segunda-feira, 7 de março de 2016

[Crítica] How to Get Away with Murder - 2x12/13: It's a Trap / Something Bad Happened


O passado sempre volta para nos assombrar.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Todas as pessoas já passaram por situações que preferiam não ter acontecido, ou pelo menos ter a capacidade de esquecer por completo tal ocorrido. Isso é até algo comum e todos estão sujeitos a ter esse sentimento, seja por causa de algum constrangimento, dor sentimental, dor física etc. O fato é que sempre tem tal ponto da nossa história que gostaríamos de verdadeiramente deixar para lá.

Então quando o assunto é assassinato, suicídio, crime federal, mortes e mais mortes, mentiras inacabáveis, etc. esse desejo de esquecer deve ser acentuado infinitas vezes mais. Mas e quando não é possível? E quando aquele corpo está logo ali na esquina com todas as verdades marcadas na carne? E quando mentir não parece ser mais algo cabível? E se qualquer derrapada fosse capaz de te levar, no mínimo, a prisão perpétua? Bom, basicamente HTGAWM vem tratando disso intensamente.

Nestas duas últimas semana esqueça os casos semanais de tribunais, bem pelo contrário, a série deu enfase total em seu plot principal nessa segunda metade da temporada. A cada novo segmento, a cada nova cena, a cada novo diálogo tivemos pistas e mais pistas como cartas de baralho que vão formando um castelo, mas como qualquer monumento feito de papel, está prestes a ruir e a desmoronar.

O roteiro vem levantando novas perguntas para o seu espectador, e pra ser bem claro, nessa altura do campeonato "não sou capaz de opinar". Sinceramente, apesar de tudo estar em ordem cronológica e fazer sentido dentro do proposto, é muito difícil ver por onde a história se encaminha. Tivemos sim algumas respostas vindas através dos flashbacks mas é quase que impossível montar o quebra-cabeça agora com estas peças, apesar do número considerável de pistas e respostas que foram sendo dadas nesses últimos episódios.

Contudo, ainda existe aquele medo de que no final das contas os roteiristas percam a mão e entreguem respostas fácies e desconexas que sirvam apenas para responder e não para efetivamente traçar uma narrativa. Mas vamos concordar que estamos já habituados com todas essas reviravoltas, então não acredito que haja nem ao menos um buraco dentro da trama.

Temos que ressaltar dois pontos: Annalise e Wes. A primeira, como de costume vem mostrando o porque de ocupar o cargo de protagonista, pois Viola Davis, entre todos do elenco, é fácil a mais convincente e natural com o seu papel, ora bitch master, ora mãe de todos. Nestas duas semanas ela veio trabalhando para salvar seus alunos e a si própria (que ela não é boba) e como sempre mostra aquele jogo de tabuleiro onde ela mexe as peças pretas, brancas, a hora que bem entender, do jeito que bem entender e ao mesmo tempo que ela comanda a jogatina, não se mostra disposta a perder nenhum peão, ao menos que seja de extrema necessidade, o que ainda não se mostrou necessário.

Por outro lado temos o chato do Wes. Agora que a história principal gira basicamente entorno do seu passado conturbado e os motivos da relação quase maternal de Annalise para com ele, o personagem ainda apresenta uma personalidade apática e que não cativa em nenhum momento seu público (nem agora como jovem adulto nem como criança no passado). Entendo que suas ações devem condizer com o rumo da história, mas é muito difícil se importar verdadeiramente com ele (ainda mais com aquela cena DESNECESSÁRIA dele com a Laurel no carro).

Com mais perguntas do que respostas, How to Get... consegue a cada semana demonstrar a força do seu roteiro bem planejado e escrito. A história a todo momento se mostra convincente e bem orquestrada, revelando que a temporada foi pensada com um início, meio e fim, sem jamais enganar seu espectador e entregar qualquer episódio filler. Mais uma vez, esperemos para que nossas cabeças explodam.
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