quinta-feira, 7 de abril de 2016

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x16: When It Hurts So Bad


A ferida aberta vai continuar aberta.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Quais são os desafios diários que um médico pode enfrentar? Sinceramente antes de conhecer as famosas séries médicas, essa era uma questão que nem passava pela minha mente. É aquele velho paradigma que criamos ainda quando somos crianças, tal como "o professor não existe fora da escola". E isso é bem uma verdade: estamos acostumados a ver aqueles seres naquele ambiente e fora dele, o profissional não existe. Grey's Anatomy ainda é soberana no que faz justamente por nos entregar a vida como ela é, as vezes cruel e as vezes agridoce.

Desse modo, vivendo nesse mundo onde o "eu" é muito importante, se ver na pele do outro e enfrentar os seus problemas ainda é algo que o ser humano não está habituado. Verdade seja dita, ninguém nunca pode afirmar com toda a certeza que sabe o que estamos sentindo, ou por não ter vivido x experiência, ou por a intensidade de sentimentos ser completamente diferente.

Essa semana Grey's faz questão de entregar um episódio que trata de alguns sentimentos que muitas vezes nós negligenciamos, por diferentes razões. Meredith é com certeza o exemplo claro do que quero dizer, que tentou, tentou, mas no final admitiu que não estava pronta para o que vinha a seguir. Mer sempre foi uma personagem complexa e que as vezes não tomou as melhores decisões, e aqui, percebemos que suas atitudes, pelo menos iniciais, era muito mais por pressão de terceiros do que pelas suas próprias emoções. Ela mesmo fala isso em certo ponto em uma conversa com Karev, ela achou que estava pronta porque os outros disseram que ela estava pronta.

Acabou que tudo deu errado. Ela viu que a morte de seu amado, apesar de já ter passado dois anos, ainda é uma ferida aberta em seu coração, e que ir pra cama com outra pessoa ainda é algo que a mesma considera como uma traição, tanto para a memória de Derek como para com seus próprios sentimentos, ainda latentes e não tão bem definidos. No decorrer dos quarenta e dois minutos podemos sentir como ela vai assimilando aquele turbilhão de situações que passam pela sua cabeça e como a mesma, mesmo admitindo que não está pronta, ainda vai tentar curar essa ferida aberta.

Outro destaque importante foi o aprofundamento da relação de Callie e Penny. O casal tem seus problemas desde a descoberta de que Penny era a médica que atendeu Derek após seu acidente. O roteiro faz questão de levantar algumas ocasiões do passado de Callie justamente para apontar decisões na vida da personagem que a mesma não teve tanta calma na hora de realizar as escolhas. Com tudo, no final tudo se resolveu e pesar do casal não ser tudo aquilo, depois dessa semana vi um potencial maior nas duas.

Por fim, mas não menos importante. Catherine Avery apareceu como um anjo mal, só para me fazer ter uma certa antipatia pela mesma. Ela chegou, teve um diálogo interessante e de apoio com April só para no final revelar um plano maquiavélico para "pegar" a mesma. Não acho que Jackson vá deixar que a mãe faça algum mal a sua ex-esposa, mas isso ainda é uma lacuna enorme.

Com mais uma semana que cria novas possíveis tramas para os próximos episódios, Grey's não desaponta por saber permear todos os núcleos de forma satisfatória, o que dá o destaque merecido de cada um no elenco. Minhas preocupações agora são mesmo direcionadas a April que ao que tudo indica enfrentará um embate pesado contra seu ex-marido e sua ex sogra. Vamos ver por onde esse roteiro maravilhoso vai nos levar.

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