segunda-feira, 30 de maio de 2016

[Crítica] Devious Maids - 3ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2015
Emissora: Lifetime 

Crítica:

Uma nova temporada de matar.

Depois do final da segunda temporada, não há dúvidas que todos estavam extremamente ansiosos para este terceiro ano. Nos acontecimentos finais, quando estavam saindo da igreja, nossos personagens favoritos sofreram um atentado grave. Com direito a vários tiros, a temporada deixou na imaginação qual (ou quais) deles teria sido alvejado. Enquanto o tiro na barriga da Rosie foi uma surpresa total, não posso dizer o mesmo da morte do Pablo – o que não significa ser algo ruim. Nunca achei o personagem carismático, e a sua morte estaria diretamente ligada com a solução de outro problema: o transplante de um novo rim para Genevieve. E com apenas um tiro, o roteiro conseguiu resolver dois problemas. De fato, o salto temporal foi muito bem aproveitado, encerrando diversas tramas que não nos importava, como a prisão do Ty. Eles não precisavam ocupar tela com isso, né?

O fato é que a Rosie passou meses em coma – um grande clichê do gênero –, o que deu a chance do Spence e o Miguel criarem uma ligação especial (algo que eles eventualmente iriam precisar no decorrer deste terceiro ano). Apesar de ter começado bem, acredito que o arco da Rosie nesta temporada foi um dos pontos mais baixos deste novo ano. Triângulos amorosos dificilmente são bem desenvolvidos, especialmente quando a terceira parte é formada pelo seu marido que aparentemente voltou dos mortos – outro clichê clássico. Não demora muito para a Rosie ter uma crise porque seu atual casamento, segundo o padre, iria contra a vontade de Deus. E todo esse drama é muito absurdo se lembrarmos que ela era a amante do Spence lá na primeira temporada. O único destaque nisso tudo é a troca do ator que interpreta o Miguel, que é bem mais carismático. O menino que encarnou o personagem nas primeiras temporadas era péssimo.

Carmem, apesar de ter tido um enorme avanço em seu sonho como cantora, caiu em uma trama medíocre sendo amante de um homem casado. Depois de três temporadas, em que ela literalmente trocou amor por oportunidades na carreira, é de se espantar essa paixão descontrolada com o marido da mulher que está produzindo o álbum de estreia dela. Poderiam ter cortado todo esse plot e partido direto para o desenvolvimento do affair entre a Carmen e a produtora – que está se descobrindo lésbica. Teriam rendido cenas hilárias, além de cobrir um assunto até então inexplorado pelo roteiro. Apesar disso, Carmen teve a oportunidade de brilhar como a mais nova empregada dos Powell. Aquela casa sempre rende algumas das cenas mais engraçadas, além, é claro, de fazer parte da alma do enredo caçoar as habilidades de limpeza da Carmen.

Aliás, eu preciso dedicar minha atenção a um casal até então ignorado: os Powell. Eles são uns dos meus personagens favoritos. Um casal com tanta personalidade que consegue se sobressair mesmo com subtramas fracas, como o longo-demais trauma depois do assalto ou o desejo inexplicável pelo sadomasoquismo – essa última não posso reclamar porque rendeu algumas cenas impagáveis. Ainda assim, a segunda metade desta temporada finalmente introduziu um bom argumento para o casal. A escolha pela adoção parece natural e deu um novo propósito aos Powell. É uma pena que as coisas não terminaram bem, mas ainda espero que eles voltem a abordar o assunto no futuro. E, desde já, estou ansioso para saber o que virá a seguir para este fabuloso casal que vive perigosamente entre o amor e o ódio.

Lembro que a introdução da atriz Naya Rivera (a eterna Santana de Glee) foi muito comentada, mas o seu papel foi uma decepção. Além de não ser muito relevante, sua participação no decorrer da temporada é mínima. Outros personagens que tiveram um tempo mínimo de tela foi o casal Valentina e Remi – que estavam na série desde o primeiro episódio. No entanto, a saída desses dois foi algo bom para série. Não tinha muito mais o que explorar deles, e um casal que vai e volta toda hora acaba se tornando cansativo. O único casal que não continua despertando meu interesse, mesmo com várias discussões, com certeza é Zoila e Genevieve. Nesta temporada, até para terapia de casais elas foram. Adoro a amizade delas, e por um segundo achei que a Genevieve iria quebrar essa relação, mas tudo ficou certo no final. Bem, pelo menos até as últimas cenas. Mas isso é um assunto para a próxima temporada.

O mistério da temporada voltou ao bom e velho "quem é o assassino?" e, diferente da revelação da segunda temporada, sua resolução não foi óbvia. Esta provavelmente foi a temporada mais sangrenta até agora, com direito a membros decepados sendo encontrados nos quintais alheios. E os assassinatos não eram os únicos mistérios a serem resolvidos. O enredo apresentou toda uma trama envolvendo um cartel de drogas no México, mas infelizmente esse plot nunca conseguiu me empolgar – principalmente por estar diretamente relacionado com o não-tão-morto primeiro marido da Rosie. De qualquer forma, foi uma ótima temporada, com um ritmo empolgante e bastante sujeira para manter nossas protagonistas ocupadas. Diversos ganchos interessantes para o próximo ano, mas o que me preocupa mesmo são os que podem trazer consequências mortais. Prontos para a quarta temporada?
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