segunda-feira, 14 de março de 2016

[Crítica] How to Get Away with Murder - 2x14: There's My Baby


"Sou eu que apanho e vocês só sabem reclamar do Wes."

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Estamos a um episódio do final da temporada e por obrigação as séries devem ir finalizando suas tramas em aberto, trazendo resoluções para seus mistérios e respostas para suas perguntas, mas também não pode se permitir esquecer de deixar uma porta aberta para possíveis tramas que serão o pontapé inicial para a próxima temporada. Nesta reta final, HTGAWM começa a colocar as cartas na mesa e entregar o ouro para o bandido, ou seja, praticamente não tivemos novas aberturas para possíveis charadas, mas sim respostas sólidas o suficiente, mas que não entregam muita coisa do grand finale.

Nesse episódio o foco em si foi o passado de Annalise e seu envolvimento com Wes, sua mãe e como toda aquela situação se complicou e desmoronou em um piscar de olhos. Tivemos também a "justiça" atrás dos nossos personagens e todos os pupilos da advogada foram interrogados. Tenho que dizer que as cenas e os diálogos para o interrogatório foram os mais bem construídos dentro do show. Todos lá não estavam mentindo, mas ao mesmo tempo não estavam falando a verdade. Interessante como Bonnie esteve ao lado de todos para auxiliar no que se podia ou não dizer frente a tal desafio de controlar a mentira sem deixar pontas soltas, ou mesmo aumentar as suspeitas para os mesmos.

Divergente da maioria dos episódios, esse não foi tão frenético como a maioria da temporada, ele teve uma fluidez mais tranquila, o que não atrapalhou as boas suspresas e reviravoltas do roteiro. Com certeza uma das maiores perguntas era "e o filho de Annalise?" Preferi não comentar muito sobre isso nas outras críticas porque ainda era uma interrogação gigantesca que apesar de já ter um final premeditado (sabemos que Annalisse não tem nenhum filho), era complicado criar teorias sobre o que poderia ter acontecido com a criança.

Não canso de elogiar o trabalho de Viola Davis como anti-heroína, e dessa vez não poderia ser diferente. A advogada demonstrava em certos pontos que não estava preparada para ser mãe, ou mesmo não queria tal "trabalho". Foi incrível assistir como a personagem se desenrolou em tal papel, onde ela se vê obrigada a abrir mão da maternidade por obra do destino (ou quem sabe do "vilão"?). Esse desfecho era até que previsível mas coube na medida certa dentro da trama criada até então.

No outro lado temos Wes, que não teve tanto destaque mas que ainda carrega o plot principal da história. Claro que os momentos finais nos deixariam de boca aberta e não foi diferente. Essa possível paternidade ainda parece ser algo que vai render pano para a manga, pois creio que isso seja algo que vá ser trabalhado na próxima temporada. Com tudo o que nos foi mostrado no passado e tudo o que vemos no presente, entendemos um pouco mais dessa proteção materna de Annalise com o Wes, mesmo que seja algo um tanto que inconveniente as vezes, a personalidade abalada de Annalise depois da perda do filho nos traz até explicações psicológicas para como a personagem vê a própria vida e a de seu tutelado.

Laurel também teve seus momentos e depois de uma bebedeira confrontou Annalise pelo assassinato de Lila, o qual ela ainda pensa que a mesma tem culpa no cartório. Ainda não entendi as motivações de Frank para não revelar toda a verdade e deixar que sua namorada ache que sua chefe foi a mandante. Só espero que seja uma resolução plausível.

Com este fim de temporada, How to Get... mostra todo seu poder de impressionar com uma história completamente bem montada e contada, onde não há espaço para pontas soltas ou perguntas sem respostas. Apresentando tramas muito convincentes, o próximo episódio promete fechar o ano com chave de ouro e mostrar mais uma vez como se faz um drama de qualidade.
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