quinta-feira, 21 de abril de 2016

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x18/19: There's A Fine, Fine Line / It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)


"Isso foi um erro ou foi arrogância?"

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Quanto uma pessoa pode suportar? O quanto ela pode ser ferida e machucada até que chegue o momento de redenção? O quanto ela pode ficar em pé e defender aqueles que ama, não importando a opinião alheia? O quanto essa pessoa tenta mudar suas próprias convicções para não ferir o seu parceiro? Em Grey's Anatomy: 2 episódios.

Nesse evento duplo, o foco recaiu sobre uma das personagens mais queridas pelos fãs: Miranda Bailey, que de algumas temporadas para cá veio perdendo a sua essência lá do início da série, mas nem por isso deixou de cativar o público. Os desafios que ela enfrentou nesta semana não foram poucos, e claro estiveram relacionados a sua vida profissional, mas muito intimamente com sua vida pessoal, já que todo o caos e problema tema destes episódios foram a arrogância de seu marido.

Vamos do início, e o mais importante a ser dito é que não precisávamos de um episódio duplo. Verdade seja dita, apesar de ser uma história que foi bem aproveitada, temos que admitir que antigamente quando existia um evento duplo em Grey's já sabíamos que coisa boa não era, que algo iria abalar a estrutura tanto dos médicos como dos espectadores, e dessa vez, apesar de tudo bem colocado, não havia necessidade de venderem esse peixe do jeito que venderam.

Primeiramente temos que analisar os dois capítulos unicamente evidenciado que em um primeiro momento temos a inicialização e estabelecimento das tramas principais, enquanto o segundo se certifica de concretizar o que o primeiro começou. Nesse aspecto tudo certo, tudo OK, já que essa velha cartilha nunca mudará. O ritmo, apesar de não alucinante como já foi um dia (saudades tiroteios) é bem equilibrado e os oitenta minutos funcionam perfeitamente para contar uma história com início, meio e fim.

Assim sendo, os problemas começaram quando Warren decidiu abrir uma mulher grávida no meio do corredor enquanto o hospital estava em Código Rosa por causa de uma criança mimada fujona. Assim como em uma crítica passada onde comentei a premeditação do personagem, dessa vez tudo se multiplicou por mil, já que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, ele não teve tanta sorte como da primeira vez. Quis sair como herói e acabou perdendo duas vidas, tirando a mãe de uma família que já se via em uma situação mais que complicada.

Bailey bem que tentou achar todas as alternativas para diminuir a culpa de seu marido e a sua própria. Entendo completamente a personagem, já que desde o início ela foi a casca grossa com o maior coração, e suas atitudes condizem naturalmente com sua personalidade desde o princípio da série. O primeiro episódio principalmente usou aquele recurso de ir e voltar no tempo para contar e apresentar todos os fatos relevantes para toda a situação, coisa que Grey's já utilizou antes e que dessa vez funcionou tão bem quanto as outras.

Por mais que eu entenda tudo pelo que a Chefe estava passando, não concordei com todas as suas ações, já que ela parecia, primeiramente, desesperada para achar quem culpar que não fosse o verdadeiro culpado. Felizmente ela foi se desconstruindo no decorrer do tempo e foi notando o que estava fazendo de errado, e percebeu que ali, naquele quadro, ela devia separar o Estado da Igreja, pra poder trabalhar de uma forma em que a mesma não se culpasse tanto, e pudesse lidar com Ben como um residente qualquer (claro que isso não foi uma tarefa fácil).

Warren por outro lado só se perdeu no meio da confusão. Nunca fui fã do personagem, mas também nunca tive problemas com ele, mas a partir de agora o vejo com outro olhos. Foi interessante as questões levantas por Miranda (óbvio) sobre remorso e culpa, sentimentos esse que Warren não aparentava ter. O que parecia era que ele se arrependia do que fez, não por culpa e sim por ter sido pego. E olha que quele discurso de não ter visto a porta do elevador aberta não colou nada, pelo menos comigo. Sem falar em todos seus momentos de fúria onde eu queria dar na cara do personagem, ou mesmo como tratou sua esposa, como se ela estivesse errada ou exagerando nas medidas tomadas

No final de tudo, a melhor coisa que esses episódios trouxeram foi Miranda como centro da trama, que soube muito bem se ver no meio dos problemas e tentar resolve-los, mesmo que não de formas mais convencionais. Chandra Wilson mostra também seu poder de atuação em despertar no público várias sensações, como dúvida, raiva e apreciação do poder daquela mulher, que sempre soube ser autêntica e consistente como médica e ser humano.

Com um evento de duas horas, Grey's deixa claro todo seu potencial em fazer drama, apesar de achar que não havia necessidade de um episódio duplo. Agora mais perto do final da temporada, todas as tramas paralelas parecem estar se encaminhando para algum lugar, como April e Jackson e Arizona, Callie e Penny, que ou se resolvem ou se estripam. Vamos esperar pelos próximos acontecimentos.

P.s.: Eu não aguento mais o Owen querendo culpar o Riggs por tudo.
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