sábado, 16 de abril de 2016

[Livro] The Double Me - 4x13: You Know What They Do to Guys Like us in Prison [+18]

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4x13:You Know What They Do to Guys Like us in Prison
Se é contra a lei, me prenda”.
  
O primeiro dia de julgamento de Cameron Ridell levou dezenas de jornalistas e curiosos a ocupar os degraus da Suprema Corte de Nova York. Flashes de câmeras, cartazes de protesto e cascas de ovos cercavam os protagonistas recém-chegados do escândalo; Alex Strauss, em seu terno Armani preto, de óculos escuros, e sua advogada Regina Prescott, de Oxford; Frank Ridell, acompanhado de meia dúzia de seguranças; Andy Boyd, como um mero espectador, ao lado dos irmãos Kerr e Amber Foster.
— Alex, é verdade que você e Cameron Ridell tiveram um caso? — Perguntavam os repórteres.
— Você é viciado em drogas?
— Aonde está seu pai?
— É verdade que o deixou fugir antes que a polícia chegasse?
— Nathaniel o ajudou a incriminar o filho de seu padrasto?
— O que você fará agora que os Strauss estão sem dinheiro e perderam a mansão?
Por mais tentador que entregar as respostas lhe parecesse, Alex limitou-se a caminhar em direção a porta marrom. Em uma sala privada, longe de todo aquele alvoroço, repassou novamente com sua advogada tudo o que aconteceria a partir do momento em que entrassem no tribunal. Assim sendo, foram requisitados para o primeiro dia de julgamento. Strauss VS Ridell, tentativa de assassinato.
Alex havia esperado três semanas para ver Cameron sentado no banco dos réus. Agora nada lhe tiraria este prazer.
Os primeiros minutos deram-se à formalidade do plenário, desde a chegada da juíza Catherine Goode ao breve diálogo de esclarecimento para deixar o júri a par de circunstâncias peculiares que possam intervir no desenvolvimento do julgamento, como o estado de saúde de Alex Strauss, que após três semanas, ainda sofria com os efeitos colaterais das substâncias ingeridas. Em seguida, ouviam as teses de acusação e defesa sob as rédeas de Regina Prescott, da parte de Alex, e Melinda Winick, da parte de Cameron.
Ela é boa, Alex pensou. Nunca teve dúvidas de que era a pessoa certa para o trabalho. Em um tribunal, a última coisa que Regina buscava era a justiça. Não entendia de perdas ou compaixão, apenas de vitória e ascensão. Não sabia que a tentativa de assassinato era uma farsa, mas se soubesse, não teria problemas em manter-se fiel às acusações para que fosse conhecida como a representante vitoriosa dos Strauss. Era uma pena saber que Melinda compartilhava das mesmas ambições e estava tão disposta a vencer quanto ela.
 Agora o show iria começar. Como primeira testemunha de acusação, Alex e Regina trouxeram Cady Roberts, uma jovem cristã de cabelos loiros amarrados num rabo de cavalo, que usava um vestido florido lhe passando dos joelhos e possivelmente renegara todo e qualquer uso de maquiagem. A história dela? Não importava. Estavam todos prestes a ouvir a versão que Alex pagara para tornar-se verdadeira.
— Cady, por que não começa nos contando onde conheceu Alex e Cameron? — Pediu Regina. Dos seus longos cabelos negros ao terno impecável, a jovem testemunha sentiu-se meramente intimidada.
— Alex e eu frequentamos o mesmo grupo de abstinência de East Village — Ela respondeu. — Faço tratamento há dois anos, mas ele só se tornou membro há algumas semanas. Na verdade, também foi assim que conheci Cameron. Quando as reuniões terminavam, às vezes ele aparecia com um carrão para buscar Alex.  
Cameron balançou a cabeça negativamente. Alex nunca fez parte de um grupo de abstinência, do mesmo jeito que nunca precisou roubar o Lamborghini de Frank para busca-lo na reunião imaginária. East Village? Alex desprezava este bairro tanto quanto o Upper East Side detestava o Brooklyn.
— Você notou algo estranho entre eles nesses pequenos encontros? — Regina continuou.
— No começo, não — Cady disse. — Alex ia embora no momento que ele chegava, quase não tivemos oportunidade de nos falar. Mas numa noite notei que Alex estava distante. Tentei convencê-lo a se abrir, mas ele sempre foi orgulhoso demais para dividir seus problemas com outra pessoa. Quando Cameron chegou, eu o vi entrar no carro, e eles ficaram lá por algum tempo. Estavam brigando, todo mundo que passasse podia ver.
— E durante a participação de Alex nas reuniões, você ou alguém notou hematomas em seu corpo, como se tivesse sido agredido?
— Protesto — Melinda exclamou. — A acusação em questão não remete à agressão física, e não há nenhuma evidência a este respeito.
— Um histórico de agressão pode provar a intencionalidade de homicídio doloso, meritíssima.
— Negado — Proclamou a juíza Catherine. — Responda à pergunta, Senhora Roberts.
Alex teria sorrido se pudesse. Regina estava com a vantagem, e enquanto pagasse bem, Cady diria exatamente o que haviam combinado. E o que Cady tinha a dizer era...
— Não, eu nunca vi Alex machucado. Nenhum de nós chegou a pensar que pudesse sofrer agressões desse tipo. Mas sabíamos que ele mentia para proteger Cameron. Ás vezes chegava com os olhos vermelhos e extremamente inquieto, como... bom, sabíamos que ele nunca havia deixado de usar. E depois que Cameron chegou, ficou cada vez mais fácil conseguir o que queria. Ele contou em uma das últimas reuniões. Cameron não fazia questão de melhorar, e sempre dava um jeito de convencê-lo a pensar o mesmo.
— Alex compartilhou alguma vez com o grupo que tipo de drogas era dependente?
— Cocaína. Ele disse que começou logo depois do seu sequestro, ano passado.
Cochichos ecoaram pelo tribunal, no que seria a justificativa perfeita para que Alex tenha entrado no mundo das drogas e mantido este segredo por tanto tempo. Por fora parecia angustiado, como se as lembranças de seu cativeiro ainda o afetassem. Mas por dentro celebrava a primeira de várias pequenas vitórias que aquele julgamento lhe proporcionaria.
— Cameron sabia que Alex era dependente de cocaína? — Regina continuou.
— Sim. E ele a fornecia. Até me deu um cartão com seu número caso eu estivesse interessada.
Regina retirou várias folhas da pasta em suas mãos e distribuiu ao júri, deixando a última para as mãos da meritíssima.
— Vocês têm em mãos agora uma cópia do laudo datiloscópico feito pela nossa perícia, que identificou as impressões digitais de Cameron Ridell no cartão que foi entregue a Senhorita Cady Roberts e a mais quatro membros do grupo de abstinência de East Village. Cameron não só incentivou o vício de Alex Strauss, como também o financiou, aproveitando-se para usá-lo como isca em busca de novos clientes. Quando o plano não deu certo, e Alex decidiu tomar o controle de sua própria vida, Cameron o ofereceu duas pílulas de Anfetaminas, cada uma com vinte e cinco miligramas. Isoladamente, a dose pode aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial de maneira considerável, levando pessoas de baixa tolerância a um ataque cardíaco. Misturada à cocaína, pode levar a uma overdose fatal. É claro que Cameron sabia disso, e por este motivo ofereceu duas pílulas de anfetamina a um viciado com o pretexto de serem analgésicos, esperando pelo momento da ingestão de cocaína que o levaria à morte — Regina olhou para sua rival, sentada na mesa da direita ao lado do cliente. — A testemunha é toda sua.
Melinda fez os lábios em um meio sorriso admirado. A verdade era que pouco conseguiria da primeira testemunha. Quando chegou a hora de interroga-la, não houve uma sequer contradição, nem mesmo uma reação adversa a suas provocações envolvendo religiões. Uma ex viciada em heroína que encontrou Jesus Cristo e decidiu deixar o mundo das drogas? Cady fora feita para convencer todos os pais conservadores que faziam parte do júri e não resistiam a uma boa história de superação.
Era hora de seguir em frente; dessa vez, esperando pela chance de expor os esqueletos dos próximos convidados. Max Dashner, o paparazzo responsável pelas fotos de Cameron e Alex, fora a próxima testemunha de acusação chamada a depor. Melinda finalmente teve sua chance assim que Regina terminou de esclarecer a sua versão dos fatos.
— Como você definiria a relação entre Alex e Cameron? — Perguntou Melinda à testemunha.
— Conturbada, eu diria. — Max contou-lhe. — Cameron é uma pessoa muito difícil de se lidar. Paciência e confiança são coisas que não dizem respeito a ele.
— Para fazer tais afirmações, suponho que tenha tido algum tipo de envolvimento com o réu.
— Há algumas semanas Cameron me contratou para tirar fotos comprometedoras entre ele e Alex na tentativa de separara-lo de seu namorado, Thayer Van Der Wall.
— E você aceitou o trabalho?
— Eu não chamaria de trabalho — Max de um ar de risos. — Dormimos juntos algumas vezes. Éramos como amigos trocando favores, nada de mais.
Cochichos tomaram conta outra vez do tribunal. Max, entretanto, parecia bastante confortável em revelar sua versão dos fatos.
— Você está dizendo que ajudou Cameron a separar Alex e Thayer Van Der Wall, que neste momento luta contra o câncer no Liberty County Hospital? Você foi pago com sexo para mentir e sabotar desde o começo. Que garantia temos de que isso não aconteceria de novo?
— Senhora, eu posso não ser ético como meus colegas de trabalho, mas assassinato é uma linha que nenhum de nós tem o direito de cruzar. Alex quase morreu por uma coisa que Cameron fez. O mínimo que posso fazer, como o homem que levou Alex até esse criminoso, é dizer a verdade.
Cameron colocou as duas mãos sobre o rosto, dando um grande suspiro. Contra os próprios amigos, a única verdade que a juíza Catherine Goode conheceria era a que um Strauss de coração partido poderia arquitetar.
— De acordo com o depoimento de Alex... — Melinda leu em seus arquivos. — Você estava lá na noite em que Cameron supostamente entregou-lhe duas pílulas de anfetamina. O que exatamente aconteceu?
— Não há muito o que dizer. Quando Alex nos encontrou juntos, ele e Cameron começaram a discutir. Cameron achou que minha presença atrapalharia as coisas, então vesti minhas roupas e fui embora.
— Ele está mentindo... — Cameron sussurrou quase inaudível. Claire, a jovem associada de Melinda, insistiu para que mantivesse silêncio.
— Bem... — Melinda continuou a ler as informações de seus arquivos. — Alex afirma em seu depoimento que Cameron ofereceu-lhe as pílulas de anfetamina dizendo que eram analgésicos para ajudar com a dor de uma possível agressão, que nenhum exame pôde comprovar. Como você acha que isso aconteceu?
— Protesto — Regina levantou-se. — Esta não é a área de conhecimento da testemunha.
— O Senhor Dashner foi a única pessoa a presenciar a briga entre o Senhor Ridell e o Senhor Strauss — Melinda justificou. — Apenas ele pode nos dizer se a situação poderia ter saído do controle.
Catherine não precisava ouvir mais nada. Dessa vez, permitiu que Melinda prosseguisse com o interrogatório.
— Não tenho como saber — Max respondeu. — Não fiquei tempo o bastante. Alex e Cameron estavam muito alterados, nunca os vi daquele jeito.
— Entendo; só mais uma pergunta. Como previamente dito, um acordo foi feito entre o senhor e meu cliente em troca de benefícios mútuos — Melinda deixou um maço de documentos em frente a ele. — Foi assim que conseguiu adquirir uma BMW?
— Protesto — Regina exclamou outra vez. — Os bens de posse do senhor Dashner não entram em questão.
— A não ser que sejam frutos de suborno. Diga-me, Senhor Dashner, como um paparazzo que ganha menos de trinta mil dólares por ano pode fazer um investimento de mais de cento e quinze mil dólares em um automóvel?
Max sorriu sem graça. Tarde demais, todos podiam ver o nervosismo em seus olhos.
— O acordo entre mim e Cameron também envolvia dinheiro.
— Não era apenas sexo? — Melinda indagou.
— Nunca foi.  
— Pensei que eram apenas dois amigos trocando favores.
— Se chama eufemismo, um dos princípios da educação.
— Neste caso, Senhor Dashner, por que só mencionar o dinheiro depois de descobrirmos sobre sua nova aquisição? — Deu meia volta e caminhou em direção a sua mesa, os saltos crepitando sua vitória. — Termino por aqui.
Enquanto outra onda de cochichos se estendia pelo tribunal, Alex lamentava em silêncio no mesmo lugar. Ela nos causará problemas, pensou. A essa altura, poderia também ser comprada como Max e Cady ou colocaria sua reputação causídica em primeiro lugar?
Era o bastante para o primeiro dia.
Após cinco horas, a juíza decretou o primeiro recesso, que duraria até a manhã do dia seguinte. Cameron foi levado de volta para sua cela enquanto Alex e os amigos saiam pelos fundos para evitar o tumulto.
Pelo resto da noite Alex esteve no hospital, acompanhando de perto e rotina cansativa de Thayer na quimioterapia — e fazendo companhia a Travis, que transformara o Liberty County Hospital em seu segundo lar. Às onze precisou partir, a pedido dos médicos, e à meia noite já estava de volta ao apartamento. Não comeu, não bebeu, não dormiu. E mesmo em falta, as preocupações inibiam todas as vontades de seu corpo.
Eram duas da manhã; na cama, perguntou a si mesmo se a insônia também havia feito uma visita a todos os outros. Mia viajara há duas semanas para a Europa em busca de informações que poderiam leva-los ao progenitor dos The Judges. Desde então, comunicavam-se apenas nos fins de semanas, durante os poucos minutos que a irmã poderia abrir mão sem comprometer sua caçada. E Nate, onde estava? Enviou-lhe uma carta escrita à mão há quase um mês, dizendo que pretendia passar a próxima temporada na América do Sul. Mas não disse em qual país, não deixou um número para contato, não avisou se estava sozinho ou acompanhado. Era preocupante, até para quem estava acostumado a imprevisibilidade de Nathaniel Strauss.
De Judit e Simon, ainda esperava as atualizações fornecidas por seu detetive particular. A sua teoria? Nem valia a pena considerar. Seus pais voltariam para casa nadando antes que vivessem uma aventura romântica no mediterrâneo, onde ninguém poderia encontra-los.
Talvez fosse melhor assim, ter todas as pessoas que amava a uma distância segura. Nunca o perdoariam pelo que decidira fazer a Cameron, ainda que o fizesse pelo amor a eles, em sua compreensão tortuosa. Judit o perdoaria algum dia se a guerra contra Cameron lhe custasse a relação que mantinha com Frank? Onde quer que estivesse, Alex sentia muito por tudo.
Eram quatro da manhã; deitado por cima dos lençóis, contou quantas horas de sono teria se conseguisse fechar os olhos. A insônia, pelo menos, lhe privava de sonolência em qualquer hora do dia, não apenas durante as tentativas frustradas de apagar. Estaria a todo vapor quando o julgamento começasse, com a ajuda da cafeína e os incentivos de Regina. Ela era uma máquina em perfeito estado de funcionamento artificial. Ainda não sabia o que significava terem tantas coisas em comum agora que lutavam pelo mesmo propósito.
Eram seis da manhã; o dia amanheceu nublado, como se soubesse como Alex se sentia. Tomou banho, fez o café da manhã, deixou as roupas sujas na máquina e sentou para assistir TV. Às oito deixou o apartamento, vestido com o mesmo terno de ontem, para mais um dia no tribunal. Novamente os corvos estavam lá, com suas câmeras e seus cartazes, prontos para o festim.
— Cappuccino? — Kerr ofereceu, sentando-se na poltrona ao seu lado.
 — Obrigado.
Já havia tomado café em casa, mas aceitou para aquecer as mãos. Com Regina ocupada no celular, Kerr era a única companhia que poderia desfrutar na sala privada.
— Amber não vem?
— Ela não está se sentindo bem — Kerr respondeu-lhe. — Mas pediu que eu desejasse boa sorte.
— Obrigado.
— Alex, o que aconteceu ontem com Max?
Alex hesitou. Algo na expressão do amigo o fez ficar na defensiva instantaneamente.
— Sobre o carro?
— Sim — Kerr respondeu. — Melinda teve um bom palpite.
— Você acha que eu subornei Max?
— Acho que ele é um mentiroso e não deveríamos confiar nele.
— Eu não confio em ninguém — Alex tomou um gole do café.
— Tudo bem, estamos prontos — Regina lhes disse.
E Alex apressou-se para sair ao seu lado. Kerr foi o único que ficou para trás, refletindo sobre suas descobertas. Tirou o celular do bolso e acionou a Black Swan com apenas um clique. Agora encarava os registros confidenciais da conta fantasma a qual Alex tinha acesso. Os cento e quinze mil dólares, que foram transferidos a uma concessionária no dia quatorze de agosto, lhe dava todas as respostas que precisava para saber em quem confiar. O que faria com tais informações? Thayer precisava saber, em primeiro lugar.
Apostos em seus lugares, a segunda audiência tomou início.
— Meritíssima, temos uma nova testemunha que gostaríamos de introduzir — Regina informou.
— Não estava listada anteriormente?
— Não. Nosso pedido estava em aberto, e apenas hoje recebemos a confirmação.
— Ela pode fazer isso? — Cameron perguntou a jovem Claire.
— Poderíamos contestar.
— Não — Melinda lhes disse. — É exatamente o que querem que façamos.
Após analisar o documento, a juíza tomou sua decisão.
— Muito bem, Senhora Prescott. Convoque sua próxima testemunha.
— Gostaria de convocar Frank Ridell a depor — Regina disse.
O tribunal inteiro soou em alarde. Ao lado de Claire, Cameron parecia ter sido atingido por uma bala.
— Meu pai? — Perguntou à Melinda, que também compartilhava de seus temores. — Você tem que fazer alguma coisa!
Mas era tarde demais. Frank já estava posicionado em seu lugar, pronto para o interrogatório que viria.
Nos olhos de Alex, via-se a vitória iminente. Nos de Cameron, apenas temor. Nos de Kerr, a desconfiança. A troca de olhares entre Alex e Cameron significava alguma coisa.
— Vamos começar pelo básico. Como você descreveria sua relação com seu filho, Senhor Ridell? — Regina perguntou.
— Honestamente, Cameron sempre foi um jovem muito problemático. Desde que minha esposa faleceu, quase não tivemos chances de ter uma relação.
— Em seu depoimento, ele alega que publicou as fotos comprometedoras entre ele e meu cliente na internet como um ato de rebeldia... — Regina leu nos documentos. — Em suas palavras, “para que meu pai visse que eu não esqueci todos aqueles anos de maus-tratos movidos por sua intolerância religiosa.
— Sim, eu sou um homem de fé, mas nunca me senti no direito de julgar meus semelhantes. Se ele tivesse confiado um pouco mais em mim para me contar quem era, saberia que tudo o que desejo é que seja feliz, independente de sua orientação sexual ou religião. Ele ainda é meu filho, não há nada que não faria por ele.
Cameron precisou contar a dez para conter sua raiva. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez. Para continuar calado, agora teria que contar até cinquenta.
— Senhor Ridell, você estava ciente de alguma atividade ilegal em que o réu estava envolvido? — Indagou Regina.
— Eu sabia que ele gostava de correr. Alex, inclusive, foi levado para participar de alguns rachas ao seu lado.
— Você sabia sobre as drogas?
— Temo que não. Os sinais estavam ali, mas como pai, talvez tenha sido mais fácil simplesmente ignorar.
— Você acredita que Cameron, seu filho, seria capaz de tirar uma vida?
— Protesto — Melinda ficou de pé. — O ponto de vista de uma figura paterna, que não leva a questionamentos, pode comprometer a integridade de meu cliente perante o júri.
Regina fitou sua rival com o ar de superioridade. Ela estava assim tão desesperada para vencer?
— Senhora Prescott, limite-se aos fatos, não a opinião particular da testemunha — Decretou a juíza Goode.
— Pois bem — Regina acatou. — O senhor pode nos dizer se Cameron consumia anfetamina frequentemente?
— Acredito que sim. Ele e sua turma gostavam de praticar esportes radicais, é de se esperar que precisassem de energia para tanto.
— O que mais pode nos contar sobre sua rotina? Amigos? Vida social? Vida virtual?
— Cameron sempre foi muito reservado. Nunca levou um amigo para casa, nunca apresentou suas namoradas, mal me deixava entrar em seu quarto. Não importava o quanto eu tentasse, nunca me permitiu fazer parte de sua vida. Sentia-se muito só e amedrontado para tal.
— Não se atreva a dizer como eu me sinto! — Cameron gritou.
E o tribunal inteiro voltou-lhe a atenção.
— Silêncio, Senhor Ridell — Ordenou a juíza.
— Você nunca se importou o bastante para me conhecer! — Ele continuou. — Você nunca me aceitou, nem a mim e nem a Viola!
— Senhora Winick, controle seu cliente!
Apenas com a intervenção de Melinda Cameron decidiu se calar. Alex lançou-lhe um sorriso vitorioso do lugar onde estava, mas agora também ficara curioso. Quem era Viola, e por que Frank parecia tão desconfortável ao ouvir seu nome? Sem que soubesse, Kerr havia juntado todas as peças. 


Mia infiltrou-se sorrateiramente na classe como mais uma aluna curiosa da Universidade de Tartu. Por quase uma hora assistiu a palestra sobre existencialismo da mestra em psicologia Viola Sebbert, sentada na última fileira do enorme auditório azul. Nada sabia do idioma local para ter um bom entendimento; em compensação, teve tempo de sobra para elaborar teorias e planejar uma abordagem sutil.
Viola realmente não possuía sangue Ridell correndo em suas veias. Podia ver pela cor escura de sua pele, pela maneira que colocava as palavras, pelo penteado extravagante e a maneira que se vestia. Era adotada, no melhor dos casos. Ou fora roubada de sua família quando criança, sabendo que Frank havia gastado vários milhões para escondê-la do outro lado do mundo. Era uma teoria engraçada, além de dramaticamente irrealista.
Poderia ser lésbica ou soro positivo; poderia ter ficado grávida na adolescência e ter sido banida por jogar na lama o nome da família. Poderia ter sido pega na cama com outro homem – ou mulher – por seu pai, que tão conservadoramente decidiu expulsá-la de casa para não comprometer sua carreira política – ou sua capacidade de liderar um grupo terrorista. Esse jogo duraria horas se Mia deixasse.
Quando notou a maioria dos estudantes batendo em retirada, supôs que a palestra havia acabado. Agora é a hora, pensou. Só precisava esperar até que todos tivessem ido embora.
Viola já estava de apagador nas mãos, tomando conta das anotações que fizera anteriormente no quadro branco.
— Ficará sentada até a próxima palestra ou me pegará uma bebida, Senhorita Strauss? — Virou para ela, limpando as mãos uma na outra.


Mia perdeu as palavras num piscar de olhos. Bem, esta era uma conversa que não poderiam ter ali. Decidiram ir juntas para um bar da escolha de Viola e pegaram a mesa mais distante da movimentação. Mia voltou cinco minutos depois com uma taça de cerveja para cada uma delas.
— Então você sabe quem eu sou? — Perguntou à Viola.
 — Cameron me envia fotografias frequentemente. Eu disse o quanto era imprudente, mas ele não se importa.
— Então você sabia que eu viria?
— Não, mas sabia que era só uma questão de tempo até alguém aparecer. Vai me contar por que está aqui?
— Direito ao ponto? — Mia sorriu.
— Sou uma mulher ocupada, Senhora Strauss. Ficar de bobeira em um boteco não me ajudará a pagar o aluguel.
— Estou aqui por causa de Frank.
No olhar que antes ostentava confiança, agora Mia só enxergava incerteza. Então era esse o poder que o nome de Frank possuía sobre Viola Sebbert?
— Temo não poder ajuda-la com isso — Viola respondeu.
— Na verdade, você é a única que pode me ajudar.
— Não sei que tipo de problemas você tem com Frank, mas para o seu próprio bem, aconselho que fique longe dele.
Mia a avaliou com o olhar.
— Você sabe quem ele é, não sabe? Sabe o que ele e seus seguidores fazem com as pessoas?
— Foi um prazer conhece-la, Senhorita Strauss — Ao tentar levantar, Mia segurou seu braço.
— Não, por favor, fique. Eu e meus amigos precisamos de ajuda. Um deles foi para o hospital depois de ser atacado por uma gangue de motoqueiros.
Aos poucos Viola sentiu como se todas as tentativas de não se envolver pessoalmente estivessem lhe dando as costas. Seu ponto fraco, sua ferida aberta, agora falavam mais alto. Pai, o que você fez com esses pobres coitados? Fora uma vida inteira fazendo as mesmas perguntas.
— Meu Deus... — Sussurrou, voltando ao seu lugar. — Havia uma parte de mim que ainda acreditava que isso teria um fim.
— Então é verdade? É ele quem está por trás disso tudo?
— Nem sempre foi assim — Sem coragem de encará-la, fitou a mesa. — O grupo foi fundado por William Falchuk, das igrejas Faith Ministry, em 1989. Desde então houve apenas três líderes. O próprio William, Martin Rivers, e agora meu pai. Cameron e eu éramos os próximos na linha de sucessão, mas algo deu errado.
— O que eles querem?
— Eu não sei. Discrição sempre foi a regra mais importante para eles. Se estão atacando membros da alta sociedade e cheios de influência, como você e seus amigos, devem estar preparando algo grande que nem a Casa Branca verá chegando — Viola suspirou. — Meu Deus, não acredito que isso está acontecendo.
O que havia dito fez Mia pensar. Poderiam mesmo ter mais poder que a Casa Branca? Não, era impossível. A única maneira de vencer seria... atacar antes que soubessem o que estava acontecendo.
— Viola, você precisa nos ajudar. Seu depoimento pode fazer com que Frank fique na cadeia pelo resto da vida.
— Não posso — Disse Viola. — Você não sabe do que ele é capaz. Na última vez que o desafiei ele me apagou completamente e me mandou para o fim do mundo. Não há como ganhar essa batalha.
— Você é filha dele, deve haver algo que possa fazer.
— Sinto muito, mas não posso me arriscar. Vocês estão por conta própria. Sinto muito.
Sem mais a dizer, Viola ficou de pé e caminhou em direção à saída. Dessa vez, tudo o que Mia pôde fazer foi vê-la partir junto de sua única chance de salvar seus amigos... e seus irmãos. Ela estava apavorada, observou. O que quer que Frank tenha feito, parecia ir muito além do isolamento que alegou.
— Mia — Viola chamou, de surpresa. — Não posso ajuda-la, mas há algo que precisa saber — deixou à mesa um pingente em forma de coração. — Frank Ridell não teve um menino e uma menina, teve dois meninos. Desejo sorte a você e a todos os seus amigos.
Assim Viola partiu, deixando Mia sozinha para esclarecer suas dúvidas. Frank teve dois meninos ao invés de um menino e uma menina?
Só conseguiu juntar todas as peças quando abriu o pingente em dois e revelou duas fotos. A primeira mostrava Cameron, com não mais que cinco anos de idade. E a outra mostrava um menino negro, pelo menos cinco anos mais velho que Cameron... e parecidíssimo com Viola.
— Ai meu Deus... — Mia sussurrou.
Se Frank não a admitia em sua vida, se estava disposto a gastar milhões para esconde-la, então Viola era... Transexual.
 

O terceiro dia de julgamento teve início com o depoimento de duas testemunhas de defesa: Yolanda Havrini, a cozinheira chefe da mansão Ridell, e Daniel Doft, o membro do grupo de esportes radicais que mais se aproximava de um amigo para Cameron. Ao final da sexta hora, Regina concluía o interrogatório com Hank Zelleger, o síndico do edifício Tarrigan, onde Cameron costumava morar.
— Desde que Cameron se mudou, há quatro meses, não houve nenhum incidente? — De um lado para o outro Regina caminhava, as mãos entrelaçadas nas costas.
— Não — Hank respondeu. — Nunca tivemos problemas com Cameron Ridell. Pelo menos até Alex chegar.
— A Senhora Winick informou que você se ofereceu a depor. Por quê?
— Não sei se é permitido dizer — O olhar de Hank foi de Melinda à juíza Goode, da juíza ao júri, do júri a Regina.
— Confie em nós — Regina prometeu. — Não há nada que não possa nos dizer.
—Neste caso, gostaria de fazer uma denúncia. Há duas semanas, o Senhor Alex Strauss... — fez um gesto com o a cabeça. — procurou a mim e a minha esposa em nossa residência. Ele nos ofereceu dinheiro para mentir neste tribunal dizendo que recebemos inúmeras reclamações de vizinhos que ouviram a suposta briga na noite do incidente.
Cochichos ecoaram pelo tribunal como uma melodia controversa. Diante da verdade, Alex precisou fazer o papel de injuriado.
— Ele está mentindo — Murmurou, tanto para si quanto para os que o rodeavam.
— Silêncio — A juíza Goode bateu o seu martelo. — Senhor Zelleger, o senhor tem ideia da gravidade de sua acusação?
— Sim, meritíssima. Infelizmente, tudo o que disse é verdade.
— Posso perguntar o que meu cliente supostamente ofereceu em troca de sua ajuda? — Regina deu um passo à frente.
— Trinta mil dólares. E prometeu fazer com que nosso filho fosse admitido em Yale, caso ajudássemos.
— Muito bem — Regina assentiu. Agora era hora de destruí-lo. — O Senhor está ciente do processo judiciário aberto contra Simon Strauss, o patriarca da família?
— Não senhora.
— O Senhor Strauss está sendo investigado por fraude e desvio de dinheiro, que, de acordo como o FBI, datam à época em que se firmou como o Presidente da Strauss International aos dias atuais. Mês passado, Simon decidiu desafiar as autoridades e sair do país ilegalmente para não responder por seus crimes. O senhor sabe qual procedimento a justiça deve seguir mediante a esta ocorrência?
Hank engoliu em seco. Sentia que estava entrando em um jogo perigoso que iria perder.
— Não senhora.
— Os bens da família devem ser confiscados e todas as suas contas são congeladas. Então diga-me, Senhor Zelleger, como meu cliente pretendia arcar com os custos do suborno se não tem mais acesso a sua fortuna?
Hank novamente cedeu ao jogo de olhares. Da juíza ao júri, do júri a Alex, de Alex a Regina. Gaguejou ao tentar responder, até perceber que não lhe havia restado argumentos.
— Ele... Ele tentou me subornar. Eu juro.
— Em um julgamento, as evidências estão acima dos juramentos — Regina voltou-se ao júri. — Se meu cliente não tinha acesso a sua fortuna, como poderia subornar o Senhor Zelleger e financiar um novo veículo para o Senhor Dashner, como sugeriu a Senhora Winick? Espero que esta conspiração termine aqui. Sem mais perguntas, excelência.
Enquanto o tribunal saudava a advogada com mais uma onda de cochichos, Alex exibia um tímido sorriso de satisfação. Era o bastante para o terceiro o dia, mas seria o bastante para garantir sua vitória? Se dependesse de Kerr, teria surpresas maravilhosas antes do julgamento chegar ao fim.
O próximo recesso foi anunciado, e sem mais delongas, a multidão foi dispensada. Alex permaneceu na corte ao lado de sua advogada pela hora seguinte, cumprimentando aliados, recebendo o pesar em nome da família e digerindo as mais esdrúxulas das felicitações. Realmente não precisava fazer tanto esforço. Seria sempre um prazer conhecer pessoas que abominassem a existência de Cameron Ridell tanto quanto as últimas semanas o obrigaram a abominar. Suas máscaras de afeto, porém, vinham com um alto preço.


Todos os dias Alex esperava que a multidão se dispersasse na corte para se trancar no banheiro masculino. Olhava-se no espelho, sussurrava insultos para si mesmo, bagunçava o cabelo, socava a parede e gritava o mais alto que podia. Às vezes também precisava sangrar, de qualquer maneira, para que então sua consciência o deixasse em paz.
E lá estava ele outra vez para repetir o ciclo vicioso. Bagunçou o cabelo, folgou a gravata e se olhou no espelho.
— Mentiroso... manipulador... egoísta... bastardo... doente... maldito filho da puta... se eles descobrirem, você está fodido...
Logo em seguida vieram os gritos, os socos na parede, o sangue em seus punhos. Satisfazia-se a cada ato de sua loucura a medida que a encarava. Tinha razão, era o bastante para o terceiro dia agora que havia se machucado.
Deixou a corte com o paletó sobre o ombro direito e desceu para o metrô. Estava na porta do apartamento de Lydia em menos de meia hora. No final do dia, era a única pessoa feliz em vê-lo.
— Alex, querido — Cumprimentou-o. — Entre.
Alex fez assim como ela disse.
— Deseja algo para beber? — Perguntou a ele.
— Só água, por favor.
Com toda a correria do julgamento, Alex havia esquecido que ainda tinha um corpo em funcionamento por baixo de suas roupas. Seria bom tomar treze garrafas de água e comer qualquer iguaria que sua avó tenha preparado. Quando foi que comecei a chama-la de avó? Perguntou-se. A overdose havia levado mais que sua compaixão, no fim das contas.
Quando ela voltou, sentaram-se frente a frente nos sofás. Por sorte ela trouxera consigo uma garrafa de água gelada para que Alex repetisse quantas vezes quisesse.
— Você está com muita sede — Disse após o sexto copo.
— Faz um tempo desde a última vez que tomei um destes.
— Entendo. Como foi no tribunal?
— Como o esperado. Não saberemos de nada até terminar.
Lydia assentiu. E novamente estava enchendo o copo de Alex até a boca.
— Não tem notícias de sua mãe? — Perguntou esperançosa.
Alex pensou por alguns instantes antes de voltar a falar.
— Não. Edward está fazendo o que pode para encontrá-la. Ainda há esperança.
— Sempre há, querido. Até para você.
— O que isso quer dizer?
Lydia mostrou seu mais belo sorriso de avó coruja... e agente dupla da CIA e da máfia russa.
— Você esperava que eu acreditasse neste teatro? Eu sei exatamente o que está acontecendo dentro daquela corte.
— Você... sabe?
— Há algum tempo.
Agora Alex estava confuso.
— E não vai me impedir?
— Querido — Ela tocou carinhosamente em seu rosto. — Você precisa do dinheiro e da vingança. Quem sou eu para ficar no seu caminho? — Ao ouvir o telefone tocar, sorriu para ele uma última vez e levantou para atender.
Alex mal sabia o que tinha acabado de acontecer. Deu um ar de risos debochado, como se estivesse fazendo chacota da situação. Na verdade, era exatamente o que precisava fazer.
Desde que chegara à mansão, Lydia Strauss tem tornado impossível manter segredos. Sabia sobre Jensen antes que contasse; sabia que Denise, sua mãe adotiva, faria um escândalo quando descobrisse sobre seu namoro; e sabia, antes de si mesmo, sobre sua orientação sexual. Agente secreta, reforçou a ideia. Amava-a mais a cada dia que passava, ainda que corresse o risco de acordar e descobrir que o próximo seria o último.
— Ai meu Deus... — Lydia sussurrou, atordoada.
— O que aconteceu?
Pouco a pouco ela declinava o telefone de sua orelha.                         
— É da clínica — Disse a ele. — Gwen cometeu suicídio. 

Next...
4x14: Internecine (23 de Abril)
Outch! Alex está cada vez mais parecido com um alguém de olhos verdes que conhecemos na 1ª temporada. Saudades lentes de contato, hahaha. Semana que vem teremos algumas conclusões já para o final do Livro 2. A briga entre Theon e Nate vai finalmente terminar, mas será que eles sobrevivem a isso? E também já é chegado a hora de Mia dar uma lição em um certo golpista. Quero todos aqui lendo sobre essa destruição mútua, como o nome do capítulo já diz, ta? <3

Agora conheçam Viola, a primeira transexual de The Double Me! Finalmente pude abrir espaço para explorar a diversidade; e de uma maneira que fizesse sentido, não apenas para jogar um personagem no nada e esperar que os leitores ficassem satisfeitos com isso. Viola terá um papel muito importante no final deste livro e já está confirmadíssima para o 3º e último livro da série. Este é apenas o começo do que pretendo mostrar como representatividade. O que começou mostrando a história de uma dúzia de padrõeszinhos, vai terminar com uma bela desconstrução heteronormativa, tanto para a aprendizagem dos personagens quanto para a dos leitores. E sim, esta sempre foi a minha intenção. Espero ver vocês lá <3
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2 Comentários

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2 comentários:

  1. Sinto muito por não ter comentado no capítulo passado, fiquei sem tempo e quando finalmente pude ler já estava na véspera desse capítulo, então decidi esperar pra poder comentar aqui.
    Eu já prevejo o Alex caindo, e até sinto dor por ele. O que mais me machuca é imaginar a provável reação do Thayer quando descobrir. E fiquei chocado quando vi que ele estava buscando conforto com a Lydia. Eu enxergo essa personagem como uma espécie de "Curinga" da história, ela aparece pouco, mas quando dá o ar das graças é pra oferecer suporte aos personagens.
    Isso da Viola me surpreendeu tanto, e nem preciso dizer que adorei. Que bom saber que ela vai aparecer novamente, já me conquistou naquela cena do bar.
    Adoro como os personagens da história têm um motivo para serem o que são, não é nada empurrado para nós. O Cameron é um dos vários exemplos. Aquela cena no tribunal, onde ele está de frente para o pai, foi uma das mais esclarecedoras sobre a personalidade dele. Dá pra ver que aquilo moldou ele e o transformou no que é hoje. O mesmo vale pro Nate, pro Theon e até pro próprio Alex, atualmente.
    Enfim, já me preparando psicologicamente para o episódio da semana que vem.

    P.S.: Gwen morreu (e junto com ela a chance de uma possível volta da personagem nas próximas temporadas). Isso foi uma coisa que eu não esperava MESMO.

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    Respostas
    1. Senti sua falta mesmo, Jairo, mas imaginei que não tivesse tempo pra ler ou algo do tipo. Nas temporadas passadas às vezes eu nem tinha tempo de postar no dia haha.
      Agora que a história está na reta final muita coisa será explicada. 3 capítulos pra finalizar a história do Theon, desenvolver a morte da Gwen, ensinar algumas coisas pro Alex e quem sabe acabar de vez com os The Judges, haha. Não quero dar spoilers, mas pouquíssima coisa vai ficar pro próximo livro.
      Espero ver você por aqui. Quero muito saber sua opinião sobre a última cena dessa temporada <3

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