terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x10: All I Want Is You


"E quando ninguém morre, é um dia bom."

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Grey's Anatomy é aquele tipo de show que muitas vezes não tem pena de seus personagens e isso fica claro quando vamos pensar em todas as tragédias pelas quais esse médicos sobreviventes já passaram. Nesse jogo de "resta um" que a Shonda e seus roteiristas criaram, sabemos que nenhuma alma viva naquela produção está imune ao doloroso adeus que a morte proporciona.

Depois de tantos anos e tantas lágrimas derramadas, pela primeira vez temos escrachado o sentimento que Meredith leva com ela em relação a todo o caos pelo qual ela já passou. Sim, já tivemos momentos de luto e de superação, mas muitas vezes certas sensações foram negligenciadas por não necessariamente estarem sendo vividas pelos personagens, bom, pelo menos de um modo em que não presenciamos aquilo da forma mais clara.

Pois bem, é nisso que o episódio se foca, mostrar o que resta dentro de cada um de nós após perdermos praticamente toda uma família. O luto sempre foi algo que a série demonstrou muito bem, cada protagonista sempre teve seu momento de lágrimas e reflexões, mas e o ressentimento que as vezes fica? Exatamente o que Meredith e seu psicólogo tentam passar nestes quarenta e dois minutos, o ressentimento de Mer para com aqueles que a deixaram cedo de mais. Se formos analisar isso é algo quase que palpável para a protagonista já que muitas vezes ela esteve presente nas despedidas daqueles que ela ama. Foi simplesmente genial como abordaram esse tema, deixando claro que ela se sente culpada em culpar aqueles que de um certo modo a abandonaram.

Mer esteve completamente afastada dos outros núcleos essa semana, o que deu a possibilidade dos outros personagens serem mais "independentes" nas suas tramas, já que eles não tinham que lidar com Meredith e tudo pelo qual ela estava passando. Dessa forma, o episódio foi de certo modo mais leve, ao mesmo tempo que melancólico, justamente por pegar os problemas dos outros protagonistas.

Apesar de acertada essa decisão, não posso deixar de dizer que algumas coisas foram até um pouco clichês de mais para aquele ambiente, principalmente Owen e Riggs, que se a história dessa irmã falecida não tiver alguma reviravolta futura, será apenas como algo oportunista para criar expectativas. E todas aquelas cenas dos residentes reunidos mostra algo que GA sempre tenta frisar, que é o papel do médico como ser-humano, ou seja, ele não é passível de erros.

Com mais um episódio que mostra o quanto essa décima segunda temporada vem acertando a mão mais uma vez em demonstrar as pessoas como elas são (erram, acertam, choram e sorriem), Grey's Anatomy deixa claro que ainda pode ter uma longa vida na TV se continuar com essas ótimas tramas. Trabalhando com sentimentos mais profundos, que sempre tentamos não demonstrar, Shonda evidencia o quanto ela conhece de seu espectador e principalmente da personalidade de seus personagens, sem jamais deixar a peteca cair.
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