quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

[Crítica] How to Get Away with Murder - 2x11: She Hates Us


Quando você poe uma máscara é melhor você mantê-la.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

HTGAWM sempre mostrou uma sequencia de teias de mentiras e manipulações, só que diferente de uma grande parte de shows que também brincam com a cabeça de seus personagens e espectadores, How to Get... sabe por onde ir e vir no meio disso tudo. Sabe o que pode citar ou não, sabe como permear todo esse caldeirão de charadas e acima de tudo sabe fazer seu espectador se perder naquilo tudo, sem necessariamente se mostrar confusa.

Esse episódio provavelmente teve as reviravoltas mais interessantes dessa temporada (tirando claro o 2x09 What Did We Do? que por obrigação teve que ser recheado de situações que fariam o público retornar para o final das tramas quase três meses depois), sabendo lidar com todos os mistérios que a série veio criando desde sua estreia. É incrível o quão geniosos são os roteiristas por saberem administrar tudo aquilo que é verdade e mentira na boca de seus personagens. Em uma das conversas entre Caleb e Annalise, onde o mesmo cita vários acontecimentos que foram "alterados" devo dizer que eu me embaralharia todo para começar uma frase sem entregar qualquer verdade que eu estivesse tentando esconder.

Apesar de eu achar o Wes um protagonista um tanto quanto chato, essa semana a chatice dele rendeu uma ótima trama para ele e seu grupo de colegas. Depois de tudo o que aconteceu na sua vida nos últimos dois anos, temos que dizer que uma pessoa normal em algum momento teria sua sanidade colocada a prova, e foi justamente isso que aconteceu. Foi interessante ver Wes lidar com seus problemas frente a uma profissional e ainda ter cacife o suficiente para passar verdade naquelas palavras dele. Temos que concordar que o que vem tirando o seu sono são as decorrentes mortes e tramoias em que ele teve participação e não o falecimento passado de sua mãe. Apesar do controle sensitivo do mesmo, ele passou tudo o que deveria passar em cena.

No núcleo de Annalise, tivemos um caso da semana um tanto quanto estranho, eu diria. Apesar de servir mais como plano de fundo para tudo o que vem acontecendo, estes casos ainda tem como dever movimentar a história. Ainda assim achei um tanto quanto forçado essa ideia da mãe que perdeu o filho querer salvar o assassino. Suas motivações são plausíveis ao mesmo tempo que não parecem suficientes. Fiquei esperando o momento em que ela admitiria seu caso com o bandido, o que não aconteceu. Contudo, achei válido pelas lágrimas derramadas, mostrando que o perdão ainda é a "arma" mais poderosa.

Tivemos também vários flahs do passado de Annalise, sendo que a própria Bonnie apareceu para dar o ar da graça e mostrar um pouco mais da história das duas personagens, ainda meio turva para a trama. Nada muito gritante que realmente pareceu respostas, mas ver as duas em cenas, verdadeiramente como aliadas sem motivos segundos, levanta mais um tanto de perguntas que fica difícil numerar.

Tivemos, além disso, o momento mais choque da temporada, que foi a revelação de Frank para Laurel, onde ele admite o assassinato de Lila. Não achei que isso fosse acontecer agora ou mesmo nessa temporada, pelo menos não até uma season finale, e quero ver o quanto isso ainda vai render para a trama no geral. Tivemos também o possível retorno de Philip para colocar mais pressão na vida dos nossos alunos e professores, e pelo jeito, teremos mais mortes para serem encobridas.

Não posso deixar de citar aquela pequena cena de todos os estudantes no carro depois de pegarem o Wes na ala psiquiátrica. Sempre é interessante ver como as relações humanas vão se moldando, ainda mais nesses casos extremos. O que ficou claro é que apesar de nem sempre se darem bem ou mesmo se gostarem, eles estão lá um para o outro, e devemos dizer que no meio disso tudo eles podem ser os únicos que realmente podem conversar sem serem presos.

Mais uma vez How to Get Away with Murder mostra seu poder de surpreender a cada semana, e evidencia o quanto suas tramas estão lá com algum propósito. Ainda temos perguntas a serem respondidas, mistérios a serem resolvidos, e pelo andar da carruagem, tudo tende a explodir nossas cabeças.


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