco extenso e se todos receberem um episódio para serem introduzidos, a história nunca andará e muito menos será capaz de prender a nossa atenção.

P.s. (Super Spoiler): não creio que a Amy tenha morrido com o raio que a atingiu, mas a mesma não aparece na promo do próximo episódio.
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Comentários
5 Comentários

Comentário(s)

5 comentários:

  1. Parei de ler em "assusta mais que scream"

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    Respostas
    1. Mas em nenhum momento eu ~digo que assusta mais que Scream, apenas reforço que Scream precisa investir em mais perseguições e mais sustos.

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    2. passo mal com esse povo que acha que Scream é a melhor série de suspense kkkkk.

      Agora falando sobre Dead of Summer, verei o próximo episódio e torço para que enfim seja revelado algo na história. Caso não ocorra, vou desistir de vez!

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    3. Nesse episódio é revelado quem são os envolvidos numa seita satânica que tem objetivos macabros no que se refere ao acampamento.

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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