domingo, 6 de março de 2016

[Crítica] Stalker - 1ª Temporada


Status: Cancelada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 20 episódios
Exibição: 2014-15
Emissora: CBS 

Crítica:

Em uma Fall Season relativamente fraca, Stalker logo se destacou como um dos principais lançamentos da época. No comando do programa, havia o talentoso Kevin Williamson, que previamente havia desenvolvido boas tramas nas telinas, como em The Vampire Diaries e The Following. O mais importante em torno desse novo projeto é que ele parecia ser o retorno de Williamson no gênero que o consagrou - com a franquia Pânico. No entanto, ao contrário do que o material de divulgação queria fazer os seus espectadores acreditar, Stalker está mais mais perto de CSI do que Pânico – o que provavelmente contribuiu para o desinteresse da audiência, mas certamente não foi o único fator que levou ao fracasso da produção.

Na trama, Beth é a líder que uma equipe investigadores em Los Angeles que se dedica a ameaças de stalkers. Quando Jack é introduzido ao seu time, a dinâmica do grupo muda, enquanto todos tentam o seu melhor para resolver os mais diversos casos envolvendo perseguições. Beth, no entanto, tem os seus próprios demônios, tendo sido vítima de um caso aterrador que tirou a vida de toda sua família no passado. Jack, por sua vez, também esconde esqueletos no armário de algo que ele pretende esquecer. Juntos, eles tentarão ajudar as outras pessoas, assim como remendar os próprios problemas em suas vidas pessoais. Problemas estes que se recusam a permanecer no passado e, no processo, acabará ameaçando o futuro de todos os envolvidos.

Eu sou um grande fã da Maggie Q desde sua participação no filme Duro de Matar 4.0 e da série Nikita. Fiquei extremamente empolgado em vê-la retornando para as telinas. O seu parceiro de tela, no entanto, não me inspira tamanha admiração. Talvez seja algo extremamente pessoal, mas nunca gostei dos trabalhos de Dylan McDemortt – desde Amerian Horror Story até Hostages. Aqui, mais uma vez, a recíproca se confirma. Jack Larsen é um dos personagens mais fracos da série, ainda que seja um dos protagonistas ao lado da Beth. Sua trama envolvendo o passado é fraca, assim como todo o drama familiar envolvendo o personagem. Caso o seu detetive não tivesse nenhum tipo de trama de fundo, ele poderia ter sido melhor desenvolvido – ao invés de ficar preso em uma subtrama clichê, que não desperta a curiosidade de ninguém.

Em contrapartida, Beth é certamente o grande triunfo da série em geral. Maggie Q sempre teve um enorme carisma, e ela consegue dar vida a uma personagem que não só é durona como também se mostra frágil – uma vítima – diversas vezes no decorrer da temporada. O passado da personagem é a cola que une todo este primeiro ano – uma trama que é lentamente apresentada e desenvolvida na primeira metade da temporada e, futuramente, se torna o grande foco do enredo na segunda. Não vou me estender muito sobre o assunto para não estragar surpresas, mas os últimos episódios, quando a fórmula "casos da semana" é quebrada, são simplesmente sensacionais. A trama poderia ter se beneficiado de uma temporada mais curta, com menos foco nos casos da semana e mais em seus personagens e histórias de fundo.

O grande drama de toda série cancelada fica por conta daquela pergunta mortal: a trama teve um desfecho satisfatório? Neste caso, não é fácil responder esta pergunta. Para vocês terem uma ideia, a trama de Stalker consegue ser concluída duas vezes, mas ainda assim termina com um gancho para uma segunda temporada que nunca irá acontecer. Se serve de consolo, o enredo principal da série é devidamente concluído no décimo oitavo episódio – episódio este que poderia ter servido como um ótimo Series Finale. No entanto, a série ainda tinha mais dois episódios para queimar. Os roteiristas então tentaram desenvolver rapidamente uma nova trama e obviamente não tiveram tempo de concluí-la. Pelo menos o que fica aberto é um assunto que não envolve os personagens principais, o que pode garantir algum conforto para aqueles que ficaram chateados com o desfecho.

Não é exatamente uma série perfeita, mas certamente não me arrependo de tê-la acompanhado. Em se tratar de "casos semanais", não posso afirmar que todos os episódios foram bons de se acompanhar. Os casos semanais mais interessantes também foram os mais mortais/macabros. Infelizmente, também tivemos alguns bem mornos – por isso disse que a série poderia ter se beneficiado de uma temporada mais curta, afinal de contas, vários episódios poderiam ter sido removidos sem que o espectador tivesse perdido algo que valesse a pena. Quem gosta de séries policiais certamente irá gostar desta produção, mas quem estiver esperando por algo mais "pessoal" terá que se esforçar um pouco para chegar nos eventos finais da temporada. Stalker não precisava de mais um ano. De fato, precisava mesmo era de menos episódios.
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