domingo, 29 de novembro de 2015

[Crítica] Scream Queens - 1x10: Thanksgiving


Não seria Ação de Graças em Scream Queens se não tivesse uma cabeça no lugar do peru.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

O que vem mantendo o interesse do público em Scream Queens indiscutivelmente não é o mistério que permeia a identidade do assassino e sim tudo o que compõe majestosamente a história que é esse emaranhado de críticas, referências e momentos inverossímeis. Apesar dessa questão ser levantada em todo santo episódio, a bem verdade é que não estamos nos importando tanto assim com quem está por trás da última máscara, claro que justificativas serão bem vindas, mas a trama se completa de tal modo único e suficiente, que saber quem é o Red Devil se torna algo secundário, tanto para o público quanto para os personagens.

Dito isso, um episódio que é baseado em teorias e mais teorias tem tudo para não ser um grande chamativo, já que estamos aqui para ver mortes mirabolantes e diálogos fora do comum. Mas bem pelo contrário, esse Thanksgiving que justamente trabalha mais o lado da verdade e deixa o banho de sangue um pouco de lado, consegue trazer novas perspectivas e tem a missão de nos fazer lembrar que precisamos ainda descobrir quem é o outro gêmeo e o porque dos assassinatos.

Basicamente essa semana os quarenta minutos se dividiram em dois núcleos, centrados no desenrolar da entrada de Chanel na família Radwell e o jantar de ação de graças dos outros personagens que foi banhado a apontamentos de novos suspeitos e possíveis motivações. Os dois centro tiveram bastante tempo para apontar suas hipóteses, mas não deixando a comédia de lado, que é ainda a parte mais aprofundada no roteiro.

Começando por Chanel que, assim como nós, teve uma leve surpresa ao descobrir que Chanel #6 está mais que viva e quase curada graças ao empurrão da escada que ela sofreu no episódio passado. Era de se supor que não desperdiçariam uma personagem com tanto potencial ainda nessa altura do campeonato, e o mínimo que pode acontecer é que Hester se morrer, apenas morra na season finale, mas estamos todos torcendo para que isso não aconteça. Se já não fosse suficiente Chanel ter que lidar com Hester ressurgida das cinzas, lidar com a família do Chad com certeza foi a provação da personagem.

Era óbvio que se tratando da personalidade de Chad, a família do mesmo tinha tudo para ser fora do comum, e não é para menos. Todos os membros são caricatos e problemáticos na medida certa, tirando do sério até o espectador mais paciente. Todas as cenas daquela trupe tinham justamente esse intuito, de evidenciar as personalidades falhas dos seus integrantes. Sempre achei a relação de Chanel e Chad um problema para os personagens. Dentro do roteiro e daquele universo tudo faz sentido, mas o relacionamento abusivo que ali era proposto me preocupava por denegrir essa imagem de mulher forte que Ryan tinha nos prometido. Fiquei até orgulhoso com aquela cena onde Chanel mostra todas as verdades com um texto afiadíssimo.

Do outro lado do mundo, durante a Ação de Graças, todos os outros protagonistas estavam preocupados em acusar um ao outro. Isso funcionou da forma desejada, mas não tivemos nenhuma grande revelação. Novas pistas e suspeitos foram plantados, mas como tudo foi apresentado apressadamente e com esse tom cômico, não se sabe o que se pode levar a sério e o que apenas está lá para confundir a cabeça tanto dos personagens como de nós mesmos telespectadores.

Com aquele final, resta agora provavelmente apenas um assassino vivo disposto a matar todos do elenco que ainda restam. Apesar de ter trabalhado muito mais o lado investigativo, Scream Queens ainda se sai melhor na ação em si, com perseguições um tanto forçadas e humor negro ácido. Senti falta de Mama Denise que mostra que é o nome mais forte quando estamos falando em comédia, mas apesar disso, o episódio se manteve na média e conseguiu criar novas perspectivas e engajamentos para seu público e para as caricaturas que ainda restam com vida. Faltando apenas mais dois episódios (o último será um evento duplo) ainda restam muitos litros de sangue para serem derramados, e por mais que a identidade não seja o ponto chave da trama, a resolução desse mistério é ainda algo que ansiamos com afinco.
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