terça-feira, 19 de janeiro de 2016

[Crítica] American Horror Story - Hotel | 5x12: Be Our Guest (Season Finale)


Renascidas pela morte.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Chegamos ao final de mais um ciclo de American Horror Story! Lembro que a esta altura no ano passado, estava extremamente desanimado e convencido de que não voltaria para mais um ano. Com o passar do tempo - dando a oportunidade de dissolver as mágoas no meu coração escorpiano - e com as notícias sobre o elenco, fui aceitando a série novamente. Sem contar que a curiosidade em ver como a Lady Gaga se sairia em tela era demais para suportar. Hoje escrevo este texto com uma espécie de sorriso no rosto, porque eu realmente gostei de Hotel. Pode não ter sido a melhor das temporadas, mas certamente foi um passeio divertido - especialmente este final, que foi impagável.

Sei que fiz muitas críticas com o passar da temporada e ainda mantenho vários dos meus pontos de vista; lá pela metade, o enredo deu uma derrapada, introduziu mais do que deveria, mas conseguiu lidar e fechar essas tramas com uma rapidez espantosa. Fechou tantas tramas que eu não sabia nem o que esperar desse último episódio. Poucas coisas sobraram para serem tratadas, então mantive minhas expectativas baixas. Ryan Murphy tem a tendência de "finais felizes", mas isso é meio irritantes porque geralmente quem sai por cima são os piores personagens. Em Hotel, isso não é diferente. De fato, temos um dos finais mais positivos já apresentados na série, mas também o considero um dos melhores.

A grande responsável por isso? Uma diva chamada Liz Taylor. Gente, amei tanto essa mulher que queria a personagem fixa em mais temporadas. Indiscutivelmente a melhor da temporada, o melhor papel do ator em toda a história da série e uma das melhores personagens em geral. Neste último episódio ela brilhou do início ao fim e foi um samba tão grande que terminei com um sorriso bobo no rosto. Se havia alguém que merecia um final feliz, esse alguém era Liz Taylor. E, apesar do que os primeiros segundos nos leva a crer, ela realmente conseguiu. Iris, com parceria do crime, também merece destaque. Ela começou bem fraca na temporada, mas conseguiu crescer com o passar da história. Não teve grandes momentos neste final, mas conseguiu um desfecho através de uma mensagem de seu falecido filho.

Não poderia deixar de falar sobre a Lady Gaga - tantas vezes foco deste ano. Surpreendentemente, a personagem só esteve presente em duas cenas bastante rápidas. A primeira - e a mais significativa - mostra uma conclusão entre a relação dela com a Liz. Em uma belíssima cena, a Condessa retorna para dar fim à vida da sua mais preciosa criação. Foi bastante emocional e deu uma boa sensação de desfecho para as duas, algo que ambas estavam precisando. Gaga só retorna para os minutos finais, onde repete uma das suas falas mais icônicas da temporada para um estranho; "You have a jawline for days". Vale destacar que, da primeira vez, essa fala foi um improviso da Lady Gaga.

Se há uma coisa pela qual esta temporada ficará imortalizada é pelas várias conexões entre as temporadas que ela nos ofereceu. Neste último episódio, a quinta temporada volta a se ligar com a primeira. Sarah Paulson volta a interpretar sua personagem Billie Dean Howard, a psíquica que tentou ajudar a família na casa amaldiçoada. Fico imaginando se a próxima temporada continuará fazendo essas ligações, tornando essas conexões cada vez mais relevantes. Vale destacar que o presidente da FX revelou que o próximo ano seguirá duas linhas temporais, o que é ainda mais material para possíveis participações especiais de personagens de outras temporadas.

Ia terminar o texto sem falar sobre o trágico falecimento do John, mas acredito que vale alguma menção. Sinceramente, o personagem foi uma verdadeira bagunça. Acredito que algo muito errado aconteceu no desenvolvimento da história e eles não conseguiram realizar os verdadeiros planos para o personagens. No entanto, até que o seu desfecho foi satisfatório - apesar de que qualquer um seria, uma vez que não me importava para ele ou sua família. De qualquer maneira, seguiu a linha positiva dos outros núcleos. O desfecho da Sally me fez dar vários berros, esperava mais profundidade em torno da personagem, mas não tem como não deixar de rir com ela caindo no mundo da internet. Como afirmou sabiamente a Iris, com a internet, ninguém precisa ficar sozinho.

Então, gente, é isso! Nos despedimos aqui e eu espero voltar para mais um ano, agora que minhas esperanças a respeito da série foram renovadas. Hotel fechou com um balanço positivo, conseguindo ficar no meio exato. Pior que a Murder House e Asylum, mas melhor do que Coven e Freakshow. Estou ansioso para saber o que o próximo ano nos trará e quais personagens voltarão. Será que a Gaga retorna para mais uma rodada de horror ou irá se dedicar ao mundo da música? Eu sinceramente espero que ela retorne. Sua participação pode ter tido suas falhas, mas ela cresceu monstruosamente no decorrer da temporada, sendo que estava sensacional nos episódios finais. Espero que ela continue se desafiando e superando. O Hotel fechou, meus queridos, mas o meu mundo continuará aberto para todos vocês, alternativos.

Uma mensagem para os haters:

.
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário