quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x09: The Sound of Silence


Maria Edith e suas sete vidas.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Depois de quase três meses (dolorosos) de espera, as noites de quintas-feiras voltam a ser dominadas pelas produções da ShondaLand. A ansiedade para o retorno era grande, e como de costume, as séries da Shonda sempre deixam um gancho cretino para fazer a vida dos espectadores ainda mais perturbadas para descobrir qual será o desfecho da história, do personagem, da trama, etc.

E como prometido, superando qualquer expectativa, Grey's Anatomy volta com tudo e entrega o melhor episódio da temporada fácil. Devo dizer que desde as promos liberadas, meu coração ia diminuindo com as cenas mostradas e tudo o que eu tinha certeza era que a história que se seguiria tinha um potencial altíssimo. Não me enganei, já que nestes quarenta e dois minutos, pelo menos trinta deles eu passei chorando com um lenço ao lado.

Essa temporada de GA (assim como HTGAWM) está mostrando temas relevantes de cunho social, que são potencialmente discutidos na internet, redes sociais e em grupos de amigos. Shonda está sabendo lidar muito bem com questões raciais, por exemplo, e nesta semana ela lida, de um certo modo, com a agressão de homens contra mulheres. Acho que eu não estou aqui para me aprofundar nestes temas, apesar de achar que eles devem sim ser algo presente no nosso cotidiano e devem ser discutidos com um certo cuidado.

O episódio basicamente tem Meredith como centro do universo, e se as vezes isto é algo preocupante, dessa vez foi a decisão mais acertada. A personagem sofreu uma agressão por parte de um de seus pacientes e quase passa dessa para melhor tamanha brutalidade do ataque. As cenas, apesar de controladas e sutis, foram bem pesadas, e mostra aquela velha situação: nós nunca sabemos o que se passa na casa do vizinho. Durante o ataque, uma ideia brilhante da direção foi não necessariamente mostrar o que estava acontecendo com a Mer naqueles instantes, e sim deixar em evidência o que se passava fora daquelas quatro paredes ao seu redor. Ou seja, todos continuavam suas tarefas e salvamentos enquanto uma colega era agredida impiedosamente.

Após Penny (o anjo da morte) encontrar sua atendente no chão, os momentos seguintes primordialmente mostravam o que Mer estava passando. Isso é relativamente algo inesperado, já que não me recordo de muitas situações onde víssemos o que está acontecendo pelos olhos do paciente ao invés dos do médico. Outra ideia genial foi deixar o telespectador surdo, junto com a Mer. Isso é realmente algo que aproxima-nos da angustia pela qual a protagonista estava passando, e que eleva o grau de veracidade do ponto proposto.

Acompanhar a recuperação de Meredith é algo louvável, mostrando todas as facetas pela qual ela passou, desde seus momentos de sofrimento, a birra, e a parte mais tocante, quando seus próprios filhos ficaram com medo de se aproximar por causa de um tipo de aparelho que ela usava para curar sua mandíbula. Assim como foi curioso o desenvolvimento da amizade da Mer e Alex e a culpa de Amelia, que eventualmente poderá ter uma história envolvendo seus vícios.

Com uma trama amarrada e arrasadora, o retorno de Grey's Anatomy evidencia mais uma vez o quanto esse drama médico ainda é capaz de emocionar semana após semana. Apesar de Shonda prometer uma temporada mais leve, ela ainda consegue trazer algo chocante sem necessariamente algum desastre e por consequência morte de algum personagem e mais uma vez mostra a capacidade de se reinventar da autora.

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