domingo, 22 de novembro de 2015

[Crítica] How to Get Away with Murder - 2x09: What Did We Do? (Winter Finale)


Podemos declarar os melhores quarenta minutos do mundo das séries em muito tempo.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Foi lindo, isso é tudo o que eu posso dizer. É realmente espetacular quando roteiristas entendem o potencial de sua história e de suas tramas e conseguem fazer algo grandioso como HTGAWM conseguiu fazer. Shonda jamais teve problemas em trazer histórias cativantes e que fossem capaz de prender a atenção em todo seu conteúdo, mas com esta série ela está se superando em todos os aspectos e consegue até agora apresentar um material tão relevante que se torna incrível poder assistir um episódio de How to get Away with Murder como esse.

Se no primeiro ano tivemos um mistério de tirar o folego, a questão mais pertinente era como em sua segunda temporada a série trabalharia com as altas expectativas que eram criadas pelo lado do público. Assim como a maioria, eu pensei que a atração iria por um lado mais seguro trabalhando casos semanais que trouxessem uma trama em comum. Shonda sambou na minha e na cara de toda a sociedade tratando justamente os casos semanais como um plano de fundo para os reais problemas e traz facilmente um mistério superior a aquele de seu ano de estreia. Ela só não consegue se tornar tão interessante quanto, como também é capaz de envolver todos os personagens nessa mesma teia, ponto que não tinha sido trabalhado anteriormente. 

Desde o primeiro episódio a charada se mostrava com um potencial altíssimo e o maior medo era que tudo desmoronasse antes da resolução final da maior pergunta: "quem teria atirado em Annalise?" Mas acima disso, "por qual motivo?" Essas perguntas não foram só respondidas da forma mais satisfatória possível como conseguiram imponentemente fazer todo o sentido dentro do quadro proposto. Ou seja, os roteiristas não se preocuparam em apenas chocar, mas sim que tudo aquilo tivesse um fundamento e fosse capaz de manter a trama verossímil e interessante sem parecer forçada.

O episódio todo foi trabalhado nas horas antes e durante todo aquele caos que se formou logo na season premiere. Ver problemas se amontoando e uma saída cada vez mais distante sempre é algo utilizado dentro de roteiros nesse gênero, mas saber trabalhá-los e soar convincente quando necessário nunca é uma tarefa fácil. Prova disso são aquelas séries que conseguem sim criar ótimos mistérios mas aniquilam qualquer possibilidade de uma respostas convincente para seu espectador. Shonda mais uma vez se mostra acima da média e soa tão natural e tão majestosa que é impossível não ficar em choque com tantas revelações e ao mesmo tempo não achar nada daquilo mais que um dia normal na vida dos protagonistas.

Tivemos todas as respostas que nos foram prometidas, mas era óbvio que nem tudo seria esclarecido por agora, já que temos mais metade da temporada para assistir no retorno do ano que vem. Muitas perguntas e charadas nos foram deixadas, assim como um número considerável de pistas para que desde já possamos criar mais mil e uma teorias como somente HTGAWM consegue fazer. Dentre todos os momentos de boca aberta que estive durante a exibição dessa winter finale, não existe cena melhor do que a revelação que Annalise faz para Wes, na verdade duas, já que ela admite a situação da Rebecca no momento mais choque do episódio e também já dá uma palhinha da trama que nos espera no próximo ano. 

Tudo foi tão bem orquestrado que não existem em quarenta e dois minutos um segundo se quer que seja falho. Tudo esteve em perfeita sintonia e tudo foi capaz de mostrar a amadurecimento do drama apresentado e dos personagens. Incrível como Annalise consegue ser manipuladora, chantagista e natural no meio da bagunça que se formou com o pontapé inicial que foi a morte de Sinclair. Viola Davis é soberana e mostra todo seu poder de atuação na sua melhor performance até agora. A advogada do diabo é capaz de te ameaçar com um crime que você cometeu no passado, quase te obrigar a atirar nela e mesmo assim, o amor do telespectador pra com a personagem é incondicional. Grande parte disso se deve ao trabalho bem desempenhado da atriz e a personificação que a mesma é única em fazer com tamanha carga dramática que lhe é proposta.

Sendo fácil o melhor episódio da série, How to Get Away with Murder se despede de 2015 com um gostinho de quero mais, e quando digo gostinho me refiro ao doloroso tempo de ter que esperar quase três meses para o seu retorno. Sabemos das principais respostas: quem atirou e porque, mas essa trama tão bem construída consegue levantar inúmeras outras charadas, que tudo isso parece apenas a ponta de um iceberg grandioso que vem por aí. A melhor série do ano promete ainda mais ótimas histórias para contar e mostra que pode se manter interessante por mais um bom tempo, já que até agora existem ainda muitos enigmas que fazem desse quebra-cabeça o mais interessante como jamais visto. 

P.s.: aquela arma passando de mão em mão tem tudo para ser um grande problema futuramente.
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