quinta-feira, 12 de maio de 2016

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x22: Mama Tried


Uma guerra sem vencedores.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Lutar por algo que se ama não é vergonha pra ninguém, ainda mais quando se trata de uma pessoa, neste caso uma filha. Sinceramente não tem como descrever ou mesmo imaginar o quão uma batalha de custódia pode ser dolorosa e cansativa, tanto pelas partes envolvidas como pelos próprios sentimentos da criança. Deve ser difícil alguém tentar desacreditar seu amor, e deve ser muito mais difícil se controlar em uma situação onde apenas uma palavra pode mudar o quadro geral, e te fazer parecer a pior pessoa do mundo perante uma corte.

Nessa semana Grey's se aproveita da possível saída de Callie da série para estabelecer um drama poderoso, que é a briga entre ela e Arizona pela custódia total de Sophia. Temos em um primeiro momento uma tentativa de acordo, onde nenhuma das duas pretendia ceder ou mesmo via vantagem em ver a filha a cada seis meses. O drama foi muito bem construído com ótimas cenas no tribunal que se destoavam um pouco dos outros núcleos que se passavam no hospital.

Sinceramente, apesar de achar tudo válido, percebemos algumas falhas no roteiro, já que se formos encarar tudo aquilo como uma guerra seria até normal a citação de traição de Arizona, o que não aconteceu mas poderia sim ter influenciado nas decisões tomadas pela juíza. Por outro lado, a briga se mostrou bastante limpa e não houveram ataques diretos o suficientes para afastar ainda mais as duas mães.

Todos que se propuseram a testemunhar tiveram seus ótimos momentos, onde questões socioculturais importantes foram levantadas. Com certeza o texto da Miranda foi o mais bem construindo, indo de encontro com tudo o que a personagem acredita e é. Sexismo, machismo e até o fato de transformarem sua força em fragilidade foram apontados pela mesma, o que mostra o quanto a chefe de cirurgia consegue se posicionar facilmente em certas questões, assim como o grande poder de argumentação que ela sempre mostrou ter nessas doze temporadas.

Bem como o texto de Meredith como plano de fundo do episódio, onde ela cita aquele conto bíblico que não poderia ilustrar melhor a situação, apesar de termos um contraponto onde nenhuma das duas seria capaz de fazer mal a Sophia para conseguir ficar com ela no final das contas. Achei a decisão um pouco fora do padrão que estamos acostumados a ouvir e ver por aí, já que querendo ou não Arizona não tem uma ligação tão forte como a de Callie com a filha, neste caso a de sangue. Longe de mim querer diminuir a relação de todos ali, bem pelo contrário, admiro como Robbins explica seu amor pela menina, mas não podemos negar que o DNA ainda hoje é levado muito em conta se tratando deste assunto.

No hospital Karev e Kepner se envolveram com uma paciente grávida que serviu para ligar tudo ali com o que acontecia na corte, levantando o quanto Arizona entende a importância de sua profissão para com a vida próxima. Kepner e Jackson tiveram também um lindo diálogo que parece ser o início para uma nova relação de companheirismo e sem brigas entre os dois, e vamos concordar que ninguém aguenta mais esse drama de infinitas separação e duelo entre o casal.

Novamente Grey's Anatomy evidencia o quanto entende de sua própria história para nos trazer estes momentos memoráveis onde temos uma diversificação de tramas numerosas. A série consegue trabalhar todo este lado melodramático levantando questões pertinentes na vida de quem está do outro lado da tela, evidenciando o quanto o roteiro é bem planejado e atual.
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