domingo, 29 de novembro de 2015

[Crítica] From Dusk Till Dawn - 2ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 10 episódios
Exibição: 2015
Emissora: El Rey | Netflix 
Título Nacional: Um Drink no Inferno

Crítica:

"God doesn't want you to be happy, He wants you to be strong".

Não há descanso para os ímpios, e cá estamos nós mais uma vez neste mundo de cobras-vampiros. A primeira temporada de From Dusk Till Dawn cobriu todos os eventos do filme em que se baseia, deixando claro que o enredo teria que se organizar e trazer algo completamente novo para a mesa. Apesar da franquia de filmes ter duas sequências, a trama da série certamente não poderia aproveitá-las. Enquanto a estrutura do segundo filme trouxesse a possibilidade ser parcialmente incorporada à série - afinal de contas, roubo a banco soaria bastante familiar para os nossos irmãos Gecko -, o terceiro, que é na verdade uma prequel, certamente não poderia ser aproveitado de forma alguma. No entanto, como já era esperado, a segunda temporada segue um caminho original, explorando e acrescentando a mitologia dos culebras.

Na maior parte da temporada, a trama ficou separada em núcleos, o que acarretou no encontro de todos eles no final deste segundo ano. No entanto, apesar da série só ter dez episódios, ficou evidente que os roteiristas tiveram bastante dificuldade em desenvolver a trama apropriadamente. Pior do que a primeira, a história da segunda temporada é extremamente arrastada. O argumento principal não consegue nos convencer e a mitologia dos culebras se tornou uma verdadeira bagunça, com pequenos detalhes, regras e profecias aparecendo conforme a necessidade do roteiro. Nada em torno da trama dessa segunda temporada soou convincente, o que tornou a série mais intragável do que de costume. Pelo menos ainda tivemos todas aquelas loucuras e violência gratuita, elementos estes que são a marca registradas da franquia.

Determinados personagens ficaram pareados por muito tempo sem interagir com os outros, como é o exemplo do Richie e a Santanico. Na primeira temporada vimos que algumas das melhores interações com o Richie foram quando o personagem dividiu a tela com a Kate. Neste novo ano eles só aparecem juntos na reta final da temporada, o que não foi o suficiente. Aliás, a Kate, apesar de ser um pouco irritante as vezes com o seu papo forçado sobre religião, foi uma das personagens que mais se destacou neste ano. De fato, ela foi a única que interagiu com todos os núcleos com o passar dos episódios, traindo praticamente todos eles. Não é exatamente uma falsa, porque ela tinha motivos honestos relacionados com a salvação do seu irmão, mas ainda assim ela foi responsável por dar a série um pouco mais de movimento. E ainda provou que tem uma boa sintonia com a maior parte do elenco.

Eu demorei um pouco para desapegar da ideia que a Santanico representava no filme, porque na série é retratada de uma forma completamente diferente. Além de não ser má, mas sim uma vítima, fica claro que o seu título de "rainha" ou "deusa" não a impede de apanhar em basicamente todos os confrontos físicos que participa. Não me levem a mal, seu plot envolvendo vingança contra os Lordes é um dos mais interessantes levantados neste ano, mas a personagem não tem muita oportunidade de brilhar sozinha. Ela sempre tem que ser ajudada por um dos irmãos Gecko, caindo no clichê de moça indefesa quando ela deveria estar botando moral em todos. Pelo menos conseguimos saber um pouco mais sobre sua origem - um dos poucos acertos do enredo.

Eu ainda não consigo suportar o Carlos, então considero todas suas cenas entediantes. O seu destino na Season Finale conseguiu me surpreender, mas tenho certeza que será uma situação temporária. Não posso deixar de falar sobre a épica participação especial da Demi Lovato - namorada na vida real do ator que interpreta o Carlos, Wilmer Valderrama. Ela dá vida a uma culebra badass muito possessiva quanto ao seu homem. Não acho que tenha sido a intenção, mas eu ri em praticamente todas as suas cenas. Isso não é algo negativo, confesso que me diverti horrores com a participação especial. Outra participação que merece destaque é a do veterano Danny Trejo. Ele esteve presente em todos os filmes da franquia, então foi muito legal vê-lo voltando para esta adaptação.

Não há muito mais o que dizer sobre esta temporada. Em termos de roteiro, foi uma verdadeira bagunça preguiçosa. Apenas a reta final mostra algo acima da média, porque o resto deste segundo ano é uma enrolação sem fim. Muitas tramas e nada é desenvolvido devidamente. Temos vingança, profecias, poderes especiais, rituais e sangue sagrado; tudo isso socado nos dois últimos episódios, com muito sangue jorrando e culebras entrando em combustão espontânea, destaque especial para o massacre no bar durante o episódio final - um dos melhores momentos desta temporada. Pensei muito em abandonar a série, mas confesso que a cena final conseguiu despertar minha curiosidade. Por este motivo, ficarei por perto mais um ano, com minha sede por qualidade e sangue nos olhos.


- BRING IT ON, SEASON 3!
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