domingo, 15 de novembro de 2015

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x06/07: The Me Nobody Knows / Something Against You


Você "matou" meu marido, mas vou te tratar como qualquer outro residente.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Verdadeiramente as relações humanas estão sendo o ponto alto dessa temporada. Shonda e sua equipe prometeram uma temporada mais leve e até o momento isso vem sendo entregue de uma forma majestosa. Shonda também sempre soube trabalhar os conflitos pessoais de seus personagens e não é porque a temporada vem sendo mais leve, que estes conflitos não estão presentes e não estão criando uma certa tensão para todos os núcleos.

Desde a morte do Derek (ainda não me conformei) uma dúvida grande era como trabalhariam a saída do protagonista masculino da série. Os roteiristas podiam errar a mão e exageram no drama de Meredith assim como de Amelia, ou poderiam esquecer disso tudo com aquele salto no tempo de um ano. Realmente, ter uma representação física e humana do que a perda representou foi a decisão mais ousada, inesperada e bem arquitetada que eu já vi, já que Penny, suposta "culpada" pela morte de McDreamy está lá todos os dias para relembrar toda a equipe médica de Derek está morto e enterrado.

Quando essa trama começo a poucos episódios atrás, estive receoso que fizessem drama exagerado por parte da Mer e que perdessem as trincheiras por parte de Amelia. Pois bem, até o presente momento, não erraram e apenas mostraram como isso pode funcionar muito bem dentro da história. O ponto mais alto disso tudo é que não estão colocando em tanta evidência a presença da nova residente, mas também não estão agindo como se tudo já fosse perdoado e fizesse apenas parte do passado.

Neste quesito, Mer não saber lidar com sua residente é até então o que vem carregando a tensão na atração. Primeiramente ela exigi demais, depois revê seus conceitos e negligencia o aprendizado de sua discípula. Claro que tudo não se acertaria em dois episódios e o fato de Mer não saber muito o que fazer no meio daquela situação só evidencia a parte humana e mulher ferida que ela carrega dentro de si. Apesar disso, Amelia ainda se comporta de um jeito que incomoda e tudo tende a não funcionar quando ela está com Hunt, que é até agora é o casal que eu menos torço para que aconteça.

Em quesito outros núcleos, Greys ainda trabalha de forma divertida e cômica o que consegue, mas erra a mão em certos pontos. April e Jackson continuam sendo a parte mais desconexa do quadro, e a relação deles, se não resolvida o mais rápido possível, pode incomodar o espectador e diminuir a nossa empatia pelos dois, tanto como casal como personagens independentes. Jo é outra que vem perdendo uma quantia considerável de pontos, já que em todo episódio ela consegue se "queimar" de algum modo, as vezes pelo ego, as vezes o egoísmo em sua raiz ou mesmo por atitudes que não condizem com aquela personalidade madura que a mesma apresentou em suas primeiras temporadas.

Grey's ainda, depois de tanto tempo, consegue trazer temas relevantes e interessantes para seu público. Claro, racismo já é algo recorrente na atração e permea durante todo o tempo em que a série está no ar. Mas o incrível, é que apesar desse tema já ser algo batido, os roteiristas sempre conseguem inovar e trazer material novo, nunca sendo algo repetitivo, apenas a premissa sendo a mesma. O feminismo foi outro ponto levantado, por mais que em proporção menor, mas que só mostra o quanto a série sabe da importância daquelas histórias e entende o quão beneficente é trazer novos argumentos para este lado humanitário que o show consegue trabalhar de forma única.

Mais uma vez Grey's Anatomy exibe o quanto consegue ser jovial e inovadora em sua décima segunda temporada. Estamos falando de uma série que a mais de uma década é capaz de inovar e não tem medo de trabalhar os temas mais diversos e problemáticos em cima das histórias que compõem a vida daqueles médicos. Sem (até o momento) apresentar uma tragédia para basear seus dramas, Grey's consegue carregar muito bem o material que possui e sempre é capaz de emocionar, sendo na história do menino que precisa de cirurgia e quem sabe terá que amputar as duas mão ou na do velhinho que precisa de um rim e um novo pedaço de crânio.
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