sábado, 12 de março de 2016

[Livro] The Double Me - 4x08: You Ruin Me [+18]

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4x08:You Ruin Me
“Todos os corações partidos ainda batem”.
  
Mia observou atentamente cada um dos rostos que a encaravam.
— O que aconteceu? — Perguntou, voltada ao irmão. — Por quê precisamos nos mudar?
— Querida, sente-se, por favor — Pediu sua mãe.
— Eu não quero sentar — jogou a bolsa no chão em um movimento ríspido. — Eu quero saber o que está acontecendo.
Nate suspirou gradativamente em nome de sua impotência. Tudo estava desmoronando, e mesmo assim todos esperavam que fosse o pilar da família.
Então ele seria.
— É Simon; o FBI o está investigando por fraude e desvio de dinheiro datados na época em que era Presidente da Strauss International. Durante o inquérito, eles decidiram tirar nossos recursos, tanto para impedir que ele receba auxílio financeiro em fuga quanto para incentivá-lo a se entregar e fazer um acordo. Nossas contas bancárias estão congeladas e nossos bens serão apreendidos. A mansão vai a leilão dentro de algumas semanas.
— Ai meu Deus... — Mia sentou-se ao lado da mãe; o olhar não negava o estado de choque. — Não há nada que podemos fazer?
— Temo que não, Senhorita — Respondeu o homem de terno marrom. — É possível resgatar parte dos bens caso ele se entregue, mas é improvável que isso aconteça sem a colaboração de sua família.
— Eu já disse que não sabemos aonde ele está — Nate quase gritou.   
Seu advogado era mesmo tão ingênuo? Se o futuro da família Strauss dependesse da condenação equitativa de Simon, seria um preço pequeno a se pagar. Teria prazer em ser prestativo com as autoridades se soubesse de seu paradeiro. O problema estava na possível discordância moral do restante da família, que nunca deixaria seu patriarca por conta própria.
— O que acontecerá com a empresa? — Mia quis saber.
— A Strauss International entrará em processo de recuperação judicial — Disse-lhe o irmão. — O comando agora estará nas mãos de um administrador judicial da escolha do estado.
Mesmo mantendo o silêncio, suas palavras pareciam ter atingido a todos.
— Isso é inacreditável — Disse Judit. — Em dois dias preciso estar em Portugal para representar uma de nossas filiais. Isso significa que precisarei cancelar a viagem?
— Não, senhora — Respondeu o homem de tenro azul escuro. — Este processo levará algumas semanas. É bom manter seus compromissos para ratificar a seriedade e a competência da administração atual.
Nate já tinha ouvido o bastante. Levantou do sofá e tirou caminhou até a janela, segurando o celular na orelha.
— Para quem você está ligando? — Judit perguntou.
— Alex. Ele deveria estar aqui. Aonde Lydia está?
— Em seu quarto, preferi não acordá-la. Não sei como reagiria a esta notícia.
— Atenda, atenda, atenda — Nate sussurrava para o aparelho quando a mensagem da secretária eletrônica começou a ser reproduzida. Alex continuava incomunicável através de seu número. — Maldição! — E jogou-o contra a parede mais próxima.
O silêncio formado em sua explosão acarretou-lhe olhares de medo e perplexidade. Era isso o que Theon queria? Destruir seu patrimônio, para então reduzi-los a nada? Brett tinha consigo um roteiro bem claro quando decidiu invadir a mansão. Theon queria que Alex soubesse o que o FBI tinha contra seu pai; queria que deixasse-o fugir, do jeito que deixou, para que não passasse a vida inteira em um presídio. Apenas com o criminoso em fuga as autoridades tomariam posse de tudo o que lhes pertencia. Apenas limitando seus recursos os Strauss certos estariam vulneráveis outra vez.
Theon é um gênio, Nate precisava admitir. E isso só provava o quanto seu inimigo estava empenhado em seu olho por olho.
— Senhor — O advogado ficou de pé. — Entendo que este é um momento delicado, mas peço que mantenha a calma. Há muito a ser discutido. Em situações como esta, o melhor é agir rápido.
— O que podemos fazer? — Judit indagou.
Mia já estava com a resposta na ponta da língua:
— Precisamos provar que não mantemos contato com Simon e que estamos dispostos a colaborar com as investigações.
— Exatamente — Concordou o advogado. — Mas isso não é tudo. As informações que fundamentam a acusação de Simon estão sendo fornecidas por um membro anônimo com acesso restrito da Strauss International. Para desmerecer sua credibilidade perante o júri, precisamos descobrir de quem se trata.
— Eu sei exatamente de quem se trata — Nate afirmou. — Se atacarmos, iremos perder.
Mia assentiu para si mesma. Até mesmo Nate temia a retaliação de Theon... qual peça restou para ser movida?
— Há muito em jogo, não podemos arriscar desse jeito.
— Preciso fazer uma ligação — Disse o advogado. — Dependendo do que conseguir, podemos ter uma chance.
Era uma promessa que Nate esperava se cumprir. Confiava em Profit, sabendo que Simon não foi parar atrás das grades uma década atrás apenas por seu talento. De qualquer maneira, desejaria boa sorte a qualquer pessoa que decidisse enfrentar Theon nos tribunais.
As horas se passaram enquanto, lado a lado, a família Strauss recebia o veredicto. No final da noite, só havia restado pequenas esperanças com que poderiam contar e o desejo de ver um milagre acontecer. Judit e Mia subiram para seus quartos, em busca de um sono profundo que nunca viria. E Nate outra vez pegou a estrada para se encontrar com o irmão. Havia apenas um lugar onde poderia estar depois da briga no apartamento de Thayer.
Thayer, ele lembrou. Na verdade, pensara nele a noite inteira, sempre que Profit lhe exigia mais foco e comprometimento. Alex deveria estar lá, ao seu lado, segurando uma de suas mãos. E estaria, assim que tivessem a conversa definitiva.
Cameron e Alex chegaram ao edifício por volta das onze da noite, após uma sessão de cinema com filmes de zumbís. Entre beijos e sorrisos, avançaram para dentro do estacionamento em busca de uma vaga, com Cameron na direção do carro de Nate.
— Você viu a cara dele quando devolvemos o carro? — Cameron gracejou.
— Eu achei que precisaríamos chamar uma ambulância — Disse Alex, gargalhando ao mínimo esforço.
— Ele é um otário.
— Vamos lá, foi divertido — Voltou a beijá-lo, dessa vez mais delicado.
— Foi divertido.
— Vamos fazer de novo?
— Faremos o que você quiser.
— Hey, dobre aqui — Alex apontou, e Cameron manuseou o volante até a vaga correta.
Com o carro parado, Alex só havia pensado em uma maneira de terminar sua aventura. Tirou o casaco, sentou no colo de Cameron e deslizou a mão por seu peitoral, os lábios colados aos dele.
— O que você está fazendo? — Cameron conseguiu perguntar.
— Não tem ninguém vendo.
— Alguém pode chegar...
Alex se aproximou para sussurrar-lhe algo no ouvido.
— Eu te faço gozar antes disso.
Era todo o incentivo que Cameron precisava.
Agora era ele quem estava no comando, dominando Alex com seu tamanho desproporcional e os braços fortes em sua volta. Suas mãos iam e vinham das costas a extremidade das coxas, apalpando, apertando, brincando com o volume da traseira de Alex por cima da roupa. Ninguém estava vendo, mas seria um belo show se estivessem.
Com apenas uma exceção.
Empunhado de um cano enferrujado, Nate apareceu de surpresa para acabar com a festa. Alex e Cameron só perceberam que tinham companhia quando o viram quebrar os faróis do carro, um por um, em meio a sua fúria.
— Ai meu Deus! — Alex gritou. — O que você está fazendo?
— Saia do carro, Alex — Nate abriu a porta do motorista e o puxou pela camisa.
Cameron saiu logo em seguida, com as mãos direcionadas ao colarinho de Nate.
— Você ficou maluco? — afrontou-o olho a olho. — Acha que pode brincar comigo?
Nate respondeu-lhe com um murro no queixo que o derrubou no chão de imediato. Nem mesmo Alex conseguia entender o que estava acontecendo, ou sequer os gritos que saiam da própria boca.
— Isso é tudo por sua causa! — Nate acusava Cameron. Vê-lo no chão, limpando o sangue que escorria do nariz, era muito pouco perto do que realmente lhe parecia justo.
— Nate, já chega! — Alex o empurrou. — Que porra você acha que está fazendo?
— Estou salvando você de uma existência miserável ao lado desse verme.
— Não pense nem por um segundo que você tem direito de dizer com quem eu posso e não posso estar.
— Você não pode estar tão cego; sabe que está sendo manipulado.
Nate fitou Cameron a alguns passos, já de pé. Se não estivesse tão enfurecido, talvez percebesse que era exatamente o que ele queria.
 — Eu não sei qual é o seu problema, mas quero que você pare. Agora mesmo. — Alex contra-atacou.
— Por que não prova que estou errado?
— Não quero ouvir mais nada.
— Mas você irá, contra sua vontade. Você já teve chances demais.
— Nate, pare.
— Cale a boca e escute.
— Nate...
— Thayer está doente!
— Eu não me importo! — Alex finalmente gritou. — Thayer não faz mais parte da minha vida, e você, acima de qualquer outra pessoa, deveria respeitar minha decisão. Eu não devo nada ao homem que bateu a porta na minha cara quando eu implorei para não me deixar. E certamente não devo explicações a você.
— Eu vi as fotos, Alex. Você e Cameron estão em todos os sites de fofoca. Se você pretende culpar Thayer ou a mim pelos erros que você cometeu, pedirei que pare por aí.
— A verdade é que eu não me importo — Alex sorriu, os olhos cheios de lágrimas. — Foi algo que aprendi com você, irmão. Eles só podem nos machucar se nos importarmos, não é?
Agora era Nate quem estava prestes a chorar.
— Eu fiz tudo o que pude para impedir que você se transformasse em mim, mas agora vejo que falhei.
— E esta não é a primeira vez — Alex deu um passo à frente; e depois outro, vagarosamente. — Tudo o que você faz é falhar, principalmente com você mesmo. Justin teve que morrer para que você tivesse a chance de ser feliz, e mesmo assim, aqui está, fugindo de tudo que o faz sentir vivo para tentar me salvar. Você quer que eu seja feliz como você nunca será? Agora eu sou.
— Alex...
— Não, você não irá falar. Nada vai me convencer a continuar sendo sua sombra e fazendo todas as suas vontades. Você pode arrumar outro gêmeo sem personalidade que queira seguir seus passos.
Por um momento, Nate não soube o que fazer. Ficou parado no mesmo lugar, olhando para o irmão. E então virou o olhar, como se não soubesse aonde fixa-lo. As lágrimas quase caíram, mas o buraco em seu peito era grande demais para deixa-lo sentir.
— Você sabe quem você é. Só queria que ouvisse seu coração.
Alex se aproximou para sussurrar-lhe a palavra final:
— Que coração? — Ele perguntou; e partiu com o mesmo sorriso que o irmão mostrava a cada vitória.
Cameron seguiu-o logo depois, mas não antes de lançar a Nate uma cópia perfeita do sorriso de Alex. Ele ganhou, Nate admitiu. E agora não pode mais ser salvo.
Era hora de ir para casa.
Caminhou em silêncio até o ponto mais próximo e fez sinal para o primeiro ônibus que havia chegado. Sentou no último banco da última fileira, no lado esquerdo, e lá permaneceu; observando as luzes e o fervor contagiante de uma Nova York que se recusava a dormir.
Nate não sabia quanto tempo havia se passado em sua inércia. O tempo fez sua parte, apesar disso, e mais cedo do que esperava havia chegado ao apartamento de Jensen. Era o mais próximo de casa que lhe havia restado depois da intervenção de Theon, e talvez não por muito tempo.
Jensen não estava lá; teve certeza quando encontrou as luzes apagadas. Jogou o casaco no sofá mais próximo e caminhou até a vidraça.
— Nathaniel — Andy o surpreendeu. Esperava-o sentado na poltrona marrom, de pernas cruzadas. Nate só foi capaz de nota-lo graças ao abajur que ele acendeu para mostrar seus belos dentes brancos.
— Você.
— Não fique tão feliz em me ver.
— Não estou — Nate voltou a atenção novamente à cidade.
— Isso pode fazê-lo mudar de ideia — Andy depositou o pen drive vermelho em cima do cinzeiro.
O olhar de Nate fez parecer que o pequeno objeto era uma bomba-relógio. Talvez até fosse, dependendo do quanto a verdade seria cruel para ofuscar todas suas conclusões precipitadas.
— Você assistiu?
— Pensei a respeito — Andy admitiu. — Mas não fui adiante. Se houvesse algo capaz de destruí-lo no vídeo, eu teria me livrado dele para sua própria segurança.
— A única razão para eu saber da existência deste vídeo é porque Theon me contou. Eu sei que tudo vai mudar — Nate novamente comtemplava a cidade a sua frente. Por trás daquela parede de vidro havia um mundo extremamente frágil prestes a ser despedaçado.
— Então por que assistir?
E Nate sabia a verdade. Depois de todo esse tempo, pelo menos com a verdade poderia contar.
— Durante o funeral de Justin, ano passado, eu entrei escondido em seu quarto uma última vez para me certificar de que não havia deixado para trás nada que me conectasse a sua morte. Mexendo em seus pertences no closet, encontrei um baú cheio de revistas rasgadas e recortes de jornais. Ele rasurava fotos minhas e de todos os seus outros amigos, escrevendo todo tipo de devaneio que apenas ele poderia encontrar sentido. As palavras “magro”, “másculo” e “superior” foram algumas das que encontrei escritas de caneta vermelha sobre várias das minhas fotos. Por cima das fotos dele, que guardava separadamente, haviam as palavras “Feminino demais”, “Baixo demais”, “Precisa se manter em forma”. Ele comparava a si mesmo com todos a sua volta, e eram sempre batalhas perdidas.
 “Você pode achar que eu me responsabilizo por sua morte, mas isso não é verdade. O que encontrei naquele baú me fez perceber que aquilo esteve dentro de Justin por tempo demais, e começou muito antes de nos conhecermos. — Olhou para ele enfim. — Você já ouviu falar de Christian Richmond, o garotinho que se afogou na mansão Priestly há quinze anos? Chamaram de acidente; ele tentou agarrar sua bola de futebol que caíra na piscina e escorregou para dentro. Mas Justin tinha polaroides do garoto se afogando entre seus pertences. Ele o viu agonizar dentro da piscina, e ao invés de ajudar, registrou o momento para nunca mais esquecer”.
Andy desviou o olhar, sem saber o que dizer.
— Ai meu Deus.
— Justin era um monstro. Não imagino quanta dor ele traria consigo se estivesse aqui e conhecesse seus próprios demônios.
— Por que você está dizendo isso agora?
— O preço que as pessoas ao seu redor pagaram por vendar os próprios olhos foi alto demais. A única maneira de saber se estou seguro é conhecendo os demônios de Jensen. Assim poderei enfrentar até os meus.
Andy não precisava ouvir mais nada. Fez as pazes com sua curiosidade e levantou da poltrona.
— Neste caso, desejo-lhe boa sorte — Assim despediu-se. Três passos em direção a porta e lembrou que ainda havia uma última questão a ser esclarecida. — A propósito, aonde estão os polaroides de Justin?
— Rasguei e livrei-me deles com ajuda da descarga.
— Por quê?
— Quando você tem a oportunidade de impedir que as pessoas sintam uma dor desnecessária, você aproveita.
— Mas este não é o seu caso.
Nate sorriu para si mesmo em ironia.
— E nunca será.

Thayer despertou de seu repouso prolongado sob as rédeas de uma terrível dor de cabeça. Aos poucos foi capaz de assimilar a própria consciência; e então, sem qualquer esforço, as últimas lembranças lhe vieram à mente. O jantar dos Van Der Wall, Alex e Cameron, as fotos comprometedoras, a briga no apartamento, a queda repentina. Lembrava até do momento em que fora levado ao hospital e da sensação de estar sendo eletrocutado em cada parte do seu corpo. Dessa vez, e só dessa vez, preferia ser incapaz de lembrar.
Vencendo o incômodo da luminosidade em seus olhos, conseguiu notar Kerr sentado na poltrona ao lado, prestes a cair no sono. Provavelmente teria caído se não estivesse tão atento a qualquer sinal de consciência de seu amigo.
— Hey, você acordou — Sussurrou para ele, mudando subitamente de posição. Os olhos estreitos não negavam o cansaço e a preocupação.
— E você está terrível.
— Você só está dizendo isso porque não pode se ver neste momento.
— Isso quase soa reconfortante — Thayer mostrou um pequeno sorriso, talvez o único que ainda havia lhe restado. Tentando mudar de posição, acabou provocando um acesso de tosse.
— Hey, vai com calma — Kerr se aproximou para ajudá-lo.
— Não se preocupe, este tubo está respirando por mim.
E contra sua vontade, Kerr retornou à poltrona.
Nate tinha razão; Thayer partia um pouco mais a cada minuto. Já não era possível reconhecer o atleta medalhista que antes exibia com orgulho o porte físico. As olheiras, a palidez e as manchas vermelhas pelo corpo ofuscavam qualquer brilho de um passado remoto, obrigando-o a enfrentar o doloroso processo de extorsão da própria vontade. Kerr não se atrevia a imaginar o que aconteceria quando o espelho lhe mostrasse tudo o que havia perdido.
— Você está aqui há quanto tempo? — Thayer perguntou-lhe.
—Nate ligou de manhã dizendo que precisava resolver alguns assuntos, então aqui estou eu.
— Ele... Ele não veio?
Kerr hesitou por um breve momento. Podia ver em seus olhos que falava de Alex.
— Não. Sinto muito.
— Tudo bem — Thayer deitou novamente a cabeça no travesseiro. Agora fitava o teto branco, cheio de assuntos inacabados perambulando em seus pensamentos. — Meu cabelo... eu os ouvi conversando. Você sabe quando irá acontecer?
— Nos próximos dias. Estaremos aqui com você.
— Okay — Engoliu o choro bravamente. — Eu posso fazer isso.
Kerr sabia que sim. Quantos homens enfrentariam a morte de frente e escolheriam lutar, como Thayer fazia todos os dias? Precisava de todo o apoio que pudessem oferecer, mas era o forte o bastante para suportar tudo o que viria a seguir.
— Thayer? — Travis chamou.
A princípio, Thayer pensou estar ouvindo seus pensamentos. Mas então o viu parado em frente a porta, de camisa polo e cabelos bagunçados, a contragosto de seus avós. Nos olhos haviam lágrimas presas; suas velhas conhecidas, e indesejáveis companhias.
—Vou deixá-los a sós — Foi a única coisa que Kerr disse antes sair pela porta.
A troca de olhares era intensa. A sós, de irmão para irmão, não havia nada pior que estar diante da morte.


— Quando você foi a minha sala dizer que precisava de ajuda... — Travis deu um passo à frente. — Era isso... Era isso que estava acontecendo?
— Eu não...                                   
— Você pediu minha ajuda e eu briguei com você e disse coisas horríveis. Por que você não...? Eu deveria saber.
— Eu fiz você passar por muita coisa. Eu não queria... — De repente, faltou-lhe a coragem para dizer as palavras certas. — Eu não queria que passasse por isso também.
— Isso não era escolha sua! — Travis gritou. O arrependimento veio meio segundo depois, quando percebeu que o havia assustado.
Contou até cinco mentalmente, caminhou três passos e respirou fundo. A última coisa que queria era perder a calma outra vez.
— Diga-me, é muito ruim? — Perguntou ao irmão.
— Travis, por favor...
— Diga-me.
Thayer engoliu em seco.
— Chama-se leucemia mielóide aguda. Eles disseram que eu tenho apenas 18% de chances de sobreviver.
Um suspiro veio em resposta, como se a angústia de suas palavras atingisse Travis fisicamente. Viu o irmão abaixar a cabeça, enxugar as lágrimas que escorriam pelo rosto e virar de costas para esconder sua fragilidade. Era isso, não era? Não queria que visse o quanto lhe partia o coração ter que dizer adeus.
— Travis, eu sinto muito — Thayer discorreu, debulhado em lágrimas. — Eu nunca quis machucá-lo. Não sabia que era errado, não sabia o que estava fazendo. Tudo o que eu sempre quis foi protege-lo, mas ao invés disso o destruí.
— Nunca poderia culpa-lo por algo que uma criança de onze anos fez — Virou para encará-lo. — Eu sei que é tão difícil pra você quanto é pra mim. E eu sei que, assim como eu, você tenta apagar as lembranças daquele dia sempre que acorda. Não há o que perdoar, há apenas o que deixar para trás.
— Mas eu pensei...
— Não importa o que eu disse — Travis marchou até a cama e sentou-se na beirada da esquerda, sem tirar os olhos dele. — Não estou mais com raiva.
— Eu preciso de você. Eu preciso muito de você.
— Estou aqui — Segurou sua mão. — Você é a única família que me importa. E eu me recuso a deixa-lo morrer.
Thayer esticou-se na cama para o abraço apertado que tanto almejava. Até onde sabiam, poderia ser o último. 


A noite de Jensen terminou com um jantar, dois copos de whisky e uma amistosa partida de xadrez contra o pai, na mansão McPhee. Após sua derrota prevista, pegou o carro, comprou uma pizza e voltou ao apartamento, pronto para uma ducha quente.
Nate o esperava como uma estátua de mármore em frente a vidraça, com uma taça de vinho em mãos e os olhos fixados no fulgor notívago de Nova York. Parecia atormentado, de certa forma, se Jensen pudesse confiar em sua intuição. E até nisso era perfeito.
— Hey — Jensen cumprimentou. — Pensei que dormiria na mansão esta noite.
— Não esta noite.
— Algo aconteceu?
Nate levou a taça aos lábios para um gole seco e desinteressado.
— Acho melhor saber por você — Bastou um clique no controle remoto para ligar a TV.
Jensen agora encarava a si mesmo no sofá de Abigail Phillips, quando tinha apenas quinze anos de idade. Vestia sua camisa favorita — que depois acabou nas mãos de Alex — e uma bermuda preta que só lhe cobria até os joelhos. Sempre fora robusto demais para a própria idade; aos quinze, muito já havia do homem que se tornara depois.
— Continue, Jensen — Pediu Abigail. Para sua própria segurança, apenas o paciente aparecia em vídeo. — Você iria falar sobre Nate.
— Não posso falar sobre ele.
— Por que não?
— Não é certo.
— O que você sente?
Jensen abaixou a cabeça por alguns instantes em busca de respostas nos dedos entrelaçados. Coragem, precisava de coragem.
— Nate, o que é isso? — Perguntou diante da gravação, um segundo antes de ver a si mesmo confessar.
— Eu me sinto... vazio — Dizia no vídeo. — O que aconteceu naquela noite deveria ter me afetado, mas agora é como se nada tivesse acontecido. Eu não acho... não acho que acabou naquele momento. Acabou quando o olhei nos olhos e percebi que nunca poderia retribuir seu amor.
— Por que não?
— Eu não sei. Deveria ser mágico, deveríamos nos sentir completos; mas no final, nossa relação acabou se tornando um fardo. Meus amigos acham que foi uma escolha minha... eles olham para Nate e enumeram todos os motivos para que isso não tenha dado certo. Eu não sei, só tenho medo que estejam certos. Se Nate fosse mais... se Nate fosse diferente, será que eu teria feito as coisas de outra maneira? Olharia para ele e veria o garoto dos sonhos ao invés de procurar distrações?
Conhecendo a gravidade de suas palavras, Jensen pediu para que a TV fosse desligada, mas Nate só fez ignorar. Havia mais a ser dito, havia o ponto final.
Eu não quis dizer isso, Jensen lamentou em silêncio. O pior viria logo a seguir.
— O que o fez pensar que poderia dar certo? — Abigail perguntou.
— Ele é o melhor amigo que já tive. Eu estava tão só... ninguém nunca me amará como ele. Por um momento achei que era isso que queria, mas agora está tudo claro. É um alívio saber que ele se foi e eu nunca vou precisar encará-lo para dizer a verdade.
— E se pudesse vê-lo outra vez?
— Eu pediria desculpas. É tudo o que poderia fazer.
Então Jensen decidiu que já tinham visto o suficiente. Depois de mais uma recusa, caminhou até a TV para apertar os botões. Nenhum funcionava.
— Nate, já chega! Desligue isso!
— Ainda não acabou.
— Nate, desligue isso!
Atendendo seu pedido, Nate arremessou a taça de vinho em direção ao monitor. O golpe deixou um enorme buraco no centro soltando faíscas para todos os lados.
— Não era o que você queria? — Caminhou até a mesinha de bebidas para pegar outra dose. — Sua censura seletiva é comovente.
— Aonde você arrumou esse vídeo?
— Isso importa?
— Importa para mim, porque tudo o que você acabou de assistir não passa de uma grande mentira.
Nate debochou com um ar de risos cheio de amargura.
— Esperei por você durante uma hora, me perguntando se havia sentido deixa-lo falar. Mas parece que nada mudou. Você ainda é o mesmo covarde que sentou no sofá de Abigail Phillips e pediu desculpas por não conseguir amar nada além de si mesmo.
— Eu não sou mais essa pessoa. Você, acima de qualquer um, deveria saber disso.


— Será? Tudo o que você tem feito ultimamente é me colocar num pedestal imaginário onde só há espaço para o Novo Nate. Eu existia, Jensen, muito antes de me tornar o que você está vendo agora.
Jensen assentiu contra a vontade, ofendido até o último fio de cabelo.
— É disso que se trata? Essa guerra interna entre o que você é e o que costumava ser?
— Sabe o que eu queria agora? — Deu um passo à frente. — Queria nunca ter mudado. Queria ter continuado em Paris como o garoto gordo e rejeitado que vocês me fizeram ser. Aquela existência patética, por mais miserável que fosse, teria me dado muito mais dignidade do que deixar você dormir na mesma cama eu. “Acabou quando o olhei nos olhos e percebi que nunca poderia retribuir seu amor”. Não foi isso que você disse? É claro. Tudo o que você precisava era de um incentivo depravado para abrir seu coração — Nate abriu os braços como se fosse fazer um grande anúncio. — Aqui estou eu, seu namorado perfeito. No lugar da barriga há músculos; no lugar da sensibilidade há luxúria. Olhe para mim. Não quer me pegar com seus braços fortes e me foder contra a vidraça como um animal? Eu sei o que você está vendo, sei o que você está sentindo. E para ser justo com nós dois, eu lhe digo: Nada disso é real.
— Eu sei que você não acredita nisso. Por mais que você tente, por mais machucado que esteja, sabe que eu te amo mais do que poderia amar a mim mesmo.
Não sei mais o que é real, Nate pensou. Seu corpo inteiro captava a voz de Jensen como uma espécie de encantamento, despertando ânsias e tremores que vinham de dentro para fora. Se lhe permitisse acreditar, mesmo que só por um segundo, aquilo nunca teria fim.
— Por favor, olhe tudo o que passamos juntos — Jensen deu um passo em sua direção. — Como você pode ao menos cogitar a possibilidade de tudo isso ter sido uma mentira?
Próximos do jeito que estavam, todas as defesas de Nate entraram em pânico. Seus olhos mudaram de direção, obcecados por uma escapatória, sem saber aonde fixar. Vozes gritavam-lhe comandos insensatos e ensurdeciam sua razão à medida que seus sentimentos tentavam criar raízes.
— Não... eu preciso sair daqui — olhou inquieto para todos os lados em busca de seu casaco. Uma vez encontrado, vestiu-o com agilidade e caminhou em direção a porta.
Era óbvio que não seria tão fácil.
— Nate, você não vai fazer isso comigo — Jensen o segurou pelo braço.
— Já está feito! — Nate gritou, os olhos alucinados. — Você não pode continuar com isso, não pode me pedir para ficar depois de tudo o que eu ouvi. Eu nem consigo... Como eu poderia...? Está tudo fodido demais.
— Não é assim que eu me sinto. A pessoa que você viu naquele vídeo era apenas um reflexo do jovem mimado e egoísta que eu costumava ser. Quando você entrou na minha vida, tudo mudou. Você me mostrou que eu poderia ser um homem melhor, me mostrou que eu poderia ser bom o suficiente para merece-lo. Tudo o que eu tenho, tudo o que sou, devo a você. Diga-me que isso não significa nada e eu o deixo partir.
— Esse é o problema, Jensen. Eu poderia salva-lo quatro anos atrás, mas você nem me notou ao seu lado. Precisou me ver derrubando meus inimigos e disposto a machuca-lo para perceber meu verdadeiro potencial. Vai ser sempre assim, não é? Haverá espaço para mim em seu mundo, contanto que eu me limite a um corpo malhado e uma vigorosa conta bancária. É tudo o que as pessoas precisam para me amar.
Os olhos de Jensen brilharam cheios de lágrimas. Estou perdendo-o, pensou. Estou perdendo-o a cada palavra que digo.
— Eu te amo desde que não podia compreender o que isso significava. Nenhum momento de fraqueza pode mudar isso.
— Não há nada que podemos fazer. É o bastante para mim.
— Não faça isso.
— Mandarei um dos empregados pegar minhas coisas amanhã — Nate lhe deu as costas. Uma última lágrima escorreu de seus olhos sem que Jensen pudesse ver. — Sinta-se à vontade para fazer o mesmo quando achar melhor.
— Por favor, não vá — Pediu em meio ao choro. — Sem você não haverá mais nada para mim aqui.
Era exatamente o que Nate pensava. Ao lado de cada verdade que destruiu seu grande amor, também havia uma doce lembrança pedindo para acreditar na mentira. Jensen não o amava, não como gostaria, não como precisava.
— Se eu ficar, você vai me arruinar — E caminhou em direção a porta.
Para Jensen, restava apenas um último ato de desespero.
— Nate — Chamou seu nome. Quando seus olhos se encontraram outra vez, ajoelhou-se no tapete, uma perna de cada vez. — Eu imploro... não me deixe.
Nate franziu a testa, os lábios trêmulos de choro. Jensen McPhee não implorava o amor de ninguém, nem se humilhava por migalhas. Olhando para ele, compreendia que estava em sofrimento. E nada lhe parecia mais justo que a crueldade de um coração partido.
Caminhou até ele, olhou-o nos olhos e aproximou os lábios de seu ouvido enquanto puxava os cabelos da nuca.
— Você está por conta própria agora.
Suas últimas palavras ecoaram vis e cortantes, como o beijo gelado de uma lâmina. Jensen permaneceu no mesmo lugar enquanto o via partir, a cada passo mais distante de seu final feliz. Entorpecido pela incredulidade do que havia perdido, sentiu que havia morrido. Por dentro, por fora, e em tudo o que dizia respeito ao amor.

 

A dor é justa, em todo seu caráter incompreendido. Para cada adeus recitado em sofrimento, há o alívio de uma ferida aberta que nos faz sentir vivos. Nada pode parar o caos devastador de uma perda que insiste em criar raízes; mas do contragosto ao entorpecer, haveria como não perder a si mesmo?


Nate estava lá. Não apenas ele, mas todos que já saborearam a derrota. Encontrou a distração perfeita no canteiro de uma casa noturna, com um cigarro na boca e meia dúzia de tatuagens espalhadas pelo corpo. Seu nome? Nunca iria saber. Pediu um cigarro de sua carteira e recostou-se na parede ao seu lado. As fumaças brincavam uma com a outra, quase escondendo o sorriso sagaz que mostravam um ao outro.
— Quem é você? — O homem perguntou.
— Eu ainda não decidi — Soltou a fumaça como se estivesse beijando-a.
— Quer que eu lhe mostre?
— Você não precisa da minha permissão — Nate aproximou seus lábios, prestes a encontrar os dele.
— Por que não?
— Porque eu realmente tenho um lado selvagem. E hoje à noite ele está se sentindo um pouco... claustrofóbico.
No próximo round, Nate foi levado a traseira da boate, onde encontraram uma cama de lençóis roxos para começar a diversão.
Alex estava na mesma sintonia, lembrando da conversa frustrante que havia tido com o irmão enquanto navegava pelo notebook de Cameron. Pelo visto tudo o que o paparazzo Max Dashner precisava para ganhar os holofotes era flagrar um dos gêmeos Strauss tendo um momento questionavelmente íntimo com outro milionário. Não parecia uma ameaça pelas fotos, embora ostentasse um olhar curioso por baixo de seus longos cabelos loiros.
— O que o aflige? — Cameron perguntou, abraçando-o por trás na cama.
— Nate me pediu para escolher, e eu escolhi você — Olhou para ele.
— Você se arrepende?
— Nem um pouco.
Um beijo selou o pacto. E a dor, assim como a de seu irmão, seria fincada por uma última dose de luxúria.
Amber teve o bastante por uma noite, mas será que poderia dizer o mesmo de seu primo? Bêbada, solitária e cheia de perguntas, acabou sendo uma presa fácil para o conquistador.
— Ela não vale o seu tempo — Disse Dhiego.
— Como pude ser tão estúpida? — Amber fitou a adega a sua frente. Por um segundo, achou que cada uma daquelas bebidas representava um traço de amor próprio que engoliria uma de cada vez.
— Você não é estúpida, é uma boa pessoa. Na verdade, uma das que eu mais admiro.
— Você acha mesmo?
— Eu sei. E não se preocupe, a qualquer momento o destino pode lhe surpreender.
Amber já não tinha forças para continuar. Por melhor companhia que fizesse Dhiego, seu sono era ainda melhor.
Levantou da cadeira da adega e tentou pegar sua garrafa. A rapidez de seus movimentos acabou despertando uma tontura adormecida que apenas seu primo foi capaz de anteceder. Ele estava lá antes que caísse no chão; ao seu redor, protegendo-a como podia. Infelizmente, nenhum dos dois poderia dizer o mesmo da garrafa que se espatifara no chão.
— Tudo bem, estou bem — Ela garantiu numa voz de sono.
— Você não parece bem.
Quando de repente seus olhares se encontraram, nada mais poderia assegurar-lhes o controle. Dhiego a beijou, doce e carinhoso, com as mãos em sua nuca. Amber só teve tempo de pensar no quanto desejava passar a noite com alguém que lhe tirasse Mia da cabeça.
Em sua cama deitaram, extasiados de desejo. E em seu golpe Amber caiu.

Next...
4x09: Now I'm Lying on the Cold Hard Ground (19 de Março)
E assim mais um navio afunda. Semana que vem Alex finalmente descobrirá o que está acontecendo com Thayer, mas isso é tudo que posso dizer. Adorei os comentários no post anterior, fizeram minha semana mais feliz <3
Agora, uma pergunta: O que estão achando dessas mudanças? Separação de casais, personagens bonzinhos se tornando vilões. Podem dar o veredicto haha. Também queria saber se estão ouvindo as músicas que coloco nos posts. Acho tão importantes, dá até pra imaginar como seria se fosse uma série de TV de verdade *-*.
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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. Ok, nesse episódio aconteceu tantas coisas (todas dignas de choro, diga-se de passagem), que eu nem sei por onde começar.
    Primeiramente, gostaria de dizer que há uma certa beleza na vingança do Theon. Ouso dizer que foi até mais sucedida que a do Nate, o que é um tanto irônico. Gente, foi tudo muito bem planejado. Cada passo que ele deu teve o efeito esperado, e foi articulado direitinho. Fico muito curioso pra saber como os personagens vão reagir a essa vingança dele, e o mais importante, como ele vai terminar na história.
    Achei a cena do Thayer e do Travir muito linda. A relação dos dois foi tão bem construída que esse acerto de contas entre eles soou muito natural, e justificável. Mas tenho que assumir que fiquei chocado quando vi que as chances do Thayer sobreviver eram de 18%. Eu imaginava que a situação era grave, mas só agora me dei conta do quanto. Espero muito que o personagem não morra, e tenho dúvidas de que ele vá terminar com o Alex no final dessa temporada. É esperar pra ver.
    O Alex é um personagem que me deixou bem reflexivo. Pode parecer bobagem, mas eu sempre me identifiquei com ele, pelo fato dele carregar o posto de "garoto bom" e quando tenta fugir um pouco disso acaba sendo crucificado. Mas as coisas que ele está fazendo agora não condizem com a identidade dele, e acho até que vai contra o que ele acredita. A discussão entre ele e o Nate foi bem forte, e um dos pontos altos desse episódio.
    A separação do Jensen e do Nate foi a mais dolorosa até agora, mas levantou um assunto que eu venho me questionando há um tempo: Jason começou a se interessar por Nate após a mudança dele. Sim, sabemos que ele mudou, e não é mais o garotinho mimado e inconsequente dos Hamptons, mas o fato dele passar a enxergar o Nate como seu verdadeiro amor somente após sua vingança é questionável. Por isso eu acho que o Nate teve motivos sim para confrontá-lo, na minha opinião. Mas ainda torço bastante para que eles se entendam, e voltem a ficar juntos.
    E por fim, Amber e Dhiego: Eu já sabia que ia acontecer por isso nem tombei muito. Mas ainda sinto raiva dele. Se eu fosse a Mia acelerava mais o projeto de vingança, por favor.
    Enfim, adorei. Tudo muito bem desenvolvido, e atitudes dos personagens tomadas com motivos.
    Ansioso para o próximo.

    P.S.: Os The Judges vão volta à trama?
    P.S.²: Ouço as músicas durante os episódios, e inclusive já conheci várias bandas/cantores(as) por TDM.

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    Respostas
    1. Oi Jairo.
      Então, concordo com você quando diz que existe beleza na vingança do Theon. E sim, ela foi muito mais bem sucedida que a do Nate, simplesmente por ter sido elevada a um novo patamar. Nate precisava se vingar de adolescentes, de uma maneira que refletisse a pessoa que ele se tornou. Mas Theon foi enganado, perdeu muito dinheiro (e em breve vamos descobrir outro motivo pra ele ter decidido se vingar). Ou seja, a vingança do Theon é mais adulta enquanto a do Nate seguiu a linha high school, pela própria vontade dele.
      E você entendeu perfeitamente o que estou tentando passar através da mudança do Alex e da separação de Nate e Jensen. Eu soube que tudo isso aconteceria desde que comecei a escrever o primeiro capítulo, porque acho muito interessante desenvolver esse tipo de drama. O garoto bom que se tornou ruim. O casal implacável que se separa. Na minha concepção, eles tiveram seus motivos para chegar até aqui. Resta saber se serão capazes de lidar com as consequências dessas escolhas.
      Agora, respondendo a sua pergunta. Os The Judges vão voltar à trama muito em breve, mas não imediatamente. Se não me engano, apenas no capítulo 4x:11 (ou 4x12) a história deles volta aos holofotes.
      E que bom que você ouve minhas músicas.Sou apaixonado por essa arte e adoro fazer recomendações haha
      Estamos só na metade da temporada, espero te ver mais vezes por aqui. Até mais <3

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  2. Wow!
    Eu adoro séries. Adoro acompanhar a vida dos personagens, torcer por eles, amá-los, odiá-los. Todavia, uma das coisas que mais me agradam é quando a estória evolui. Quem imaginaria que aquela jornada de vinganças high school (vide Nathaniel Strauss dançando seminu no meio do recital balé de Gwen) chegaria até aqui de forma coesa e com maestria?
    Gente, cada vez mais é impossível não me impressionar com os tapas que eu levo de TDM, sério. Aconteceu tanta coisa e eu ainda estou tentando juntar os meus caquinhos no chão.
    Eu esperei tanto por Jensen só pra ver Jate acabar assim? Meu coração não aguenta, sério? Fiquei muito puto com o Nate cair na do Theon e confrontar o Jensen com algo que aconteceu há anos. Jensen era uma criança e tanta coisa passou até os momentos atuais, poxa! Jensen também amadureceu e eu todos sabemos que Jate é endgame e pronto. Eu sou apaixonado pelo personagem desde o primeiro momento e me doeu ver isso por que, até mesmo no momento em que Nate se despede, deu pra notar que havia muito amor ali. Nate viu, Nate sentiu.
    Alex tá igual Elena sem humanidade e eu quero bater nele. Nessa jornada pra se encontrar ele acabou justamente se perdendo. Eu mal posso esperar pra ver como ele vai agir quando souber a verdade sobre Thayer. O mimimi vai voltar, ele vai se odiar e vai odiar Cameron. Essa é a minha aposta. Chega tremi quando ele e Nate se enfrentaram e ele — finalmente, Brasil — conseguiu se mostrar superior. Eu queria muito socar cara dele, mas confesso que gritei de felicidade e êxtase. Acho que foi o primeiro momento em toda a série que Nate pôde ver refletida no irmão a sua imagem.
    Thayer e Travis foi uma das reconciliações que eu esperava. Adoro quando isso acontece, quando os personagens deixam seus confrontos de lado por um bem maior. Meu coração deu uns pulinhos quando li Travis dizer que Thayer era a única família que importava.
    Ele vai precisar de todo mundo nesse momento, e ao que tudo indica, no próximo capítulo Alex vai estar tentando compensar tudo. Bem a cara dele.
    Acho que é basicamente isso. As vezes fico pensando que já estamos na metade, mas que, graças a Deus, ainda falta bastante pra acabar, porque sinceramente, demorar um tempão esperando a próxima temporada não dá pra mim. Ansioso demais pelo que virá a a seguir!!! ❤

    PS.: Acho que todo mundo imagina a cena de Carolina Dieckmann em Laços de Família quando se fala em raspar a cabeça, não é? Hahaha
    PS.: Dhiego não merece um parágrafo, uma observação já tá boa. Cadê Mia pra chutar o rabo dele pro buraco de onde ele saiu?
    PS.: Sim, eu gosto do Alex, mas eu me irritei com ele hoje. Eu espero que Judit e o pai de Cameron descubram que os dois andam brincando de Flowers in the Attic. Sim, eu sou trágico, faço isso com meus personagens também.
    PS.: Simon sendo tão amado que se depender disso, até Valeska entrega ele. Quem quer sair da mansão?
    PS.: Ouço as músicas porque também faço trilhas para as minhas histórias. Acho que só acrescenta. ❤

    — Hazza.

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    Respostas
    1. Hazza do céu, você sempre se supera nos elogios hahaha. Chega fico bobo <3
      Mas então, sobre Jensen e Nate, tudo o que posso dizer é que fiquei muito triste em ter que separá-los desse jeito. Agora, quanto aos motivos, acho que foram bastante válidos. Desde que decidi que terminariam juntos o primeiro livro, soube que Nate precisaria questionar a veracidade dos sentimentos de Jensen. É como ele mesmo disse, podia salva-lo há 4 anos, mas Jensen só deu uma chance depois que ele mudou e tudo aconteceu. É no mínimo suspeito que ele tenha conseguido corresponde-lo apenas quando Nate se transformou num objeto sexual (que é exatamente o que chama a atenção de Jensen nos outros garotos).
      Agora que você falou sobre a Elena sem humanidade que eu fui notar as semelhanças entra ela e Alex hahaha. Talvez eu tenha até me inspirado nisso, mesmo que indiretamente. Adoro ver um personagem bonzinho se tornando malvado, porque amo vilões <3 (um dos motivos pra 90% dos personagens de The Double Me serem vilões). Só não posso afirmar se Alex realmente vai tentar compensar os erros que cometeu, porque aí seria spoiler demais hahahaha.
      Até semana que vem, Hazza. lembrando que ainda temos duas temporadas e meia para descobrir se Jate é mesmo endgame. Até lá, muita coisa pode acontecer!

      PS: As músicas desse capítulo estão entre as minhas preferidas de toda a história da série. Ouva forte igual a mim <3

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